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19 fevereiro, 2011

Na Trilha do Oscar - A Rede Social

Por Mariana Coutinho

The Social Network Soundtrack - by Trent Reznor & Atticus Ross (1. Pieces Form the Whole/2. Eventually We Find Our Way/ 3. On We March/ 4. The Gentle Hum of Anxiety/ 5. Soft Trees Break the Fall/6. Dreadlock Holiday - 10CC/ 7. Baby You're a Rich Man - The Beatles/ 8. Ball and Biscuit - The White Stripes/ 9. Blythe String Quarter Handel Arrival of The Queen of Sheba/ 10. Crazy Baldhead - Bob Marley and the Wailers/ 11. California Uber Alles - Dead Kennedys/ 12. Sound of Violence - Dennis De Laat/ 13. Black Book Lodge - Gluecifer/ 14. I Swear - All 4 One/ 15. In The Hall of the Mountain King/ 16. Ital Visions - Roots Manuva/ 17. Like a Bad Girl Should - The Cramps/ 18. Man Fi Cool - Roots Manuva/ West Coast Poplock - Ronnie Hudson/ 19. So I Wait/ 20. Super Furry Animals-Bleed Forever)

Dia 27 de fevereiro se aproxima, e enquanto alguns se perguntam quem vai levar o Oscar de melhor filme, este blog se volta - adivinhem! - para o prêmio de melhor trilha sonora. A disputa promete ser apertada. Os principais candidatos são o afamado Discurso do Rei, o impressionante A Origem, e o queridinho da crítica A Rede Social. 127 horas e Como treinar seu dragão correm por fora.

A Rede Social saiu na frente, e abocanhou o Globo de Ouro de melhor trilha sonora. A seleção de Trent Reznor e Atticus Ross não podia ser mais variada. Ao contrário de Up - Altas Aventuras, que foi premiado pela Academia no ano passado, A Rede Social tem uma trilha extremamente heterogênea. O filme conta, sim, com músicas incidentais, mas a seleção vai do rock ao rap, passando por disco e música clássica. Essa mistura de gêneros é muito adequada a um filme que conta a história da criação do Facebook e que pretende tratar do dinamismo da geração do tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

O álbum com a trilha sonora do filme começa com cinco maravilhosas músicas incidentais que tem um ar moderno e misterioso ao mesmo tempo. Caímos, então, no art rock gostoso do 10CC, com "Dreadlock Holiday". E seguem-se nomes como The Beatles, com "Baby You're a Rich Man" - do álbum Magical Mistery Tour -, The White Stripes com "Ball and Biscuit" e Bob Marley com "Crazy Baldhead".


A trilha pega fogo com o hard rock da banda norueguesa Gluecifer. O rap é representado por duas faixas do britânico Roots Manuva. A trilha conta também com algumas faixas de música eletrônica. A canção mais inesperada, no entanto, é certamente "I Swear" do grupo All 4 One. Você pode achar que não conhece essa balada, mas tenho certeza que já ouviu uma versão dela gravada pela dupla Leandro e Leonardo com o título de "Eu juro".

Outra faixa que você deve reconhecer, mas talvez não saiba onde ouviu, é "In the Hall of the Mountain King", uma obra-prima que Edward Grieg compôs para a peça Peer Grynt. Você provavelmente conhece essa música porque, além de ser um clássico, ela está na trilha sonora de Harry Potter.

Trent Reznor e Atticus Ross certamente merecem um Oscar por essa trilha, mas a competição será acirrada. O prestígio de Alexandre Desplat e sua trilha clássica, podem dar o prêmio a O Discurso do Rei. A Origem também parece ter boas chances. Qual é o seu palpite?

Assista abaixo ao trailer de 'A Rede Social'. A música Creep, do Radiohead, que toca no trailer não está na trilha do filme, mas é também uma boa pedida.


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18 fevereiro, 2011

Trilha de Dawson’s Creek – I Don’t Want to Wait (Paula Cole)

Por Raiane Nogueira

É... acho que estou mesmo ficando velha. Um dia desses, me surpreendi ao ver na TV Dawson’s Creek, uma das séries que marcaram minha adolescência. Nossa, que saudade desse tempo! O que me deixou mais empolgada foi relembrar o tema de abertura, que fui logo procurar para refrescar a memória dos leitores de A Trilha:


A música é I Don’t Want to Wait, da cantora americana Paula Cole. O single foi lançado em 1997, retirado do seu segundo álbum, This Fire. Por conta do grande sucesso de Dawson’s Creek na época, a canção chegou à décima primeira posição na Billboard's Hot 100. Mas acho que a carreia de Paula Cole acabou se resumindo a isso, o que a inclui na nossa lista dos “one hit wonders”.

O mesmo não pode ser dito sobre a série, que teve vida longa. Dawson’s Creek foi exibido originalmente de 1998 a 2003. É considerado um dos melhores seriados voltados para o público jovem dos anos 90, por abordar os problemas cotidianos da adolescência – seus medos e incertezas – de maneira mais madura, com diálogos inteligentes. Tudo baseado na vida do próprio autor, Kevin Williamson.

E, além de conquistar o público através da trilha sonora e do enredo, Dawson’s Creek encantava pela fotografia, com belas paisagens como pano de fundo para as histórias de Dawson, Joey, Pacey e Jen.

E então, ficou com saudade? Sinal de que não sou a única “velha” por aqui...

Clique aqui e assista ao clipe de "I Don't Want to Wait"

Pesquisa: Wikipedia

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05 janeiro, 2011

As músicas favoritas de Quentin Tarantino


Os portais de notícia desta quarta-feira anunciam a morte do cantor e e compositor escocês Gerry Rafferty, aos 63 anos, depois de uma série de problemas decorridos do alcoolismo. Para quem não conhecia, um dos maiores sucessos de Rafferty foi "Stuck in the middle with you". Lançada em 1975 no albúm de estreia de uma das bandas do cantor, o Stealers Wheel, a faixa ficou famosa mesmo décadas depois, em 1992, quando integrou a trilha sonora de "Cães de Aluguel", do então novato Quentin Tarantino.

A cena, como poderia se esperar do diretor, é um tanto quanto violenta: nela, o personagem Mr. Blonde tortura outro enquanto escuta a ensolarada canção, que fala sobre estar preso em algum lugar com alguém. Inapropriado ou até apropriado de mais? Com direito à mutilação, a cena não é recomendada para menores e, portanto, não cabe mostrá-la nesse blog de família. Mesmo assim, dá para ouvir a música, que é boa:





Ainda vale a pena lembrar outras músicas sensacionais que foram resgatadas por Tarantino em outros de seus filmes. Na sua obra-prima, "Pulp Fiction", a escolhida foi "Girl, you'll be a woman soon". A faixa de Neil Diamond fez algum sucesso na década de 60, mas hoje é conhecida mesmo na versão da banda de rock alternativo Urge Overkill. Tarantino descobriu o grupo por acaso, numa loja de discos na Holanda, e resolveu incluí-los na trilha do filme vencedor da Palma de Ouro de 1994. No vídeo abaixo, dá pra conferir a banda interpretando a sua canção mais (ou seria a única?) famosa:



Para fechar o post, um exemplo que está mais fresco na cabeça dos frequentadores de cinemas: "Cat People (Putting out the fire)", de David Bowie, que embalou um dos momentos mais marcantes de "Bastardos Inglórios". A faixa de 1982 do camaleão do Rock embala a vingança da mocinha Shosanna contra os nazistas. Na verdade, Bowie havia composto a música para um outro filme, o terror erótico "Cat People", por sua vez um remake do longa de 1942. Ao contrário de "Bastardos Inglórios", "Cat People" fracassou nas bilheterias e sua faixa-título talvez estivesse fadada ao esquecimento, não fosse a homenagem no filme de guerra de 2009.




Veja também:

21 agosto, 2010

Trilha do Filme – Six Feet Under OST Volume 2 - “Everthing Ends”

Por Luiza Barros

Six Feet Under, Vol. 2 - Everthing Ends
2005
Astralwerks

(1. Feeling Good - Nina Simone; 2. Amazing Life - Jem; 3. Everthing Is Everthing - Phoenix; 4. A Rush Of Blood To The Head - Coldplay; 5. Breath Me - Sia; 6. Lucky - Radiohead; 7. Time Is On My Side - Irma Thomas; 8. Aganjú - Bebel Gilberto (The Latin Project Remix); 9. Direction - Interpol; 10. (Don't Fear) The Reaper - Caesars; 11. Transatlanticism - Death Cab For Cutie; 12. Cold Wind - Arcade Fire; 13. I'm a Lonely Little Petunia (In an Onion Patch) - Imogen Heap)

“Ok, mas…” - você vai dizer – “Six Feet Under é uma série, e não um filme." Sim, mas como “trilha do audiovisual” seria um nome muito ruim para uma seção, e além do mais, este disco também é uma trilha sonora, faz sentido ele ficar nesta categoria do nosso blog. E, como quem acompanhou a série da HBO de 2001 a 2005 está cansado de saber, os episódios de Six Feet Under colocam muito filme no chinelo, para usar uma expressão vulgar.

Para quem não sabe disso ainda, eu sugiro que corra atrás dos DVDs das cinco temporadas deixadas para a posteridade. E depois de acompanhar todos os dilemas desta complicada família de agentes funerários de Los Angeles, vale a pena também procurar a ótima trilha sonora, em especial deste segundo volume, lançado junto com a última temporada.

O disco em questão não é apenas um emaranhado de faixas aleatórias, e sim uma seleção cuidadosa dos sons que embalam tantos episódios. A coletânea já vem com um ótimo cartão de visitas: “Feeling Good”, da inclassificável Nina Simone. A música da diva foi utilizada na promo da quarta temporada, em que os Fishers aparecem em uma macabra e sensual dança em pleno supermercado.



Além de Simone, outra representante da música negra americana é a menos conhecida Irma Thomas, com “Time is on my side”. A música, que foi regravada pelos Stones, é um bom motivo para pesquisar sobre essa cantora de Nova Orleans. A mistura harmoniosa entre nomes consagrados e outros mais “underground”, inclusive, é a levada do disco. Se de um lado há as famosas “A rush of blood to the head”, do Coldplay, e “Lucky”, do Radiohead, do outro há os suecos do Caesars e o indie do Death Cab For Cutie, os últimos na faixa mais longa do álbum: “Transatlanticism”.

Contando ainda com nomes como Arcade Fire e Phoenix, a maior parte do disco oscila entre o indie-rock e a música eletrônica. A surpresa é então encontrar uma música em português, da mais internacional das nossas cantoras: Bebel Gilberto. A faixa, é verdade, vem em uma roupagem moderninha, com o remix do Latin Project. Mas o grande destaque do disco fica por conta de uma australiana, conhecida simplesmente como Sia. É ela que canta “Breath me”, música que toca nos memoráveis minutos finais da série. Possivelmente a melhor coisa que você já pôde ver na TV. Dá para conferir o famoso desfecho no vídeo abaixo. Se você nunca viu, logo aviso que está, claro, repleto de spoilers.