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22 maio, 2011

Trilha especial para o fim do mundo


O tão temido dia 21 de maio já passou e continuamos aqui, vivinhos, prontos para mais um post de A Trilha Sonora. Ufa... ainda não foi dessa vez que o mundo acabou. O sábado do Juízo Final foi anunciado por Harold Camping, presidente da rede cristã de comunicação dos EUA Family Radio. A partir de uma análise numérica, o suposto profeta previu um terremoto que varreria a Terra ontem. Mas parece que Camping errou nas contas (e não foi a primeira vez, para ele o mundo já teria acabado em 1994). Enfim, enquanto o apocalipse não chega, separamos uma trilha especial com músicas sobre o tema. Mas não se animem muito, ano que vem já é 2012...

1. It's the end of the world as we know it (and I feel fine)
(Bill Berry / Peter Buck / Mike Mills / Michael Stipe)
Na voz do R.E.M., a música fez sucesso no final dos anos 80 e chegou a entrar na lista Billboard Hot 100.



2. O último dia
(Paulinho Moska e Billy Brandão)
Tema de abertura da novela da Globo O Fim do Mundo (1996) na voz de Moska, lançou uma questão que se popularizou durante a trama: “o que você faria se só te restasse um dia?”



3. E o mundo não se acabou
(Assis Valente)
A música ficou famosa com a interpretação da brilhante Carmen Miranda e ainda foi regravada por cantoras como Adriana Calcanhoto e Paula Toller. É a trilha ideal para hoje, já que o fim não aconteceu.



Se o mundo acabasse, qual a última música que você gostaria de ouvir?


Pesquisa:

07 maio, 2011

Novo clipe de Lady Gaga: Judas

Por Raiane Nogueira

E Lady Gaga causa polêmica mais uma vez... Nesta quinta-feira (5), foi divulgado o clipe de Judas, segundo single do próximo álbum da cantora, Born this way, que será lançado no dia 23 de maio. No vídeo, Gaga interpreta Maria Madalena, ao lado de Jesus e dos seus 12 apóstolos, caracterizados como motoqueiros. Blasfêmia?


O clipe é uma versão ultramoderna da história bíblica, com cenas que lembram os episódios da cerimônia do lava-pés, o beijo que o apóstolo traidor deu em Jesus e o apedrejamento da prostituta em praça pública. Destacam-se ainda detalhes como os nomes dos apóstolos escritos das costas das jaquetas dos motoqueiros, o nome de uma boate - Electro Chapel, a coroa de espinhos de Jesus e o figurino de Gaga, com cruzes e uma aplicação na roupa que lembra o Sagrado Coração de Jesus.

Um dos pontos altos do vídeo é o momento em que a nova Maria Madalena defende Jesus, atirando em Judas com uma arma dourada. A munição é um batom vermelho, com o qual a cantora risca o apóstolo.

Na letra da música, uma declaração de amor a Judas: I wanna love you / But something's pulling me away from you / Jesus is my virtue / Judas is the demon I cling to / I cling to / I'm just a Holy Fool, oh baby he's so cruel / But I'm still in love with Judas, baby.


E você, o que achou do clipe? Comente!

24 abril, 2011

Trilha do casamento real – You and I

Por Raiane Nogueira

Na semana do casamento mais badalado dos últimos tempos, do príncipe William com Kate Middleton, A Trilha Sonora acompanha os preparativos da festa e traz uma canção gravada especialmente para os pombinhos. No último dia 15, o cantor britânico George Michael divulgou em um programa da rede CNN uma versão de You and I, feita para presentear o casal real:


You and I foi gravada originalmente em 1973, por Stevie Wonder, que autorizou a distribuição gratuita da nova versão. Assim, além de presentear os noivos, George Michael oferece o download da música em um site especial, para todos que desejam celebrar a união do príncipe William com a plebeia Kate. Na página da internet, o cantor também incentiva os fãs a contribuírem com doações para um fundo de caridade relacionado ao casamento.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, George Michael informou no Twitter que, em apenas três dias, 110 mil downloads já teriam sido feitos. O vídeo com a música postado no Youtube registra mais de 114 mil visualizações.

Porém, mesmo com a homenagem, parece que o cantor britânico não foi convidado para o tão esperado casamento. Que ironia...

Mas vai uma boa notícia para George Michael e as outras bilhões de pessoas que vão ficar de fora: de acordo com jornais internacionais, cenas da cerimônia na Abadia de Westminster e a trilha sonora do casamento real estarão disponíveis na web algumas horas depois do evento. Pelo menos vai dar para guardar uma lembrancinha da festa.

Pesquisa:
O Estado de S. Paulo
O Globo
Veja

13 abril, 2011

Mart’nália no Teatro Municipal de Niterói

Por Raiane Nogueira

No último fim de semana, Mart’nália atravessou a ponte para trazer um pouquinho do continente africano para “o outro lado da poça”. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, a cantora subiu ao palco do Teatro Municipal de Niterói para apresentar o show Mart’nália em África, uma grande celebração à música de países como Angola, onde ela gravou CD e DVD ao vivo.


O espetáculo foi aberto com uma forte performance de Zumbi, de Jorge Ben Jor, para anunciar o início da festa africana. Mart’nália mostrou todo amor a sua origem negra, com muita dança e batucada, ao som de músicas como Angola e o samba-enredo de 1988 da Vila Isabel, Kizomba, festa da raça.

Criada no berço do samba, além da homenagem à África, a cantora não poderia deixar de fora do show clássicos da carreira, como Cabide, de Ana Carolina, Tava por aí, Ela é minha cara, Deu ruim e a versão de Don´t worry, be happy. O repertório ainda incluiu músicas de Arlindo Cruz (Boto meu povo na rua), Adriana Calcanhoto (Vai saber – gravada por Marisa Monte), Moska (Sem dizer adeus), Zélia Duncan (Benditas) e, claro, sucessos do seu pai, Martinho da Vila, como Mulheres e Disritmia.

E, falando em família, a cantora fez do palco uma roda de samba no quintal de casa. Acompanhada por nove músicos, entre eles as irmãs Maíra Freitas (piano e vocal) e Analimar Ventapane (percussão e vocal) e a sobrinha Dandara Black (vocal), Mart’nália se mostrou muito à vontade durante todo o show. Arrasou na percussão, dançou, bateu papo com a plateia e até tomou umas cervejinhas pra refrescar. No final, ainda chamou ao palco o amigo e compositor niteroiense Arthur Maia, que cantou de improviso duas músicas com ela. Festa completa.

Foi uma apresentação super empolgante. Ficou até difícil respeitar a organização do Teatro e se manter sentada, quietinha, até o final. Assim como seu nome, miscelânea de Martinho (pai) com Anália (mãe), Mart’nália é uma mistura de África com Brasil, o que foi muito bem apresentado no ótimo show.

06 abril, 2011

Trilha Antiga – I’m Too Sexy


As lojas Renner acabam de desenterrar um hit dos anos 90 em seu novo comercial de roupas íntimas femininas. A música que embala a campanha “Tempo de Mulher” é uma versão de I’m Too Sexy, da banda inglesa Right Said Fred:



A canção se encaixou muito bem no filme produzido pela O2, que mostra várias mulheres poderosas, cheias de auto-estima, se admirando com suas lingeries novas. A bela voz de Karina Zeviani, vocalista brasileira da banda francesa Nouvelle Vague, deu um toque especial à música, agora sim com um ar sexy.

A versão original de I’m Too Sexy foi lançada em 1992, no álbum Up, e logo estourou nas rádios. Na época, chegou ao topo das paradas de sucesso internacionais, alcançando o décimo terceiro lugar na Billboard’s Hot 100. É o trabalho mais conhecido do Right Said Fred, mais um “one hit wonder”.

O single também conquistou altas posições em rankings das piores músicas de todos os tempos, apesar da ótima performance do vocalista no clipe, com sua dancinha sensual e uma fashion camisa tipo rede. Nesse caso, como diz a própria música, sexy de doer...



Pesquisa:
m&m online
Wikipedia

29 março, 2011

Especial “Marias”: Maria Gadú e Maria Rita em Niterói



Para comemorar em grande estilo o Dia Internacional da Mulher, ainda que meio atrasado, a MPB FM promoveu um encontro entre duas poderosas vozes da nova geração da nossa música popular. Foi o show "Marias", com as cantoras Maria Gadú e Maria Rita, que aconteceu no último domingo (27), no estádio Caio Martins, em Niterói.

A noite foi aberta com uma apresentação serena de Maria Gadú, que trouxe o repertório do seu último trabalho, o Multishow Ao Vivo. Com um jeito tímido e toda sorridente, a cantora encantou o público cantando sucessos, como Shimbalaiê, Dona Cila e Tudo diferente. Mas o ponto alto ficou para as ótimas versões de canções famosas de outros intérpretes, como A História de Lili Braun (Chico Buarque), Quase sem querer (Legião Urbana), Trem das onze (Demônios da Garoa) e Who knew (Pink). As performances mostraram mais uma vez a ousadia da jovem cantora, que não tem medo de misturar diferentes estilos. O show ainda contou com a participação do companheiro inseparável de Maria Gadú, Leandro Léo, que sempre aparece para dar uma canja nas apresentações, principalmente na empolgante Laranja.

Enquanto a primeira Maria fez um show mais tranquilo, desses que você fica apreciando, se balançando devagar, a segunda levantou o Caio Martins. Com um figurino cheio de glamour (um vestido micro, esbanjando brilho), Maria Rita fez o ginásio sambar ao som das principais canções dos seus três discos, como Cara valente, Num corpo só e Tá perdoado. Foi o primeiro show que vi da cantora e fiquei surpresa com seu vozeirão e simpatia. Maria Rita também teve direito a convidado de honra: a humorista Samantha Schmütz, o Juninho Play, subiu ao palco para imitá-la na música Encontros e despedidas e divertiu a plateia, como você pode conferir no vídeo abaixo:


Vídeo retirado do blog Sempre Maria Rita

Mas, como tudo que é bom dura pouco, depois de causar arrepio cantando Não deixe o samba morrer à capela e mais umas duas músicas, Maria Rita encerrou a noite, em um show curto. E se muita gente continuou olhando para o palco, na expectativa de que ela e Maria Gadú voltassem para cantar juntas, acabou um pouco frustrado. Apesar do nome do evento, as Marias fizeram apresentações independentes. De qualquer forma, foi uma bela homenagem a nós, mulheres, além da melhor forma de começar a semana.

20 março, 2011

Trilha Certa – Centro Cultural Banco do Brasil

Por Raiane Nogueira

Com todos os grandes shows que têm acontecido no Brasil, muito divulgados pela mídia, às vezes acabamos perdendo outros bons eventos musicais que estão rolando por aí. Um dos locais que sempre tem ótimas atrações é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). É bom ficar de olho na programação.

Fundado em 1989, a partir da criação do CCBB Rio, o centro cultural hoje está presente nas três principais capitais do país – Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília – e se prepara para chegar também a Belo Horizonte, com inauguração prevista para o segundo semestre deste ano. A casa é muito famosa por abrigar exposições de arte, cinema e também boa música. E o melhor, a preços acessíveis!

Diferentemente do que algumas pessoas podem pensar, a programação musical do CCBB não se restringe ao clássico. Atualmente, por exemplo, acontecem dois projetos muito interessantes nas sedes de São Paulo e do Rio que atraem um público diversificado. Em São Paulo, até o dia 5 de abril, ocorre a série Sai da Rede, destacando artistas que utilizam a internet como principal ferramenta para divulgação do seu trabalho. A programação está disponível no site do centro cultural.

Já no Rio, a série Lapa de Todos os Sambas retrata a retomada do gênero no bairro que voltou a ser o grande point carioca, resgatando a obra de compositores como Noel Rosa e Cartola. Até junho, haverá shows de Sururu na Roda (5 de abril), Batuque na Cozinha (19 de abril), Elton Medeiros (17 de maio), Edu Krieger (21 de junho), entre outros. O evento acontece sempre às terças-feiras, às 12h30 e 19h. E se você achou o horário meio ruim, vai meu depoimento: corri para o CCBB na minha hora de almoço para ver o Casuarina e garanto que valeu muito a pena.

CCBB Rio

Pesquisa
Jornal Extra - Roda de Samba

11 março, 2011

A Liga da Justiça da Bahia


Além do hit Minha mulher não deixa não, o verão deste ano também foi contaminado pelo “vírus da kriptonita”. A praga surgiu na Bahia em novembro do ano passado e se espalhou por todo o Brasil, graças à banda LevaNoiz. Se você ainda não conhece, aprenda com o super-homem baiano André Ramon os passinhos da música Liga da Justiça:



O clipe e a letra são sensacionais. Primeiro, vamos a uma breve análise da composição. O Super-Man ficou fraco, porque o Pinguim (do Batman, sabe?) jogou kriptonita nele. Aí, o Lex Luthor e o Coringa, que se juntaram para ferrar o super-herói, aproveitaram e roubaram o laço da Mulher Maravilha. Com todo esse perigo, só restou ao casal fugir. *FIM* Faz todo sentido. Entendeu?

E para a história ficar ainda mais interessante, nada melhor que um clipe bem... exótico. Quem diria que um dia veríamos o Super-Man, o Lex Luthor, o Batman, o Coringa e a Mulher Maravilha (agora conhecida como “negona”) rebolando juntos ao som do axé, em uma dancinha sincronizada. Isso sem falar nas intervenções do Robin e do Coringa durante a música, com gritinhos frenéticos: “aaaaai!”.

No final, para completar a bela obra, uma homenagem do LevaNoiz aos companheiros de “Salvador City” Harmonia do Samba e Parangolé. Sim, eles merecem, porque são os Super Amigos!!!

Pois é, inacreditável...


Veja também
Trilha Especial - Hits de verão
A Melô do homem cachorrinho

01 março, 2011

O Quartel General do Samba

Por Raiane Nogueira

Na contagem regressiva para o carnaval, A Trilha Sonora não poderia deixar de homenagear o bloco de rua mais tradicional do Rio, eternizado na marchinha composta por Vicente Paiva e Nelson Barbosa:



Quem não chora não mama
Segura, meu bem, a chupeta
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta



É isso mesmo, estou falando do Cordão da Bola Preta, o “Quartel General do Samba”. Reza a lenda que o Bola surgiu quando, enquanto os membros do então bloco Só se bebe água organizavam um novo cordão, uma mulher linda de vestido branco com bolas pretas passou em frente a eles. E nada melhor que um belo rabo de saia para inspirar esses foliões. Assim, eis que surgia, em 1918, o Cordão da Bola Preta.

Desde então, são 92 anos lotando o centro da cidade no sábado de carnaval. O bloco sai da Cinelândia, a partir de 9h, e segue pela Avenida Rio Branco no sentido Candelária, sem hora para acabar. E só pela farra do desfile pré-carnavalesco que aconteceu na última sexta-feira, já dá para imaginar a grande festa que nos espera no fim de semana. Segundo os organizadores do evento, a prévia arrastou uma multidão de pelo menos 200 mil pessoas. É... o sábado promete!

E não fique triste quando o desfile terminar. Para a alegria dos cariocas, o Cordão da Bola Preta oferece uma animada programação fora de época. A nova sede do bloco, na Lapa, tem um boteco super charmoso e abriga vários eventos. Além disso, em breve, vai ser inaugurado no local um museu, para preservar a memória do Bola. Eu já trabalhei em frente à sede e de vez em quando ouvia umas marchinhas no horário do expediente. O clima é muito bom, faz a gente se sentir folião o ano todo.

Pesquisa: Lá Na Lapa

18 fevereiro, 2011

Trilha de Dawson’s Creek – I Don’t Want to Wait (Paula Cole)

Por Raiane Nogueira

É... acho que estou mesmo ficando velha. Um dia desses, me surpreendi ao ver na TV Dawson’s Creek, uma das séries que marcaram minha adolescência. Nossa, que saudade desse tempo! O que me deixou mais empolgada foi relembrar o tema de abertura, que fui logo procurar para refrescar a memória dos leitores de A Trilha:


A música é I Don’t Want to Wait, da cantora americana Paula Cole. O single foi lançado em 1997, retirado do seu segundo álbum, This Fire. Por conta do grande sucesso de Dawson’s Creek na época, a canção chegou à décima primeira posição na Billboard's Hot 100. Mas acho que a carreia de Paula Cole acabou se resumindo a isso, o que a inclui na nossa lista dos “one hit wonders”.

O mesmo não pode ser dito sobre a série, que teve vida longa. Dawson’s Creek foi exibido originalmente de 1998 a 2003. É considerado um dos melhores seriados voltados para o público jovem dos anos 90, por abordar os problemas cotidianos da adolescência – seus medos e incertezas – de maneira mais madura, com diálogos inteligentes. Tudo baseado na vida do próprio autor, Kevin Williamson.

E, além de conquistar o público através da trilha sonora e do enredo, Dawson’s Creek encantava pela fotografia, com belas paisagens como pano de fundo para as histórias de Dawson, Joey, Pacey e Jen.

E então, ficou com saudade? Sinal de que não sou a única “velha” por aqui...

Clique aqui e assista ao clipe de "I Don't Want to Wait"

Pesquisa: Wikipedia

Veja também:

08 fevereiro, 2011

Trilha Sertaneja

Por Raiane Nogueira

A música sertaneja está em alta no Rio de Janeiro. Borboletas, meteoros e fugidinhas embalam a noite de muitos jovens, adeptos ao chamado sertanejo universitário. Embora não abandone as raízes, o estilo foge um pouco das antigas modas de viola ou das canções sofridas de duplas como Chitãozinho & Xororó ou Zezé di Camargo & Luciano. O “novo” sertanejo vem com uma linguagem menos caracterizada, além de uma notável influência pop.

Entre os principais representantes do movimento, estão as duplas Victor & Leo, César Menotti & Fabiano, Jorge & Mateus, Guilherme & Santiago, João Bosco & Vinícius, Hugo Pena & Gabriel, Fernando & Sorocaba (ufa...), além de cantores como Luan Santana, Michel Teló e Paula Fernandes (aquela que encantou Roberto Carlos no show em Copacabana, no final de 2010).

E se, a princípio, o preconceito por parte dos jovens era enorme, aos poucos o sertanejo foi caindo nas graças desse público. Com o grande número de estudantes vindos do interior para as universidades, passou a ser comum em algumas baladas um momento dedicado à música sertaneja, o que contribuiu para a penetração do gênero. Hoje, muitas boates reservam pelo menos uma noite por semana exclusivamente para o ritmo. É o que fazem, por exemplo, as casas Nuth, Melt, ZeroVinteUm e Botequim Bate-Papo, no Rio, e Rancho do Tomate, em Niterói.

Para encerrar, como estamos perto do carnaval, fica uma dica para os cowboys e cowgirls leitores de A Trilha: neste ano, dois blocos sertanejos vão desfilar pela cidade do Rio. São o “Chora, me liga” e o “E daí?”, nomes das músicas de João Bosco & Vinícius e Guilherme & Santiago, respectivamente. Diversão para todos os gostos.

Pesquisa: G1, Rádio UOL

27 janeiro, 2011

Trilha Especial - PianOrquestra

Por Raiane Nogueira

Quantos instrumentos você acha que são necessários para compor uma orquestra? Segundo eles, bastam “dez mãos e um piano preparado”. A resposta não te convenceu? Então, você precisa conferir o criativo trabalho do PianOrquestra.

O grupo traz uma proposta inovadora para a música instrumental brasileira. Com um piano especialmente montado, com peças de metal, madeira, tecido e plástico, além do uso de baquetas, luvas e até chinelos de borracha, são produzidos sons idênticos aos de outros instrumentos, como cavaquinho, cuíca, contra-baixo e percussão. É genial!



O projeto se desenvolveu a partir de uma pesquisa iniciada na UFRJ, e se baseia em técnicas do vanguardista compositor norte-americano John Cage. O PianOrquestra tem direção artística do pianista Claudio Daulsberg.

Ainda não fui a nenhuma apresentação do grupo, mas fiquei impressionada desde o primeiro vídeo a que assisti. Altíssima qualidade. Além da ideia original, as performances chamam atenção pelas cores, movimento e sincronia dos músicos. Tudo isso, com um toque de leveza e bom humor. No repertório, ritmos brasileiros, incluindo músicas de Tom Jobim, Bezerra da Silva, Milton Nascimento e Toninho Horta, e composições próprias.

Uma excelente iniciativa, que precisa ser conhecida por todos.

12 janeiro, 2011

Men at Work em: Down Under

Por Raiane Nogueira

“The land down under”. Assim é chamada a Austrália, por ter seu território todo concentrado no sul do Hemisfério Sul do globo. O apelido do país também dá nome a um clássico dos nativos do Men at Work, banda de rock famosa na década de 80.

Down Under foi lançada no primeiro álbum do grupo, “Business as Usual”, de 1982. A canção narra uma viagem de australianos pelo mundo, reconhecidos por onde passam como vindos da “terra lá embaixo”. Na verdade, é uma crítica da banda à imposição da cultura europeia sobre as belezas naturais da Austrália.

A música é cheia de elementos que identificam o país e ironizam essa ação da Europa. Na letra, encontramos termos característicos australianos, como “zombie” – gíria para maconha – e “Vegemite” – pasta alimentícia a base de cevada, popular na região. Além disso, há uma menção ao território europeu no trecho que narra uma passagem dos personagens por Bruxelas, capital da Bélgica.

O tom mais cômico de Down Under, porém, está no clipe, com uma divertida atuação do Men at Work:



O vídeo retrata toda a viagem desses loucos, e tem detalhes interessantes. Logo no início, uma van pichada com “Tanelorn rules” faz referência a um festival hippie de música que aconteceu em 1981, na Austrália.

Ao longo do clipe, a crítica feita pela banda é expressa, por exemplo, em duas cenas que mostram "maus-tratos" a um coala, animal encontrado no país. Primeiro, ele aparece pendurado em uma árvore e, em um segundo momento, levado em uma coleira como um bicho de estimação. No final do vídeo, uma espécie de funeral simboliza um enterro das riquezas naturais da Austrália.

Down Under fez muito sucesso nos anos 80, ficando em primeiro lugar nas paradas internacionais. No ano passado, a música voltou a ser lembrada por uma questão curiosa. Segundo informações de O Globo, o Men at Work foi acusado de plagiar o solo de flauta em Down Under de uma canção infantil australiana, tocada tradicionalmente em acampamentos. Plágio ou não, convenhamos que o ritmo é muito bom.

Pesquisa: Wikipedia, Letras.mus.br

22 dezembro, 2010

Trilha Nova – Dicas para o Natal

Por Raiane Nogueira

E então, já comprou todos os presentes de Natal? Vamos ver se ficou faltando alguém: pai, mãe, irmão, namorado, amigo oculto... ai, ainda tem que retribuir aquele parente que sempre nos presenteia com algo que não tem nada a ver com a gente. Se você, como eu, ainda não conseguiu dar conta da sua lista e perdeu toda a paciência tentando escolher roupas e calçados no shopping, não se desespere. Que tal um CD ou um DVD? É muito mais prático e, além disso, há vários bons lançamentos nacionais no mercado. Na semana do Natal, A Trilha Sonora traz algumas dicas de álbuns ao vivo, para animar a ceia e salvar os que deixaram as compras para a última hora:


1. Multishow Ao Vivo - Ivete Sangalo no Madison Square Garden

Um dos presentes mais pedidos nesse Natal. Gravado em Nova York, é o primeiro DVD internacional de Ivete Sangalo, mega produção que levantou um público de 15 mil pessoas em uma única noite. Contou com convidados como o colombiano Juanes, Nelly Furtado e Seu Jorge. O show mistura ritmos e performances em português, espanhol e inglês. No repertório, alguns dos sucessos da cantora e inéditas, incluindo uma versão de Human Nature, conhecida na voz de Michael Jackson. Vale pela beleza do espetáculo e pela emoção de Ivete.





2. Multishow Ao Vivo - Skank no Mineirão

Também do selo “Multishow Ao Vivo”, o DVD e CD duplo é o registro de uma apresentação que, sem dúvidas, marca a carreira do Skank. Gravado em junho, o show reuniu mais de 50 mil pessoas no Mineirão, em Belo Horizonte, para festejar com a banda e celebrar a despedida do estádio conhecido como “Gigante da Pampulha”, fechado para reformas da Copa do Mundo de 2014. A homenagem aparece inclusive na capa do álbum, que traz uma imagem do dia da inauguração do Mineirão, há 45 anos. Parte do repertório do show foi escolhido pelos fãs no site da banda (como ocorreu no ao vivo em Ouro Preto). Além dos sucessos, o disco traz inéditas como o reggae De Repente, parceria de Samuel Rosa com Nando Reis. Esse eu quero GANHAR de presente...





3. MTV Ao Vivo - Bailão do Ruivão (Nando Reis e Os Infernais)

E por falar em Nando Reis... O cantor acaba de lançar um divertido álbum, que promete agradar pessoas de diferentes estilos, com repertório que vai de Genival Lacerda a Bob Marley, além do próprio ruivão. Gravado em agosto, no Carioca Club, em São Paulo, o Bailão reúne músicas nacionais e internacionais que Nando costumava ouvir na infância e adolescência, muitas cantadas na hora do “bis” de seus shows. “O Bailão é uma colcha, como as colchas de crochê coloridas que minha mãe fazia e enfeitavam minha cama e dos meus irmãos. O Bailão é um apelido que surgiu para uma parte do show que eu já fazia e descobri que abria uma porta para o passado (...)”, disse Nando Reis em comunicado à imprensa. O show conta com participações de Zezé di Camargo & Luciano, Joelma e Chimbinha (da banda Calypso) e Zafenate (banda do filho de Nando, Theodoro). Na dúvida sobre que gênero escolher, pode ser uma boa opção!

07 dezembro, 2010

Trilha Antiga – Ao Vivo MTV Jota Quest

Por Raiane Nogueira

2003
Sony / BMG


1. Introdução / 2. Na moral / 3. As dores do mundo / 4. Encontrar alguém / 5. Do seu lado / 6. Sempre assim / 7. Dias melhores / 8. Vou pra aí / 9. Mais uma vez / 10. Tanto faz / 11. O que eu também não entendo / 12. O vento / 13. Amor maior / 14. Só hoje / 15. Fácil / 16. Tudo é você/Hangin in the hood / 17. Por mim e por você / 18. De volta ao planeta dos macacos



Quando você pensa em Jota Quest, de que música se lembra? Posso até estar enganada, mas acho que sua memória vai levá-lo a uma das faixas do álbum Ao Vivo MTV. Gravado em 2003, na Praça do Papa, em Belo Horizonte (MG), o projeto contou com um público de mais de 80 mil pessoas e marcou a carreira do grupo mineiro.

O CD/DVD reúne os maiores sucessos da banda, fica até difícil falar de canções principais. Em um disco de 18 faixas, diria que apenas quatro músicas não “pegaram” tanto. São elas: Vou pra aí, Tanto faz (gravada com Arnaldo Antunes), Tudo é você e Por mim e por você (com participação de Thaíde).

Na época, fui a um dos shows da turnê e achei o máximo, tanto em relação à produção do espetáculo (som, iluminação, etc.), quanto à qualidade da banda. Além disso, era uma energia contagiante. As pessoas cantavam junto todas as músicas e respondiam extremamente empolgadas quando o Rogério Flausino gritava “everybody say yeah”, em Sempre assim.

Hoje, sete anos depois, o Jota Quest já lançou mais quatro CDs (inclusive um em espanhol, na Argentina), todos com músicas estourando nas rádios, como a versão de Além do horizonte, O sol e, mais recentemente, La plata e Vem andar comigo. Mas – talvez seja um pouco de saudosismo meu – acho que nada se compara às canções mais antigas. Há duas semanas, voltei a assistir a um show da banda e, não adianta, pra mim a melhor parte continua sendo a destinada ao repertório do Ao Vivo MTV.

Já que é assim, vamos relembrar um dos sucessos do álbum de 2003? O que eu também não entendo, uma das minhas músicas preferidas da banda:


Veja também
Trilha Antiga - Ao Vivo MTV Skank - Ouro Preto

22 novembro, 2010

Especial "1 ano A Trilha Sonora": Centenário de Adoniran Barbosa

Por Raiane Nogueira

Para fechar as comemorações de 1 ano de A Trilha Sonora, hoje lembramos o centenário do sambista paulistano Adoniran Barbosa, um dos grandes nomes da nossa música. Clique na imagem e confira o hotsite feito em homenagem a ele. Agradecemos a todos que visitaram o blog durante a semana e participaram dessa festa com a gente.


Parabéns, A Trilha Sonora!

13 novembro, 2010

Música Internacional Brasileira – parte 2

Por Raiane Nogueira

Recentemente, destaquei em A Trilha Sonora alguns exemplos da inserção da música brasileira no exterior, a partir de versões de cantores estrangeiros. É a chamada Música Internacional Brasileira. Dando continuidade ao assunto, hoje vou falar sobre um outro fenômeno que tem contribuído para espalhar nosso ritmo mundo afora: artistas que saem do Brasil para fazer carreira cantando MPB em outros países.

Há muitos cantores, alguns pouco conhecidos entre nós, que investiram na carreira internacional e hoje possuem um público consolidado fora daqui, uma legião de fãs gringos.

Um grande exemplo é o niteroiense Sergio Mendes, um dos músicos brasileiros mais cultuados no exterior. Ao descobrir o valor da nossa música nos EUA, o cantor se mudou para lá, onde hoje é muito reconhecido. Em 1993, ele chegou a ganhar o Grammy de “Melhor Disco de World Music". Um dos últimos CDs de Sergio Mendes, Timeless (2006), contou com a participação de artistas famosos, como Stevie Wonder, Justin Timberlake, John Legend e Will.i.am – com quem fez várias parcerias. O destaque do álbum foi Mas que nada, gravada com o Black Eyed Peas:



Outra que tem levado um pouco de música brasileira aos EUA e Europa é Bebel Gilberto. Filha de João Gilberto e Miúcha, a cantora uniu a bossa nova do pai à música eletrônica e conquista espaço nas pistas de dança do exterior. Desde 2000, já vendeu mais de 2,5 milhões de discos e teve músicas incluídas em filmes e séries internacionais. Por aqui, de vez em quando ela aparece em trilhas de novelas, como em Viver a Vida, com Chica chica boom chic, e em Laços de Família, com So nice:



Por fim, selecionei uma banda que, apesar de ser pouco divulgada aqui, nos representa muito bem na Holanda. É o Zuco 103, grupo fundado pela brasileira Lilian Vieira, que abandonou a faculdade de Enfermagem no Brasil e foi estudar canto em Roterdã, onde conheceu o alemão Stefan Schmid (teclados) e o holandês Stefan Kruger (bateria). Ouvi a banda pela primeira vez em uma versão empolgante de Bebete vãobora e logo virei fã. O trio mistura de forma ousada samba com música eletrônica e o resultado é muito legal. Em 2000, o Zuco 103 venceu o prêmio holandês “Heineken Crossover Award”. Confira a atuação da banda, na louca Na Mangueira:



Estes são apenas três, entre tantos cantores talentosos que circulam por aí, levando um pouco de nossa música e cultura a outros países.
Se você conhece algum outro exemplo, compartilhe com a gente!

Pesquisa:
CliqueMusic UOL
Wikipedia

02 novembro, 2010

Gorillaz em: Clint Eastwood

Por Raiane Nogueira

Ainda nesse clima um pouco macabro, com fantasmas e zumbis, hoje vamos relembrar um clipe que lançou no mercado músicos um pouco... diferentes. Criada pelo ex líder do Blur Damon Albarn e formada por personagens de animação, surgia em 2001 a banda virtual Gorillaz, estreando ao som do single Clint Eastwood:



Apesar de ter uma letra tranquila, a música ganhou um clipe meio sinistro. O vídeo começa com uma citação em japonês e inglês do filme O Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead - EUA, 1978): "Todo corpo morto que não é exterminado, levanta-se e mata. As pessoas que ele mata, levantam-se e matam". Credo... que medo. A risada maligna do baixista Murdoc, logo no início, integra o cenário aterrorizante.

Clint Eastwood ainda conta com a participação do rapper Del The Funky Homosapien, que aparece no vídeo como um fantasma que sai do corpo do baterista Russel. A voz arrastada do vocalista 2-D também contribui para o ambiente obscuro. Cemitério, raios, tempestade e até gorilas zumbis perseguindo os integrantes da banda completam o clima de terror. A descontração fica por conta dos mesmos gorilas dançando Thriller, além do pequeno e sorridente guitarrista Noodle, que salva todo mundo no final.

A animação foi dirigida por Jamie Hewlett e Pete Candeland, e concorreu ao prêmio de Videoclipe Revelação no Video Music Awards. O clipe fez muito sucesso na época e chegou a ganhar versão em videogame, disponível no site da banda.

Agora, você deve estar se perguntando: afinal, por que Clint Eastwood? A música tem inspiração no filme Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo - Itália, 1966), estrelado pelo ator Clint Eastwood. Além do título, há referências do filme na melodia, com uma mixagem que, se repararmos bem, lembra aquelas musiquinhas que retratam o faroeste. É bem interessante.

Pesquisa: Wikipedia

27 outubro, 2010

Jingles Inesquecíveis – Mamíferos Parmalat

Por Raiane Nogueira

Em 1996, eles eram os garotos-propaganda mais fofos da TV. Vestidos de bichinhos e acompanhados de uma musiquinha delicada, comoveram o público. E então... "tomou?" Quer dizer, lembrou? Estou falando dos Mamíferos Parmalat, campanha criada pela agência DM9 – atual DM9DDB, que fez grande sucesso e ficou na memória de muitas pessoas:



O comercial já vale pela espontaneidade da criançada, brincando e imitando o som dos animais de que se fantasiaram. Mas, sem dúvida, o jingle deu um toque todo especial, com uma letra tão bonitinha quanto elas, e ajudou a tornar o anúncio inesquecível:

"O Elefante é fã de Parmalat / O Porco Cor de Rosa e o Macaco também são / O Panda e a Vaquinha só querem Parmalat / Assim como a Foquinha, o Ursinho e o Leão / O Gato mia, o Cachorrinho late / O Rinoceronte só quer Leite Parmalat / Mantenha o seu filhote forte, vamos lá! / Trate seus bichinhos com amor e Parmalat"

Junto com a campanha para a TV, na época, a Parmalat lançou a promoção dos mamíferos de pelúcia. Para ganhar, bastava juntar uma certa quantidade de códigos de barra de produtos da marca. Lembro que era uma loucura trocar os selos nos supermercados! Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, a empresa chegou a distribuir 15 milhões de bichos de pelúcia e teve um aumento de 20% nas vendas durante o período.

Os Mamíferos Parmalat ficaram tão conhecidos que, em uma ação muito bem pensada, 11 anos depois a empresa nos surpreendeu com a volta dos nossos queridos bichinhos. Em 2007, o publicitário Nizan Guanaes, agora pela agência Africa, lançou um novo comercial com os mesmos atores, já adolescentes. No anúncio, eles tentam usar as fantasias antigas, que, é claro, não cabem de jeito nenhum. A ideia era mostrar que os mamíferos tinham crescido, assim como a linha de leites Parmalat:



Para o novo comercial, manteve-se a mesma melodia do famoso jingle de 1996, com uma pequena adaptação da letra, para marcar a passagem do tempo:

"O Elefante agora está grande / O Porco Cor de Rosa e o Macaco também estão / O Panda e a Vaquinha tomaram Parmalat / Assim como a Foquinha, o Ursinho e o Leão / O Gato mia, o Cachorrinho late / O Rinoceronte espichou com Parmalat / Mantenha seus filhotes fortes, vamos lá! / Trate seus bichinhos com amor e Parmalat"

Deu para matar a saudade?


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16 outubro, 2010

Trilha Nova: Muito Pouco (Moska)

Por Raiane Nogueira

2010
Biscoito Fino

Muito: 1. Devagar, Divagar ou de Vagar? / 2. Muito Pouco / 3. Deve Ser o Amor / 4. Canção Prisão / 5. Soneto do Teu Corpo / 6. Ainda / 7. Pêndulo / 8. Quantas Vidas Você Tem? / 9. Antes de Começar
Pouco: 1. Semicoisas / 2. O Tom do Amor / 3. Sinto Encanto / 4. Nuvem / 5. Waiting for the Sun to Shine / 6. Provavelmente Você / 7. Oh My Love, My Love / 8. Não / 9. Saudade


Depois de seis anos sem gravar um disco de inéditas, Paulinho Moska acaba de lançar pela Biscoito Fino Muito Pouco, álbum duplo com nove faixas em cada CD. As semelhanças entre os dois discos param por aí: mesmo cantor e número de músicas. Fora isso, como os próprios nomes sugerem, Muito e Pouco possuem concepções completamente diferentes, mostrando a versatilidade de Moska, que não teve medo de arriscar.

Muito é uma seleção dinâmica, marcada pela presença de instrumentos musicais variados e por um som intenso. No CD, está a faixa título, Muito Pouco, que, com a participação do grupo argentino Bajofondo, tem traços de tango. Gravada anteriormente por Maria Rita, é a música de trabalho do álbum. Apesar da opção de Moska pela faixa, na minha opinião, o disco reúne composições melhores, como Devagar, Divagar ou de Vagar?, que já decorei na segunda vez que ouvi, e Soneto do Teu Corpo, famosa na voz de Leoni. Como pontos fracos do disco, fico com Ainda e Pêndulo.

Conheça Soneto do Teu Corpo, cantada por Moska no Teatro Rival, na gravação do programa "Palco MPB", da rádio MPB FM:



Pouco é mais “voz e violão”, tem um clima intimista que se opõe ao primeiro CD. O disco até começa bem, pela suavidade – e letra complexa – de Semicoisas. Porém, acaba caindo em uma certa monotonia, com melodias muito parecidas. Ele é “salvo” por canções como Sinto Encanto – gravada também por Zélia Duncan – e Oh My Love, My Love, ambas com a participação de Maria Gadú. O disco ainda conta com as parcerias de Pedro Aznar, Kevin Johansen e Chico César, em Saudade, lançada ano passado por Maria Bethânia.

Ouça também a ótima Sinto Encanto:



Além da diferença de estilo, acho que os nomes dos dois CDs retratam bem a impressão que tive: o que sobra em um disco, falta no outro. Considero Moska um excelente cantor e compositor, mas acho que ele errou na dose. Enquanto Muito concentra uma ótima seleção de músicas, Pouco realmente deixa um pouquinho a desejar. Eu juntaria o melhor dos dois e ficaria com um disco só.

Pesquisa: Blog Biscoito Fino