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11 março, 2011

A Liga da Justiça da Bahia


Além do hit Minha mulher não deixa não, o verão deste ano também foi contaminado pelo “vírus da kriptonita”. A praga surgiu na Bahia em novembro do ano passado e se espalhou por todo o Brasil, graças à banda LevaNoiz. Se você ainda não conhece, aprenda com o super-homem baiano André Ramon os passinhos da música Liga da Justiça:



O clipe e a letra são sensacionais. Primeiro, vamos a uma breve análise da composição. O Super-Man ficou fraco, porque o Pinguim (do Batman, sabe?) jogou kriptonita nele. Aí, o Lex Luthor e o Coringa, que se juntaram para ferrar o super-herói, aproveitaram e roubaram o laço da Mulher Maravilha. Com todo esse perigo, só restou ao casal fugir. *FIM* Faz todo sentido. Entendeu?

E para a história ficar ainda mais interessante, nada melhor que um clipe bem... exótico. Quem diria que um dia veríamos o Super-Man, o Lex Luthor, o Batman, o Coringa e a Mulher Maravilha (agora conhecida como “negona”) rebolando juntos ao som do axé, em uma dancinha sincronizada. Isso sem falar nas intervenções do Robin e do Coringa durante a música, com gritinhos frenéticos: “aaaaai!”.

No final, para completar a bela obra, uma homenagem do LevaNoiz aos companheiros de “Salvador City” Harmonia do Samba e Parangolé. Sim, eles merecem, porque são os Super Amigos!!!

Pois é, inacreditável...


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Trilha Especial - Hits de verão

Por Raiane Nogueira

O carnaval acabou, os blocos, fantasias e escolas de samba ficaram para trás... Mas tem algo que vai continuar nos perseguindo durante o resto do ano: os
hits do verão. Ou vai dizer que você ainda não foi pego no trabalho, entediado em frente ao computador, cantarolando “Shimbalaiê”? Meus fins de férias são sempre iguais, volto à rotina com uns refrões que não consigo tirar da cabeça de jeito nenhum! Mesmo as músicas que a princípio soavam agradáveis, depois de serem ouvidas na rua, no ônibus e até nos toques de celular, parecem terríveis.

E que tal passar o carnaval inteiro ouvindo uma canção evangélica que virou funk e pagode? Não tenho nada contra os dois ritmos, mas até hoje não consegui me conformar com esse caso em especial. O hit do verão de 2009 foi a música “Faz um milagre em mim”, do mineiro Regis Danese. O sucesso do cantor gospel foi tão grande que, em menos de uma semana, ele ganhou Disco e DVD de Ouro. Até aí, tudo bem. Mas a música ficou tão popular que passou a tocar em toda parte. Em alguns casos, ela foi trilha de situações, no mínimo, inusitadas.

Durante o feriado, fui a um show com alguns amigos e, no meio da apresentação, a banda começou a tocar “Faz um milagre em mim” em ritmo de pagode. Todo mundo cantou junto, até um homem vestido de mulher que estava do meu lado, bêbado, que levantou os braços e começou a “louvar”, gritando que queria aprender a ter santidade. Bem apropriado, não? No dia seguinte, na praia, ainda vi umas mulheres dançando a mesma música em cima de uma camionete. E a coreografia não era nada bonita.
Em 2010, a música gospel deu lugar ao rebolado baiano. Ou melhor, ao “Rebolation”, do grupo Parangolé. A primeira composição do vocalista Léo Santana foi inspirada em uma dança divulgada na Internet, característica das raves brasileiras e do psy trance. A coreografia envolve movimentos soltos de pernas e braços, em que o dançarino parece deslizar no solo. O “Rebolation” baiano misturou a dança original e a música eletrônica com o pagode. Resultado: virou “a nova sensação” do verão.

Assista à entrevista que Léo Santana deu a TV UOL sobre o sucesso do "Rebolation" no carnaval:

A música pode até ter a ver com a estação, o clima, etc., mas acho que já chega. Afinal, depois do carnaval, o ano começa, as pessoas voltam a estudar, a trabalhar. E acho que, nesse caso, é melhor ser supreendido cantando a música da novela das oito do que o “Rebolation”. Vai que você não se contem e começa a dançar...