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07 maio, 2011

Novo clipe de Lady Gaga: Judas

Por Raiane Nogueira

E Lady Gaga causa polêmica mais uma vez... Nesta quinta-feira (5), foi divulgado o clipe de Judas, segundo single do próximo álbum da cantora, Born this way, que será lançado no dia 23 de maio. No vídeo, Gaga interpreta Maria Madalena, ao lado de Jesus e dos seus 12 apóstolos, caracterizados como motoqueiros. Blasfêmia?


O clipe é uma versão ultramoderna da história bíblica, com cenas que lembram os episódios da cerimônia do lava-pés, o beijo que o apóstolo traidor deu em Jesus e o apedrejamento da prostituta em praça pública. Destacam-se ainda detalhes como os nomes dos apóstolos escritos das costas das jaquetas dos motoqueiros, o nome de uma boate - Electro Chapel, a coroa de espinhos de Jesus e o figurino de Gaga, com cruzes e uma aplicação na roupa que lembra o Sagrado Coração de Jesus.

Um dos pontos altos do vídeo é o momento em que a nova Maria Madalena defende Jesus, atirando em Judas com uma arma dourada. A munição é um batom vermelho, com o qual a cantora risca o apóstolo.

Na letra da música, uma declaração de amor a Judas: I wanna love you / But something's pulling me away from you / Jesus is my virtue / Judas is the demon I cling to / I cling to / I'm just a Holy Fool, oh baby he's so cruel / But I'm still in love with Judas, baby.


E você, o que achou do clipe? Comente!

20 março, 2011

"De Repente", o novo clipe interativo do Skank


Em geral, damos mais atenção aos clipes internacionais. Com mais dinheiro, os artistas estrangeiros costumam produzir vídeos elaborados e cheios de efeitos especiais. Aos cantores nacionais, resta a criatividade. E a banda Skank mostrou que uma boa ideia vale bem mais que um gordo talão de cheques.

Os mineiros produziram, em parceria com a Don’t try this, um clipe interativo da música "De Repente". Acessando o site do grupo você vai ver seis vídeos do YouTube ocupando a tela, cada um mostra um músico tocando bateria, guitarra, teclado ou baixo, e os outros dois apresentam a primeira e segunda voz da canção.

A novidade não está em fazer um clipe que divide a música em seis partes, e sim na possibilidade de modificar a banda. Abaixo dos vídeos o internauta pode escolher quem deseja substituir. Quer ver outro baterista no lugar do Haroldo? São muitas opções disponíveis. Para guitarrista então, são mais de quinze músicos. É possível formar a banda que você quiser, ouvindo a nova música do Skank de diversas formas. O usuário pode ainda mexer no volume, produzindo uma versão pessoal de "De Repente".

A banda já é conhecida pelos clipes diferentes, como "Mandrake e os Cubanos". Agora, os fãs não ficarão entusiasmados pelo humor do grupo, e sim pela possibilidade de conhecer um Skank renovado. Inclusive, alguns músicos e cantores, que podem substituir os originais nessa brincadeira, são fãs da banda mineira. Quer se divertir personalizando o Skank? Então acesse o site da banda clicando aqui.

             


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22 dezembro, 2010

Trilha Nova – Dicas para o Natal

Por Raiane Nogueira

E então, já comprou todos os presentes de Natal? Vamos ver se ficou faltando alguém: pai, mãe, irmão, namorado, amigo oculto... ai, ainda tem que retribuir aquele parente que sempre nos presenteia com algo que não tem nada a ver com a gente. Se você, como eu, ainda não conseguiu dar conta da sua lista e perdeu toda a paciência tentando escolher roupas e calçados no shopping, não se desespere. Que tal um CD ou um DVD? É muito mais prático e, além disso, há vários bons lançamentos nacionais no mercado. Na semana do Natal, A Trilha Sonora traz algumas dicas de álbuns ao vivo, para animar a ceia e salvar os que deixaram as compras para a última hora:


1. Multishow Ao Vivo - Ivete Sangalo no Madison Square Garden

Um dos presentes mais pedidos nesse Natal. Gravado em Nova York, é o primeiro DVD internacional de Ivete Sangalo, mega produção que levantou um público de 15 mil pessoas em uma única noite. Contou com convidados como o colombiano Juanes, Nelly Furtado e Seu Jorge. O show mistura ritmos e performances em português, espanhol e inglês. No repertório, alguns dos sucessos da cantora e inéditas, incluindo uma versão de Human Nature, conhecida na voz de Michael Jackson. Vale pela beleza do espetáculo e pela emoção de Ivete.





2. Multishow Ao Vivo - Skank no Mineirão

Também do selo “Multishow Ao Vivo”, o DVD e CD duplo é o registro de uma apresentação que, sem dúvidas, marca a carreira do Skank. Gravado em junho, o show reuniu mais de 50 mil pessoas no Mineirão, em Belo Horizonte, para festejar com a banda e celebrar a despedida do estádio conhecido como “Gigante da Pampulha”, fechado para reformas da Copa do Mundo de 2014. A homenagem aparece inclusive na capa do álbum, que traz uma imagem do dia da inauguração do Mineirão, há 45 anos. Parte do repertório do show foi escolhido pelos fãs no site da banda (como ocorreu no ao vivo em Ouro Preto). Além dos sucessos, o disco traz inéditas como o reggae De Repente, parceria de Samuel Rosa com Nando Reis. Esse eu quero GANHAR de presente...





3. MTV Ao Vivo - Bailão do Ruivão (Nando Reis e Os Infernais)

E por falar em Nando Reis... O cantor acaba de lançar um divertido álbum, que promete agradar pessoas de diferentes estilos, com repertório que vai de Genival Lacerda a Bob Marley, além do próprio ruivão. Gravado em agosto, no Carioca Club, em São Paulo, o Bailão reúne músicas nacionais e internacionais que Nando costumava ouvir na infância e adolescência, muitas cantadas na hora do “bis” de seus shows. “O Bailão é uma colcha, como as colchas de crochê coloridas que minha mãe fazia e enfeitavam minha cama e dos meus irmãos. O Bailão é um apelido que surgiu para uma parte do show que eu já fazia e descobri que abria uma porta para o passado (...)”, disse Nando Reis em comunicado à imprensa. O show conta com participações de Zezé di Camargo & Luciano, Joelma e Chimbinha (da banda Calypso) e Zafenate (banda do filho de Nando, Theodoro). Na dúvida sobre que gênero escolher, pode ser uma boa opção!

09 novembro, 2010

Trilha Nova - Tiger Suit (KT Tunstall)

Por Mariana Coutinho

KT Tunstall
2010
EMI Music


(1. Uummannaq Song/2. Glamour Puss/3. Push That Knot Away/4. Difficultly/5. Fade Like a Shadow/6. Lost/7. Golden Frames/8. Come On, Get In/9. (Still A) Weirdo/10. Madame Trudeaux/ 11. The Entertainer)



O terceiro disco de estúdio da escocesa KT Tunstall mantém o estilo pelo qual ela ficou conhecida: uma mistura de pop e folk. Apesar de não ter um hit tão forte como "Suddenly I See", de seu primeiro álbum "Eye To The Telescope", ou "Hold On" do segundo disco "Drastic Fantastic", Kate certamente consegue alcançar as paradas com a dançante "Fade Like a Shadow" que flerta com música eletrônica. Assista o clipe de "Fade Like a Shadow" abaixo:


Tiger Suit tem boas experimentações como a música de abertura "UUmmannaq Song", "Put That Knot Away" e "Madame Trudeaux". Depois de "Fade Like a Shadow", outra canção que tem potencial para hit é "(Still A) Weirdo". Os efeitos vocais nessa música dão um tom muito interessante e o arranjo simples só ajuda. Já "Difficult" mostra que a levada eletrônica contribuiu bastante para o pop de Tunstall.

Mais introspectiva, "Lost" segue um estilo que se aproxima do folk, assim como "The Entertainer". Mesmo com efeitos eletrônicos em várias músicas, e um certo experimentalismo, o álbum se constrói essencialmente pela bela voz de KT Tunstall e sua sensibilidade para combinar tendências. Pode-se dizer que Tiger Suit não tem o mesmo apelo dos discos anteriores, mas é um bom álbum para ouvir no carro, no ipod ou no computador.

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16 outubro, 2010

Trilha Nova: Muito Pouco (Moska)

Por Raiane Nogueira

2010
Biscoito Fino

Muito: 1. Devagar, Divagar ou de Vagar? / 2. Muito Pouco / 3. Deve Ser o Amor / 4. Canção Prisão / 5. Soneto do Teu Corpo / 6. Ainda / 7. Pêndulo / 8. Quantas Vidas Você Tem? / 9. Antes de Começar
Pouco: 1. Semicoisas / 2. O Tom do Amor / 3. Sinto Encanto / 4. Nuvem / 5. Waiting for the Sun to Shine / 6. Provavelmente Você / 7. Oh My Love, My Love / 8. Não / 9. Saudade


Depois de seis anos sem gravar um disco de inéditas, Paulinho Moska acaba de lançar pela Biscoito Fino Muito Pouco, álbum duplo com nove faixas em cada CD. As semelhanças entre os dois discos param por aí: mesmo cantor e número de músicas. Fora isso, como os próprios nomes sugerem, Muito e Pouco possuem concepções completamente diferentes, mostrando a versatilidade de Moska, que não teve medo de arriscar.

Muito é uma seleção dinâmica, marcada pela presença de instrumentos musicais variados e por um som intenso. No CD, está a faixa título, Muito Pouco, que, com a participação do grupo argentino Bajofondo, tem traços de tango. Gravada anteriormente por Maria Rita, é a música de trabalho do álbum. Apesar da opção de Moska pela faixa, na minha opinião, o disco reúne composições melhores, como Devagar, Divagar ou de Vagar?, que já decorei na segunda vez que ouvi, e Soneto do Teu Corpo, famosa na voz de Leoni. Como pontos fracos do disco, fico com Ainda e Pêndulo.

Conheça Soneto do Teu Corpo, cantada por Moska no Teatro Rival, na gravação do programa "Palco MPB", da rádio MPB FM:



Pouco é mais “voz e violão”, tem um clima intimista que se opõe ao primeiro CD. O disco até começa bem, pela suavidade – e letra complexa – de Semicoisas. Porém, acaba caindo em uma certa monotonia, com melodias muito parecidas. Ele é “salvo” por canções como Sinto Encanto – gravada também por Zélia Duncan – e Oh My Love, My Love, ambas com a participação de Maria Gadú. O disco ainda conta com as parcerias de Pedro Aznar, Kevin Johansen e Chico César, em Saudade, lançada ano passado por Maria Bethânia.

Ouça também a ótima Sinto Encanto:



Além da diferença de estilo, acho que os nomes dos dois CDs retratam bem a impressão que tive: o que sobra em um disco, falta no outro. Considero Moska um excelente cantor e compositor, mas acho que ele errou na dose. Enquanto Muito concentra uma ótima seleção de músicas, Pouco realmente deixa um pouquinho a desejar. Eu juntaria o melhor dos dois e ficaria com um disco só.

Pesquisa: Blog Biscoito Fino

02 outubro, 2010

Trilha Nova - Write About Love (Belle & Sebastian)

Por Mariana Coutinho

Write About Love - Belle & Sebastian (2010)

1.I Didn't See It Coming/ 2. Come on Sister/ 3. Calculating Bimbo/ 4. I Want The World To Stop/5. Little Lou, Ugly Jack, Phophet John (feat. Norah Jones)/ 6. Write About Love (feat. Carey Mulligan) 7. I'm Not Living In The Real World/ 8. The Ghost of Rockschool/ 9. Read The Blessed Pages/ 10. I Can See Your Future/ 11. Sunday's Pretty Icons

Depois de 4 anos de jejum, a banda escocesa Belle & Sebastian lança seu nono álbum: "Write About Love". A banda, surgida em Glasgow em 1996, conquistou espaço no nicho do indie pop. No novo álbum, no entanto, o grupo aborda também uma vertente retrô que remete ao rock que se fazia nos anos 1970. Algumas canções como a eletrônica "Come on Sister", "I Want The World To Stop" e a canção título, "Write About Love" com participação da atriz britânica Carey Mulligan, lembram as músicas do Fleetwood Mac.

Outra mudança nesse álbum é a abundante alternância de vocais que acaba sendo ótima para o conjunto do disco. As melhores músicas se destacam justamente pela presença de vocais femininos fazendo duetos com Stuart Murdoch: Norah Jones faz participação na deliciosa "Little Lou, Ugly Jack, Phophet John", e Sarah Martin abre o disco com "I Didn't See It Coming". Para os fãs que esperavam um álbum mais ao estilo dos primeiros discos, temos as clássicas indies "The Ghost of Rockschool", "Read the Blessed Pages", "Calculating Bimbo", entre outras.

Mas o melhor sobre o lançamento de "Write About Love" é que ele não vem sozinho. Para os fãs brasileiros, a novidade é que Belle & Sebastian vai apresentar o novo disco em terras tupiniquins no mês de novembro. Dia 10 no Via Funchal em São Paulo, e dia 12 no Circo Voador no Rio de Janeiro. Os cariocas, aliás, batalharam para ver os escoceses em ação: assim como fizeram com Miike Snow, fãs se reuniram para arrecadar dinheiro para realizar o show em um tipo de "compra coletiva" de ingresso pelo site "Queremos Belle And Sebastian no Rio". Deu certo, em breve poderemos ouvir as canções desse belo álbum ao vivo e a cores.

Assista Belle & Sebastian em "I Didn't See It Coming" abaixo:


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24 setembro, 2010

Trilha Nova - Ária (Djavan)

Por Mariana Coutinho

Ária (2010)
Luanda Discos e Biscoito Fino

(1. Disfarça e Chora (Cartola/ Dalmo Castello)/
2. Oração ao Tempo (Caetano Veloso)/
3. Sabes Mentir (Othon Russo)/
4. Apoteose ao Samba (Silas de Oliveira/ Mano Décio da Viola)/
5. Luz e Mistério (Beto Guedes/ Caetano Veloso)/
6. La Noche (Enrique Heredia Carbonell/ Juan Jose Suarez Escobar)/
7. Treze de Dezembro (Luiz Gonzaga/ Zé Dantas)/
8. Valsa Brasileira (Edu Lobo/ Chico Buarque)/
9. Brigas Nunca Mais (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes)/
10. Fly me to the Moon (Bart Howard)/
11. Nada a nos Separar (Wayne Shanklin/ Versão: Romeo Nunes)/
12. Palco (Gilberto Gil)


Ária, s.f. Peça de música para uma só voz; melodia; cantiga; parte que exprime o sentimento inspirado pelo assunto da cantada. No dicionário a palavra "ária" é quase um sinônimo para "canção". Mas o termo é normalmente usado para se referir a uma parte de uma obra maior, como uma ópera ou uma cantata. Foi exatamente a isso que a capa do novo disco de Djavan me remeteu, às óperas, às obras clássicas. Não é só o nome do CD que passa essa imagem, mas a própria capa, a foto do cantor vestindo terno (e tênis!) em preto e branco, em um cenário etéreo acompanhado por um violoncelo. Mas ao contrário do que eu possa estar sugerindo, "Ária" não é um disco de música clássica, ou não exatamente. O álbum é uma homenagem, não aos clássicos de Bach, Bizet ou Rossini, e sim, aos grandes clássicos da música popular brasileira.

Em seu primeiro disco como intérprete, Djavan canta um repertório extremamente pessoal. São músicas que ele ouvia principalmente na infância e na adolescência. Composições de Caetano Veloso, Cartola, Chico Buarque, Tom Jobim e Luiz Gonzaga. Para o alagoano, que sempre foi metido a compor (e sempre fez isso muito bem, diga-se de passagem) gravar um álbum com músicas alheias foi mesmo um desafio. Com um arranjo improvável, Djavan gravou o disco todo sem bateria. A instrumentação consistiu em violão, guitarra, baixo acústico e percussão. A base foi feita com voz e violão, gravados primeiro, ao invés de bateria e baixo, como é a convenção. Essas inovações, que Djavan quis fazer para "buscar outras texturas e correr riscos", construíram arranjos que flertam com o jazz e dão uma nova roupagem às músicas já conhecidas.

Algumas das melhores interpretações do disco são as de "Oração ao Tempo" de Caetano Veloso, "Luz e Mistério" também de Caetano em parceria com Beto Guedes, "Brigas Nunca Mais" de Tom e Vinicius, "Apoteose ao Samba" de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, além da linda "Valsa Brasileira" de Chico Buarque e Edu Lobo. As canções mais conhecidas são provavelmente "Palco" de Gilberto Gil e "Fly Me To The Moon" de Bart Howard, imortalizada na voz de Frank Sinatra. Nas duas últimas, Djavan vai bem, mas não consegue alcançar as interpretações definitivas de Gil e Sinatra. Fugindo ao convencional, o cantor gravou ainda "La Noche", conhecida na interpretação da espanhola Montse Cortez, e "Treze de Dezembro" de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, em que não há letra e Djavan acompanha os instrumento fazendo um tipo de bebop, que lhe é característico.

O álbum, lançado pela gravadora própria Luanda Discos em parceria com a Biscoito Fino, vai gerar também uma turnê que começa em São Paulo nos dias 24 e 25 de setembro no Credicard Hall, e chega ao Rio nos dias 1 e 2 de outubro, no Citibank Hall. Os shows apresentam não só o repertório do disco recém-lançado, como os grandes sucessos de autoria de Djavan.

Confira os comentários de Djavan e os músicos sobre "Ária":



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07 setembro, 2010

Trilha Nova - As grandes décadas da música popular brasileira


Dizem que o gosto musical dos filhos é um reflexo do gosto musical dos pais. A afirmação não poderia estar mais longe da realidade no meu caso. Apesar disso, foi no carro do meu pai que eu descobri a coletânea que hoje trago para vocês.

Os artistas brasileiros fazem músicas de qualidade há várias décadas. Imagina então a dificuldade para selecionar as melhores? “As grandes décadas da música popular brasileira” encara o desafio e traz uma coletânea de cinco CDs, desde os anos 30 até os anos 2000. Além disso, o encarte do álbum traz a letra das 14 canções de cada CD e um pequeno resumo sobre a década retratada.

O primeiro disco mostra canções dos anos 30 e 40, com muito choro e samba. Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro abre a coletânea, que também conta com as clássicas Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, e Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Já no segundo CD, anos 50 e 60, temos um gostinho da Bossa Nova. Versões de Chega de Saudade, Garota de Ipanema e Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, levam o público de volta ao passado.

Chegamos aos anos 70 com muita qualidade. O disco é cheio de sucessos e apresenta as músicas que levaram grandes artistas ao estrelato, como Construção, de Chico Buarque, Pai, de Fábio Junior, O Bêbado e a Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc, e Tarde em Itapuã, de Toquinho e Vinícius de Moraes. É o melhor CD, em minha opinião.

Nos anos 80 o que ganha espaço é a “multiplicidade de ritmos, gêneros, sons e estéticas”, revela o encarte. Com o rock nacional surgindo para o grande público, e artistas como Rita Lee e Raul Seixas despontando para o sucesso. Codinome Beija-flor, de Cazuza, Ezequiel Nevez e Reinaldo Arias, Abre-te Sésamo, de Raul Seixas e Claudio Roberto, e O que é o que é?, de Luiz Gonzaga, são alguns dos destaques.

Os anos 90 e 2000 fecham a coletânea trazendo uma mistura completa, indo do sertanejo de Zezé di Camargo e Luciano até o pop do Jota Quest. Hoje eu quero sair só, do Lenine, Não me deixe só, da Vanessa da Mata, Enquanto houver sol, dos Titãs, e Te ver, do Skank, mostram a diversidade do período. Ainda assim, a seleção abre espaço para Chico Buarque, com a música Paratodos, provando que o cantor continua atual.

E como seria a sua lista? Quais são as melhores músicas brasileiras das últimas décadas?

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25 agosto, 2010

Trilha Nova - Teenage Dream (Katy Perry)

(1. Teenage Dream 2. Last Friday Night (t.g.i.f.) 3. California Gurls – Feat. Snoop Dogg 4. Firework 5. Peacock 6. Circle the Drain 7. The One That Got Away 8. E.t. 9. Who Am I Living For? 10. Pearl 11. Hummingbird Heartbeat 12. Not Like the Movies)

Depois do grande hit “I Kissed a Girl”, Katy Perry tenta voltar ao topo das paradas com o CD Teenage Dream, lançado ontem (24 de agosto). Com dois singles de sucesso, o segundo álbum promete mostrar que a cantora veio para ficar.

California Gurls, em parceria com Snoop Doog, foi a primeira música de trabalho. A canção foi a mais tocada no verão dos Estados Unidos, e, muito provavelmente, será a mais tocada por aqui também. Com um ritmo pop dançante, Katy conseguiu emplacar o hit em todas as rádios e programas de TV, além de alcançar as paradas de sucesso. O clipe, com muitos doces, chicletes e balas, já foi citado por aqui antes (veja aqui).

Além dessa, Teenage Dream, que dá nome ao álbum, também já ganhou um clipe. Com muita agarração e momentos de pouca roupa, o vídeo traz Katy Perry e o modelo Josh Kloss como um casal de apaixonados. Com um pop mais meloso, a música tem um refrão marcante e um tanto quanto chiclete. Assista abaixo.


Katy Perry se assume como cantora pop, e seu álbum não foge do estilo em nenhum momento, mas a mistura com ritmos eletrônicos, dançantes e até hip-hop mostra um trabalho diferente. A cantora traz algumas letras mais polêmicas, como Peacock, e não deixa de se divertir em California Gurls. Destaque também para Last Friday Night e Firework, segunda e quarta no álbum, que são ótimas baladas pops. E vale a pena ouvir The one that got away e Circle the Drain, que pode ser o próximo single do álbum.

É um CD muito dançante, que vai entrar na setlist de muitos DJs por aí.

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14 agosto, 2010

Trilha Nova - Música de Brinquedo (Pato Fu)

Por Mariana Coutinho

Música de Brinquedo - Pato Fu (2010)

(1. Primavera (Vai Chuva)/ 2. Sonífera Ilha/ 3. Rock and Rol Lullaby/ 4. Frevo Mulher/ 5. Ovelha Negra/ 6. Todos Estão Surdos/ 7. Live and Let Die/ 8. Pelo Interfone/ 9. Twiggy Twiggy/ 10. My Girl/ 11. Ska/ 12. Love Me Tender)

Apitos, xilofones, cornetas, pianinho, guitarra de brinquedo, cavaquinho fazendo o papel de baixo. Duas crianças fazendo o backing vocal. Mas "Música de brinquedo", o novo álbum do Pato Fu, não pode ser considerado um álbum infatil, ou exclusivamente para crianças. O novo projeto da banda traz músicas super conhecidas do grande público, aquelas com arranjos marcantes, executadas não com instrumentos normais, mas com brinquedos.

O grande problema da ideia foi afinar, ou tentar afinar, os brinquedos para serem usados como instrumentos. "São instrumentos sem qualidade sonora e nem são bons de tocar, mas neles sobra personalidade", contou John Ulhoa ao G1. A afinação pode não ter ficado perfeita, mas o Pato Fu executa um trabalho brilhante nesse álbum. As crianças, Nina Ulhoa, filha de Fernanda Takai e Ulhoa, e o amiguinho Matheus D'Alessandro fazem o coro, mas não como um coral de crianças, e sim como um menino e uma menina cantando e se divertindo. E desafinando de vez em quando, qual o problema?

O álbum é perfeito para se ouvir em família. A música de abertura é "Primavera (Vai Chuva)" do Tim Maia. A voz doce de Takai e as crianças acompanhando - "- Hoje o céu está tão lindo - Vai Chuva!" - não me deixam descrever essa canção de outra forma que não seja "uma gracinha". Abaixo você pode ver a gravação da música - a primeira experimentação do Pato Fu com os instrumentos de brinquedo:





A ideia do cd era mesmo pegar músicas conhecidas do público, com arranjos marcantes, e reproduzir esses arranjos originais com os brinquedos. Certamente as gravações não teriam o mesmo impacto com músicas inéditas. Era preciso conhecer as notas da canção para apreciar essas novas versões. Além de "Primavera" temos as ótimas "Ovelha Negra" de Rita Lee, e "Sonífera Ilha" dos Titãs, além de "Love Me Tender" com introdução de caixinha de música, e "My Girl". Outros destaques são "Todos Estão Surdos" de Roberto e Erasmo Carlos e "Live and Let Die" de Paul e Linda McCartney com as crianças gritando como verdadeiros rockeiros.


Nesse mês o Pato Fu estreou uma turnê para promover o novo álbum. Os primeiros shows aconteceram na Caixa Cultural aqui no Rio de Janeiro. Em setembro a banda passa por Minas Gerais e São Paulo.


Pesquisa: Pato Fu Oficial


03 agosto, 2010

Trilha Nova – The Suburbs (Arcade Fire)

Por Luiza Barros

(1.The surbubs /2.Ready to start /3.Modern man /4.Rococo /5.Empty Room /6.City with no children /7.Half light I /8.Half light II (No celebration) /9.Suburban War /10.Month of May /11.Wasted hours /12.Deep blue /13.We used to wait /14.Sprawl I (Flatland) /15.Sprawl II (Mountains beyond mountains) /16. The surbubs (continued))

Como o burburinho no twitter mostra, hoje, 3 de agosto, é a data oficial de lançamento do mais novo disco do Arcade Fire. Seria algo bem importante para o que foi chamado de “o disco mais esperado do ano”, não tivesse o mesmo vazado há alguns dias. Mas independentemente desse sinal dos tempos, o disco está aí, seja na internet ou na boa e velha loja de discos, e vale a pena ser ouvido. Mas para quem é fã do grupo canadense e tem acompanhado a repercussão do álbum na mídia, talvez esteja no momento sofrendo de um grande problema: a síndrome das grandes expectativas.

Desde que veio ao mundo com Funeral, em 2004, o Arcade Fire ganhou um certo respeito e aura difícil de se ver no passageiro mundo do showbizz. De fato, o primeiro trabalho da banda canadense é uma pequena pérola dos anos 00, que conseguiu hipnotizar a todos (mesmo quem nem sabe o nome do grupo) com a faixa “Rebellion (Lies).” Todos os olhos estavam voltados para o segundo disco Neon Bible, quando este foi lançado em 2007, e agora a história volta a se repetir com The Suburbs. Até na recepção: enquanto parte da imprensa vê o Arcade Fire como o novo U2, ou The Suburbs como o novo OK Computer, há quem tenha achado o disco assim, assim.

A verdade é que este é um disco de rock ótimo, não fosse tanta, digamos, “onda” em cima dele. Talvez pelo próprio jeitão grandioso do grupo (só os músicos fixos são sete), alguns acreditem que o Arcade Fire tenha a resposta para tudo. Não, eles não são os profetas, e sim um conjunto criativo e competente. E a prova de que isso é bom é o próprio The Suburbs, que já abre bem com a faixa-título. Dedicados a examinar a vida corriqueira e monótona dos subúrbios americanos, onde os irmãos Win e Will Butler (vocal e baixo, respectivamente) cresceram, o Arcade Fire compôs um punhado de boas músicas, umas memoráveis, outras nem tanto. Um risco que se corre quando se coloca 16 músicas em um único disco.

O que talvez possa ter irritado alguns é que o Arcade Fire parece mais acessível do que nunca, o que pode ser percebido logo nas primeiras faixas do disco. As boas “Ready to start” e “City with no children” e a chatinha “Modern man” são músicas fácies. A profusão de instrumentos, principalmente de cordas, ainda persiste nesse trabalho (como na ótima “Empty Room”), mas não tanto quanto antes. Ironicamente, a banda parece bem menos “Rococo”, nome de uma das faixas do disco.

E são muitos os destaques. “Half Light II” não poderia ser menos Arcade Fire, assim como “Sprawl II”, na qual somos presenteados com a adorável voz de Régine Chassagne. Apesar do ritmo animado, quase festa, a letra não poderia ser mais diferente: “dead shopping malls rise/ like mountains beyond mountains” (shopping centers mortos erguem-se, como montanhas atrás de montanhas). Além disso, há a fresquinha “Deep Blue” e “Month of May”, a mais pesada do disco, e que promete animar os shows. Agora só resta torcer para o Arcade Fire passar por aqui de novo.




30 julho, 2010

Trilha Nova - Manuscrito (Sandy Leah)

Por Luiza Baptista

01. Pés Cansados
/02. Quem Eu Sou/03. Tempo/04. Ela Ele/05. Dedilhada/06. Sem Jeito/07. Duras Pedras/08. O que Faltou Ser/09. Perdida e Salva/10. Dias Iguais – Part.: Nerina Pallot/11. Mais um Rosto/12. Tão Comum/13. Esconderijo

Depois de 17 anos se apresentando junto ao irmão, Sandy aparece agora sem Junior e com um CD totalmente diferente dos feitos em dupla. “Manuscrito” é o resultado de dois anos de trabalho da cantora, entre composição, ensaios e arranjos. Sandy contou com a ajuda do marido, Lucas Lima, e do companheiro de tantos anos de carreira, Junior. Os dois ficaram responsáveis pela produção do álbum solo da cantora. Para aqueles que taxaram a escolha do marido e do irmão como falta de ousadia, Sandy respondeu no “Marília Gabriela Entrevista”: “Eu já acho que aí mesmo é que está a ousadia, porque eles transformaram os meus desejos em música”.

Mas como o que realmente importa é o álbum, vamos a ele. O primeiro CD solo da cantora pode surpreender os fãs da dupla, uma amiga me confidenciou que, apesar de ter adorado o disco, não era bem o que ela esperava depois de anos escutando o som pop da dupla. Como uma pessoa neutra, o álbum também me surpreendeu, mas no bom sentido. Encontrei um estilo de música que combina mais com o tom de voz de Sandy, e letras com bem mais significado que “Vamos pular”. Na infância não era muito fã da dupla, agora vejo que a maturidade dos anos de carreira fizeram bem à cantora.



O som pop adolescente ficou para trás. O público mudou, cresceu, e a cantora acompanhou os passos desses fãs. Gostei especialmente de “Dedilhada”, o ritmo é bem gostoso de ouvir, tanto que já escutei umas três vezes. “Sem jeito” e “Tão comum” também foram destaques nesse álbum coeso, que não tem grandes hits, mas sim grandes músicas.

A cantora escreveu todas as canções, e se envolveu em cada aspecto do seu primeiro álbum solo. Sandy provou que às vezes é preciso crescer, casar e largar o irmão para produzir o que realmente deseja, e com talento, que ela tem de sobra, é possível mudar de estilo musical sem perder a identidade e os fãs.

15 junho, 2010

Wavin' Flag, o hino da Copa de 2010

Por Luiza Barros

O que é capaz de unir pessoas de todos os países, raças e credos? Futebol? Música? Ou seriam os dois? Hoje é dia de estreia do Brasil na Copa do Mundo, e como não poderia deixar de ser, o país inteiro para com um objetivo em comum: ver a bola, nesse caso a nossa famigerada, porém amada, Jabulani, rolar. E a cada partida que começa na África do Sul, somente uma música tem tocado: Wavin’ Flag, do cantor K’Naan, canadense de origem somali.


K'naan: multiétnico, o artista teve sua canção selecionada como tema da primeira Copa na África.

Wavin'Flag é uma música animada, que fala de superação e vitória, e foi escolhida pela Coca-Cola como tema promocional para a Copa do Mundo de 2010. Embora a versão original tenha surgido em 2009 no álbum Troubadour, a empresa resolveu relançar a música com uma nova versão, chamada Wavin’ Flag (Celebration Mix). A partir daí, foram produzidos vários remixes com artistas de outros países integrando a faixa. Num exemplo curioso de capitalismo globalizado, tem K’Naan cantando com gente da França, Grécia, Indonésia, Japão, China, Nigéria, Vietnã, Espanha, Tailandia, Haiti e Oriente Médio.

No caso do Brasil, os escolhidos foram os meninos do Skank, a banda mais apaixonada por futebol do país. A participação dos mineiros pode ser conferida no belo comercial que a Coca-Cola veiculou por aqui. A escolha foi certeira. A letra em português trouxe o adorável vocabulário futebolístico que só o brasileiro poderia inventar: Gol de placa/de trivela/no cantinho/pra desempatar/É de letra/de cabeça/bicicleta/pra comemorar. Imaginem o gringo curioso jogando isso no Google Translator. Inevitavelmente, a música lembra outro grande sucesso do Skank: É uma partida de futebol.



Ainda há outras duas versões em inglês. Uma conta com a participação do rapper will.i.am, do Black Eyed Peas, e o produtor francês David Guetta, e foi lançada como B-side do single de Wavin’Flag (Celebration Mix). A participação do americano e do francês não trouxe muito de novo ao hit, e nem mesmo o clipe foi bem aproveitado. A única coisa que vale a pena é rir do desengonçado David Guetta tentando acompanhar a coreografia com os dois rappers.



Já a outra versão é fruto de um projeto canadense, Young Artists for Haiti. A canção foi regravada por vários cantores do país com o objetivo de arrecadar fundos para o terremoto que devastou o país mais pobre das Américas. Mas apesar das boas intenções, os nossos amigos canadenses apenas conseguiram transformar uma música empolgante em um bando de pieguice. Se We are the World já era irritante para você, imagine com Justin Bieber no lugar de Michael Jackson. É tão ruim que não serviria nem como música tema do campeonato mundial de curling. Com um elenco de pentelhos que incluiu ainda Nelly Furtado, Avril Lavigne e mais um bando de gente desconhecida que só vende disco em Vancouver, o Canadá provou que, como cantores, são ótimos jogadores de hóquei.



Com todos os mais variados videoclipes ao redor do mundo, o melhor que pude encontrar de Wavin’ Flag não faz nenhuma referência direta a qualquer empresa ou campanha. Poderia até ter sido feito por apenas um fã de futebol. Com belos momentos dos mundiais anteriores, foi o que melhor soube resumir o espírito da música. Vale a pena conferir, e esperar para que a gente assista espetáculos tão emocionantes quanto nesta edição do melhor evento esportivo do mundo.


10 maio, 2010

Trilha Nova - Melhor Assim (Teresa Cristina)

Por Raiane Nogueira

01. A voz de uma pessoa vitoriosa / Maria Joana / Cantando / 02. Poesia / 03. Beijo sem / 04. Melhor assim / 05. Guardo em mim / 06. Lembrança / 07. Pura semente / 08. Couve é nome de Maria / 09. Convite à tristeza / 10. Capitão do mato / 11. Morada divina / 12. Festa imodesta / 13. Trégua suspensa / 14. Coisas banais


Ouvi
Teresa Cristina pela primeira vez em uma participação da cantora no projeto Samba Social Clube, da MPB FM. Sua voz limpa e suave me conquistou logo de cara. Desde então, comecei a acompanhar o trabalho dessa que é uma das grandes revelações da nova geração da música popular brasileira.

Com 12 anos de carreira, a carioca acaba de lançar seu mais novo álbum,
Melhor Assim. O CD/DVD foi gravado em outubro do ano passado, em um show realizado no Espaço Tom Jobim, no Rio, e conta com direção musical do mestre Paulão 7 Cordas.

O trabalho destaca o lado compositora de Teresa Cristina, com sete canções de sua autoria, três delas feitas em dupla, com Edu Krieger (
Guardo em mim), Arlindo Cruz (Morada divina) e Lula Queiroga (Trégua suspensa). Com letras simples e um belo timbre de voz, a cantora mostra maturidade no samba e faz jus a sua origem. Teresa é filha de Dona Hilda, da Portela, e foi criada nas rodas de samba da Tia Surica.

“Melhor assim” traz participações de grandes nomes de MPB. Entre os convidados, estão os ídolos da cantora Caetano Veloso e Lenine, Arlindo Cruz e os velhos amigos Seu Jorge (os dois se conheceram na UERJ) e Marisa Monte.

Aliás, a música de trabalho do novo disco é justamente a parceria com Marisa Monte, acompanhada de Pedro Baby, em
Beijo Sem. A canção, de Adriana Calcanhoto, fala de uma mulher independente, livre, que aproveita as noites na Lapa, sem pudores. Em entrevista publicada em 30 de abril no “Guia da Folha” (da Folha de S. Paulo), a intérprete fala sobre a letra:

“Ele [o samba “Beijo Sem”] inaugura um lugar inédito para a mulher, muito diferente daquela submissão que está presente nas letras de tantos sambas. (...) “Precisamos de mais mulheres decotadas e perfumadas no samba. Já estou preparando meu decote (risos)”.

Além de ser uma das melhores faixas do CD, “Beijo Sem” reforça a posição de Teresa Cristina como uma voz feminina no samba, em meio a tantos intérpretes e compositores homens.

Outro destaque do álbum é a declaração de amor cantada em
Poesia, música linda. Ainda merecem atenção especial as canções Lembrança, Pura Semente (com Seu Jorge), a divertida Couve é Nome de Maria, Convite à Tristeza e Festa Imodesta (com Caetano Veloso), que tem ótimas rimas.

O álbum também é marcado pela religiosidade, com músicas que se referem à umbanda, como o baião
Capitão do Mato e Morada Divina.

Todas as faixas do CD/DVD “Melhor Assim” estão disponíveis no
site oficial de Teresa Cristina. Acho que vale a pena conferir!

Assista a trechos do show que deu origem ao CD/DVD:



Veja também:


06 maio, 2010

Trilha Nova - Glee - The Power of Madonna


(1. Express Yourself/ 2. Borderline/Open your Heart/ 3. Vogue/ 4. Like a Virgin / 5. 4 minutes/ 6. What it Feels Like for a Girl/ 7. Like a Prayer)

A série de TV musical 'Glee' já está chamando a atenção desde sua estreia no ano passado. Agora já consolidado como um grande sucesso, o seriado voltou com novos episódios e, é claro, mais música!

A trilha do 15º episódio da 1ª temporada de Glee, "The Power of Madonna" atingiu o primeiro lugar na lista de álbuns mais vendidos nos EUA. Em uma semana a trilha vendeu cerca de 98 mil cópias. O CD conta com apenas 7 faixas; todas interpretações do elenco para os grandes sucessos de Madonna.

As músicas da Material Girl contam o enredo do episódio em que as garotas do McKinley High School começam a se questionar sobre relacionamentos e autoconfiança. Tudo a ver com as canções de Madonna que dominaram os anos 80 enaltecendo as mulheres; falando de força, independência e principalmente igualdade entre os sexos.

A trilha de Glee explorou os maiores sucesso de Madonna como 'Like a Virgin' e 'Like a Prayer', e também canções mais novas como '4 minutes', interpretada no episódio por Mercedes e Kurt, junto com as líderes de torcida. Mas o momento mais memorável desse episódio especial foi o cover do videoclipe de 'Vogue' em que uma vaidosa professora Sue Sylvester faz caras e bocas com diferentes penteados. Assista abaixo ao vídeo:



No clima do episódio os atores de Glee vestiram a camisa, ou melhor o figurino, e encarnaram as diferentes fases de Madonna em um ensaio fotográfico para a revista americana 'TV Guide'. Veja na galeria abaixo as fotos, retiradas do site 'Estilo Madonna'.



Veja também: