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15 fevereiro, 2011

Clipes Inesquecíveis - Freedom! '90 (George Michael)


Pode um hit ser um hino de liberdade sem soar falso? A cada ano, surgem novas estrelas da musica pop clamando por independêItáliconcia - pode ser da gravadora, da imprensa ou do namorado(a). Mesmo assim, poucos conseguem passar a mensagem tão bem como fez George Michael em 1990, com o clipe "Fredoom! '90".




Single mais famoso do segundo disco solo do britânico, "Fredoom" leva o mesmo nome que uma musica do Wham!, dupla da qual Michael fez parte até 1986. No entanto, a faixa em nada tem a ver com o trabalho rezalizado pelo astro na decada anterior. Pelo contrário, a letra confessional e o vídeo produzido em seguida dão dicas sucessivas de que o cantor deseja mesmo é livrar-se da imagem que construiu para si mesmo. Mesmo que essa imagem tenha sido a de sex-symbol adorado por multidões, fruto do sucesso da estreia solo do musico, "Faith". A verdade é que, apesar do estrelato, Michael queria ser levado a sério como compositor. Ainda, na posição de objeto de desejo de boa parte das mulheres dos anos 80, o cantor hesitava em assumir a sua homossexualidade, que só seria revelada em 1998.

Para traduzir suas angústias de forma elegante, o Michael contou com um verdadeiro dream-team das passarelas. As tops Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tatjana Patitz e Cindy Crawford participam do clipe, enquanto os modelos John Pearson, Mario Sorrenti, e Peter Formby integram o time masculino. As beldades dublam a voz do cantor, que não aparece em momento algum. As duas únicas evidências na tela de que este é um clipe de George Michael são a jaqueta de couro e a jukebox, que apareceram pela primeira vez no vídeo de "Faith". Justamente por isso, as duas são destruídas durante os quase sete minutos do filme. Tudo isso dirigido pelo então desconhecido David Fincher, o mesmo de longas como "Clube da Luta", "O curioso caso de Benjamin Button" e "A rede social".

29 janeiro, 2011

Clipes inesquecíveis - The Scientist (Coldplay)

Por Mariana Coutinho

Chris Martin começa a cantar a letra de The Scientist, a câmera vai subindo e vemos que ele está deitado em um colchão azul. Até aí, tudo normal. Nos segundos seguintes, a bicicleta que passa atrás dele começa a andar para trás, e ele se levanta de uma vez só como se algo o estivesse puxando para cima. É nesse momento que você percebe que há algo de diferente nesse clipe.

O single The Scientist, do disco "A Rush of Blood to the Head", do Coldplay, ganhou um videoclipe em agosto 2002. No vídeo, o vocalista volta gradativamente no tempo até o momento de um acidente de carro. A letra da canção é nostálgica, fala de arrependimento e de "voltar ao início", como Martin faz no clipe.

O mesmo recurso de narrativa de trás pra frente foi usado no clipe The Pharcyde, do Drop, também dirigido por Spike Jonze. Para gravar o clipe, Martin passou um mês decorando a letra da música invertida para que o playback ficasse perfeito. The Scientist ganhou os prêmios de Best Group Video, Best Direction e Breakthrough Video, no Video Music Award.

Assista ao clipe abaixo:


12 janeiro, 2011

Men at Work em: Down Under

Por Raiane Nogueira

“The land down under”. Assim é chamada a Austrália, por ter seu território todo concentrado no sul do Hemisfério Sul do globo. O apelido do país também dá nome a um clássico dos nativos do Men at Work, banda de rock famosa na década de 80.

Down Under foi lançada no primeiro álbum do grupo, “Business as Usual”, de 1982. A canção narra uma viagem de australianos pelo mundo, reconhecidos por onde passam como vindos da “terra lá embaixo”. Na verdade, é uma crítica da banda à imposição da cultura europeia sobre as belezas naturais da Austrália.

A música é cheia de elementos que identificam o país e ironizam essa ação da Europa. Na letra, encontramos termos característicos australianos, como “zombie” – gíria para maconha – e “Vegemite” – pasta alimentícia a base de cevada, popular na região. Além disso, há uma menção ao território europeu no trecho que narra uma passagem dos personagens por Bruxelas, capital da Bélgica.

O tom mais cômico de Down Under, porém, está no clipe, com uma divertida atuação do Men at Work:



O vídeo retrata toda a viagem desses loucos, e tem detalhes interessantes. Logo no início, uma van pichada com “Tanelorn rules” faz referência a um festival hippie de música que aconteceu em 1981, na Austrália.

Ao longo do clipe, a crítica feita pela banda é expressa, por exemplo, em duas cenas que mostram "maus-tratos" a um coala, animal encontrado no país. Primeiro, ele aparece pendurado em uma árvore e, em um segundo momento, levado em uma coleira como um bicho de estimação. No final do vídeo, uma espécie de funeral simboliza um enterro das riquezas naturais da Austrália.

Down Under fez muito sucesso nos anos 80, ficando em primeiro lugar nas paradas internacionais. No ano passado, a música voltou a ser lembrada por uma questão curiosa. Segundo informações de O Globo, o Men at Work foi acusado de plagiar o solo de flauta em Down Under de uma canção infantil australiana, tocada tradicionalmente em acampamentos. Plágio ou não, convenhamos que o ritmo é muito bom.

Pesquisa: Wikipedia, Letras.mus.br

04 janeiro, 2011

Perfect Situation (Weezer)

Por Luiza Baptista



A banda mais nerd de todos os tempos ficou conhecida não só pelas suas nerdices e excentricidades do vocalista, mas também pelo humor de seus clipes. É claro que estou falando da banda estadunidense Weezer. Em “Pork and Beans”, por exemplo, Rivers Cuomo e cia convidaram estrelas do You Tube para o clipe, que é uma verdadeira sequência de situações engraçadas.

O vídeo que será lembrado hoje é cheio de estrelismo e conta o “começo” do Weezer. Em Perfect Situation a banda inventa uma história para contar como o Weezer foi criado. Segundo o clipe, a banda teria começado como Weeze, que tinha uma mulher como vocalista. A personagem, interpretada por Elisha Cuthbert, é a grande estrela. Vocalista do grupo, Elisha apronta todas no clipe. Em uma das melhores cenas, a cantora surta ao encontrar um confeito de chocolate preto no meio dos verdes.

Depois de mais um ataque da vocalista, a banda entra no palco sem ela. Rivers Cuomo, apenas um produtor do Weeze, acaba entrando no palco e conquistando os fãs. No final, é o vendedor de camisetas da banda que acrescenta o R ao nome original.

O clipe mostra mais uma invenção do grupo, mas os fãs, pelo menos, são verdadeiros. A banda já havia feito isso em outro vídeo e repetiu a dose em Perfect Situation, selecionando fãs para atuar no clipe.

17 dezembro, 2010

They don’t care about us (Michael Jackson)

Por Robson Sales

“Michael, eles não ligam pra gente”. Em 1996, o dia 11 de fevereiro poderia ser apenas mais um domingo do ano, mas não no morro Santa Marta. A data ficou marcada, afinal, um convidado ilustre fez uma visita musical. Michael Jackson gravou o clipe They Don’t Care About Us no morro carioca, e revelou a beleza do lugar para o mundo.

Alguns moradores ficaram responsáveis por fazer a segurança de Michael e ajudar na organização. Nada melhor que as pessoas que conhecem as ruelas para carregar equipamentos e indicar os melhores pontos de filmagem.

O clipe teve a direção de Spike Lee, e foi gravado também no Pelourinho, em Salvador. O vídeo teve inclusive a participação do grupo Olodum, dando um tom mais brasileiro à música. A grande polêmica acerca da produção é que o diretor negociou não só com as autoridades, mas também com os traficantes, para garantir a integridade do cantor no Santa Marta.

Na época, os jornais O Dia, O Globo e Jornal do Brasil publicaram, inclusive, uma entrevista com o traficante Marcinho VP, o “dono” do morro, confirmando a negociação para a gravação do clipe. A Secretaria de Segurança do Estado não gostou nada da revelação, e logo depois da filmagem a favela foi cercada e o traficante preso.

Mesmo após tantos anos, a visita de Michael ainda é lembrada com carinho pelos moradores. Este ano foi inaugurada uma estátua em homenagem ao cantor na laje onde ele se apresentou, além de um mosaico feito pelo artista plástico Romero Britto. Vale a pena assistir ao clipe novamente e ouvir com atenção o protesto musical do cantor.



07 novembro, 2010

Clipes Inesquecíveis – Take On Me (a-ha)


Qual fã de quadrinhos nunca pensou em conhecer seu personagem favorito na vida real? Pois é o que acontece no clipe de 1985 do a-ha, "Take on me". Em quase quatro minutos, o filme conta a história de uma moça que entra dentro de uma revista em quadrinhos e lá dentro conhece o mocinho, interpretado pelo vocalista Morten Harket. Os dois enfrentam vilões e, no fim, conseguem escapar ilesos. A história bonitinha, acompanhada por um dos maiores hits da banda norueguesa, fez com que o clipe ganhasse seis prêmios no MTV Video Music Awards de 1986, incluindo melhor conceito de vídeo, vídeo mais experimental e escolha do público.


"Take on me" foi dirigido por Steve Barron, o mesmo homem responsável pelo clipe de "Billie Jean", de Michael Jackson. Para unir desenho e live-action, o diretor optou por uma ténica conhecida como rotoscopia. Nela, um dispositivo chamado rotoscópio permite que quadros de filmagens sejam redesenhados para serem utilizados em uma animação. Quase 3 mil quadros passaram pelo processo, que durou 16 semanas. Portanto, não é a toa que os personagens desenhados de Harket e da atriz Bunty Bailey sejam tão parecidos com as suas versões de carne e osso. O romance entre os dois, inclusive, não ficou apenas nos quadrinhos: a atriz e o vocalista engataram um namoro após se conhecerem no set de filmagens. Ela chegou a participar também do clipe de "The sun aways shine on TV", antes de trocar Harket por outro ícone dos anos oitenta: o cantor Billy Idol.

É claro que o clipe romântico e bem feito ajudou "Take on me" a explodir nas paradas no mundo inteiro, mas a música tem seu valor por si só. Até hoje tocada com frequência nas rádios, a música é um dos grandes clássicos dos anos 80 e conta com instrumentos que marcaram a música pop daquela década: sintetizadores e teclados. Não importa qual o motivo, o clipe merece ser assistido até hoje.

02 novembro, 2010

Gorillaz em: Clint Eastwood

Por Raiane Nogueira

Ainda nesse clima um pouco macabro, com fantasmas e zumbis, hoje vamos relembrar um clipe que lançou no mercado músicos um pouco... diferentes. Criada pelo ex líder do Blur Damon Albarn e formada por personagens de animação, surgia em 2001 a banda virtual Gorillaz, estreando ao som do single Clint Eastwood:



Apesar de ter uma letra tranquila, a música ganhou um clipe meio sinistro. O vídeo começa com uma citação em japonês e inglês do filme O Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead - EUA, 1978): "Todo corpo morto que não é exterminado, levanta-se e mata. As pessoas que ele mata, levantam-se e matam". Credo... que medo. A risada maligna do baixista Murdoc, logo no início, integra o cenário aterrorizante.

Clint Eastwood ainda conta com a participação do rapper Del The Funky Homosapien, que aparece no vídeo como um fantasma que sai do corpo do baterista Russel. A voz arrastada do vocalista 2-D também contribui para o ambiente obscuro. Cemitério, raios, tempestade e até gorilas zumbis perseguindo os integrantes da banda completam o clima de terror. A descontração fica por conta dos mesmos gorilas dançando Thriller, além do pequeno e sorridente guitarrista Noodle, que salva todo mundo no final.

A animação foi dirigida por Jamie Hewlett e Pete Candeland, e concorreu ao prêmio de Videoclipe Revelação no Video Music Awards. O clipe fez muito sucesso na época e chegou a ganhar versão em videogame, disponível no site da banda.

Agora, você deve estar se perguntando: afinal, por que Clint Eastwood? A música tem inspiração no filme Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo - Itália, 1966), estrelado pelo ator Clint Eastwood. Além do título, há referências do filme na melodia, com uma mixagem que, se repararmos bem, lembra aquelas musiquinhas que retratam o faroeste. É bem interessante.

Pesquisa: Wikipedia

28 outubro, 2010

Maria - Ricky Martin

Por Luiza Baptista

Em 1984 cinco garotos arrancavam suspiros de milhares de meninas. Eram Os menudos, uma das primeiras boybands a conquistar o mundo com a música “Não se reprima”. É do ex-integrante mais famoso que falaremos hoje, ou melhor, de um de seus sucessos.

Ricky Martin conheceu a fama com o grupo, mas resolveu abandonar a carreira musical para estudar em Nova York. A decisão foi por pouco tempo, logo voltou as telinhas como ator e cantor na novela “Alcanzar uma estrella” no México. Dois anos depois lançou seu primeiro álbum solo, que acabou sendo um fracasso.

Foi com o seu segundo álbum “Me Amaras”, lançado em 1993, que Ricky alcançou a fama. Conseguiu grande destaque inclusive em terras brasileiras. A música “Maria” foi tema da novela Salsa e Merengue, da Rede Globo. Com isso, não era raro ver Ricky em programas dominicais por aqui. No video abaixo um clipe especial gravado para Salsa e Merengue. O clima pop latino da música fica bem refletido no clipe, que mostra Ricky Martin bem a vontade no rebolado.


A versão de “Maria” abaixo é bem mais sóbria que a anterior. Com imagens em preto e branco e sem o clima latino, Ricky Martin muda o estilo, mas o rebolado continua.


Recentemente, confirmando boatos, Ricky revelou sua homossexualidade. O cantor porto-riquenho está escrevendo suas memórias, e disse que a revelação é uma forma de se livrar de um peso que carregava em sua vida. Atualmente o cantor se dedica também à criação de dois filhos gerados em barriga da aluguel, Matteo e Valentino.

24 outubro, 2010

Clipes Inesquecíveis - Bohemian Rhapsody (Queen)

Por Mariana Coutinho

É difícil explicar Bohemian Rhapsody do Queen. Recorrerei então à definição: “Rapsódia”, segundo a Wikipédia, é uma justaposição de melodias populares e temas conhecidos extraídos com frequência de óperas e operetas. A rapsódia bohemia do Queen foi composta por Freddie Mercury em 1975 e apresenta uma variação incrível de temas, melodias e tempos. A música começa à capella, segue para uma balada, passa por um solo de guitarra, uma passagem de ópera e depois segue em um hard rock para terminar voltando ao tempo inicial. É louca e fantástica!

O clipe de Bohemia Rhapsody , tema deste texto, é considerado o precursor da Era da MTV. Não é que não tivessem sido feitos clipes antes disso, mas o single do Queen ganhou um vídeo promocional diferente dos vídeos que já tinham sido feitos até então. Antes desse clipe, os vídeos musicais que passavam na televisão normalmente eram gravações de apresentações, e não tinham sido pensados exatamente como videoclipes.

Na verdade, o clipe de Bohemian Rhapsodia não tem nenhum efeito especial, nem nada. Os quatro integrantes do grupo cantam a música em um fundo preto com uma luz fraca e cavernosa. Em algumas partes os integrantes aparecem tocando piano e guitarra, ou apenas suas silhuetas são mostradas. O que mais encanta no clipe é mesmo a parte musical. E no fim das contas, é isso que interessa, não? Assista ao videoclipe abaixo:


Um grande mistério sobre Bohemian Rhapsody é a letra. Muito se especula, mas Freddie Mercury nunca deu detalhes sobre a composição, o máximo que disse foi “É uma daquelas músicas que tem uma certa fantasia. Acho que as pessoas devem ouvir, pensar e depois tirar suas próprias conclusões, pensar no que a música significa para elas”. Uns acham que a letra reflete os problemas que Mercury teve na infância, outros apenas acreditam que as palavras casaram bem com a melodia e não tem significado. A interpretação fica a cargo de cada um.

Há pouco tempo a série de TV Glee apresentou uma versão de Bohemian Rhapsody encenada pelo grupo Vocal Adrenaline no último episódio da primeira temporada. Na série, o grupo ganhou o campeonato regional de corais com a apresentação. Vale a pena conferir:


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25 setembro, 2010

Clipes Inesquecíveis - Baby One More Time (Britney Spears)

Por Luiza Baptista



Em 1998 o mundo conhecia a nova queridinha do pop. Foi com o single Baby One More Time que Britney Spears se lançou ao estrelato. A adolescente de apenas 16 anos chegou a participar do Clube do Mickey, como Justin Timberlake e Christina Aguilera, mas foi com a primeira música de trabalho que a cantora realmente conheceu o sucesso.

No clipe, repetido inúmeras vezes na MTV, Britney exibe curvas bem diferentes das atuais interpretando uma colegial sexy que se arrependeu de terminar o namoro. Na escola o sinal toca, vemos a cantora cantando e dançando pelos corredores, no ginásio e sofrendo pelo amor perdido. Até descobrirmos que Britney estava ainda sentada em sua cadeira sonhando acordada.

O vídeo foi gravado no Venice High School, que também serviu de cenário para o musical Grease muitos anos antes. E o conceito foi da própria cantora, que rejeitou a idéia de usar um cenário estilo desenho animado para conquistar o público infantil.

Apesar de nova no showbis, a cantora impôs sua opinião nas coreografias e até no figurino. Spears acertou em cheio. Milhares de fãs imitaram as danças e a roupa. O uniforme escolar usado no clipe é considerado um ícone da cantora e está em exposição no Hard Rock Hotel e Cassino em Las Vegas.

O single Baby One More Time vendeu mais de 9 milhões de cópias pelo mundo. Curiosamente o nome original não era esse. Hit me foi retirado do nome por medo de que o público associasse a canção à violência doméstica.



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18 setembro, 2010

Clipes Inesquecíveis - Girls Just Want To Have Fun (Cyndi Lauper)

Por Mariana Coutinho


Ainda há quem pense que "Girls Just Want to Have Fun" é da Madonna. Mas esse clássicos dos anos 80 é todo de Cyndi Lauper. Em meados da década das ombreiras, Lauper estourou com o disco "She's So Unusual", e com o single em questão, que vendeu 4 milhões de cópias. O clipe, no estilo dos primeiros vídeos exibidos na MTV, é a tradução dos anos 80. Com a mensagem de que as garotas só querem se divertir, Cyndi aparece no clipe com seu penteado ousado contornando os pais para sair de casa e se divertir com as amigas.

Os "efeitos" do clipe são toscos, como a imagem se transformando em uma esfera que fica quicando pela tela. O figurino é um verdadeiro carnaval, com direito a óculos em formato de máscara e um vestido vermelho que faz Cyndi parecer uma cigana. A imagem clássica são as garotas agrupadas, a frente de um cenário cor-de-rosa, balançando a cabeça para um lado e para o outro e repetindo "Girls just, just wanna have fun. Girls...".

O sucesso de Cyndi Lauper não resistiu aos anos 80. Ela continua por ai, cantando e atuando. Recentemente lançou um disco chamado "Memphis Blues", que teve até boas críticas e vendagem. Mas, para quem era concorrente de Madonna nos anos 80, parece que o auge já passou.

Assista abaixo ao clipe que é considerado um dos hinos feministas da década de 80:


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09 setembro, 2010

Clipes Inesquecíveis – Coffee & TV (Blur)


Uma coisa que eu nunca entendi em Coffee & TV, do Blur, é por que cargas d'água o clipe é protagonizado por uma caixa de leite, se o título da canção fala em café. Non-sense à parte, a caixa de leite em questão, ou “leitinho”, é um dos personagens mais fofos a ter estrelado um videoclipe. Meiguice pura.

O carismático leitinho (em inglês “Milky”) chegou aos canais de televisão em 1999. Com direção da dupla de diretores Hammer & Tongues, o vídeo de Coffee & TV conta a saga de Milky em sua busca pelo guitarrista do Blur, Graham Coxon. Na história, a família do músico não sabe onde ele está, e recorre a um daqueles anúncios de crianças desaparecidas em caixas de leite – no caso, em Milky. Solidarizado, o leitinho atravessa a cidade em busca de Coxon e se mete em muitas aventuras e confusões, no maior clima “Sessão da Tarde”. Mas, quando finalmente encontra o guitarrista, que estava tocando com o resto da banda, algo terrível acontece. E se você nunca viu o filme e quer evitar o spoiler, pode assistir aqui:
Apesar de seu triste fim, o heroísmo do valente leitinho não foi em vão. O videoclipe de Coffee & TV recebeu vários prêmios, entre eles o NME Awards e o MTV Europe Awards. Mais importante do que isso, conquistou vários fãs, que usam camisetas e bottons estampados com a sua figura, mesmo dez anos após os seus quinze, ou melhor, seis minutos de fama.

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28 agosto, 2010

Clipes Inesquecíveis - Smooth Criminal (Michael Jackson)


Num sábado à noite você pode fazer várias coisas, inclusive navegar pela internet. Eu escolhi viajar pelos blogs, tentando achar alguma coisa interessante. Programa de nerd, mas dei sorte hoje. Na lista de parceiros do ‘A Trilha’, há o bom clipestesia. E a editora-chefe, Ariane Holzbach, deu uma ótima dica ao responder uma pergunta em seu perfil: qual é seu clipe favorito? Ariane respondeu Smooth Criminal, do Rei do Pop e inesquecível Michael Jackson. E ela tem certa razão.

Smooth Criminal foi o sétimo single de Michael e foi desenvolvida para o musical Moonwalker. Lançada em 1987, a canção fazia parte do álbum Bad. Porém, o clipe só foi ao ar no ano seguinte, em um filme de 9 minutos e 21 segundos. Smooth Criminal é a conjugação perfeita entre enredo, música e coreografia. A tradução do estilo preconizado pelo Rei do Pop, com Thriller. Nas palavras de Ariane: “um videoclipe que transforma até briga e apostas em passos empolgantes de dança não deve NUNCA ser esquecido!”

Nó sétimo minuto do clipe, Michael Jackson mostra, mais uma vez, sua criatividade. Nesse momento, o corpo do cantor e dos bailarinos fica a 45° do chão, sem tirar os pés da terra. É um truque simples, com cordas, imãs e um sapato especial: o Sapato Lean, como batizou o próprio Michael.

Os adereços necessários para que o sapato produza o efeito "The Lean" foi patenteado nos Estados Unidos em 1993. “O efeito consiste em estacas que se elevam do chão no momento em que Michael enrosca seu sapato e com o auxílio de uma tornozeleira, empurra seu corpo para frente e apoia seu peso nos calcanhares”, como descreve o Wikipédia.

Smooth Criminal liderou as paradas de sucesso nos Estados Unidos, Brasil e mais cinco países em 1988. E foi considerado pela Billboard, revista especializado no mundo do show biz, um dos 100 melhores clipes de todos os tempos.



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21 agosto, 2010

Red Hot Chili Peppers em: Dani California

Por Raiane Nogueira

Quem gosta de Red Hot Chili Peppers certamente se lembra do seu último grande hit, que tomou conta das rádios mundiais em 2006: Dani California. Primeiro single do álbum Stadium Arcadium, a música rendeu à banda dois Grammys, nas categorias "Melhor Performance de Rock em Dupla ou Grupo" e "Melhor Canção de Rock", além de chegar ao "Top 10" da revista americana Billboard:



Mas afinal, de onde surgiu essa mulher que trouxe tanto sucesso? A personagem Dani California foi inventada pelo vocalista Anthony Kiedis e, curiosamente, acompanha o Red Hot desde 1999. Sua primeira menção foi em Californication, em um trecho que fala de uma adolescente grávida:

“Marry me girl be my fairy to the world / Be my very own constellation / A teenage bride with a baby inside / Getting high on information / And buy me a star on the boulevard / It's Californication”

Em 2002, a personagem voltou a aparecer na música By The Way, dessa vez já chamada pelo nome:

“Standing in line / To see the show tonight / And there's a light on / Heavy glow / By the way I tried to say / I'd be there... waiting for / Dani the girl / is singing songs to me / Beneath the marquee... overload”

Mas só conheceríamos de fato Dani California em 2006. Na última música, é apresentada uma espécie de biografia da personagem, uma pobre jovem nascida no Mississipi, filha de uma hippie e um tira, que parece morrer no final da história:

“California rest in peace / Simultaneous release / California show your teeth / She's my priestess, I'm your priest / Yeah, yeah”

Além da originalidade da letra, a música Dani California chama atenção pelo seu clipe. Dirigido por Tony Kaye, ele traz o Red Hot caracterizado como outros artistas do rock americano. São lembrados, entre outros, Elvis Presley, Beatles, Sex Pistols, Misfits e Nirvana. As performances são muito legais. O vídeo traça uma espécie de trajetória de grandes nomes do gênero, desde os anos 50. E o último deles, claro, é o próprio Red Hot Chili Peppers.


12 agosto, 2010

Clipes Inesquecíveis – Wannabe (Spice Girls)

Por Luiza Baptista

Em 1996 os versos “If you wanna be my lover, you gotta get with my friends / Make it last forever friendship never ends” dominaram todas as paradas de sucesso. Era o começo do fenômeno Spice Girls. Com a primeira música de trabalho, Wannabe, as inglesas Emma, Geri, Melanie B, Melanie C e Victoria conheceram a fama mundial, vendendo algo em torno de 6 milhões de cópias do single.

No post de hoje vamos falar de um clipe inesquecível das meninas britânicas. É claro que o clipe em questão é Wannabe, o grande responsável pelo sucesso do grupo. Assista abaixo.


Spice Girls - Wannabe
Enviado por starboymcfly. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

O clipe alcançou o estrelato antes mesmo do lançamento do single, em 8 de julho de 1996. Graças ao representante do canal The Box, Vincent Monsey, que descobriu as Spice Girls e resolveu lançar Wannabe. O canal, rival da MTV no Reino Unido, recebeu milhares de telefonemas logo após a exibição do vídeo, as pessoas queriam conhecer o grupo de meninas. A emissora se viu ‘obrigada’ a reprisar o clipe de hora em hora em sua programação.

Wannabe mostra as cinco meninas cantando, dançando, fazendo um pouco de bagunça em um hotel e depois fugindo. Essa história não foi simplesmente um roteiro inventado. Na verdade, as Spice Girls tinham um contrato assinado com uma gravadora e chegaram a morar em um hotel. Divergências fizeram as moças ‘fugirem’, e estabelecerem moradia nos subúrbios londrinos.

As Spice Girls serviram de modelo para muitas Girls Bands que apareceram desde então, como Girls Aloud. Suas músicas e coreografias conquistaram adolescentes pelo mundo todo e deram força ao movimento Girl Power, slogan, inclusive, de seu single Wannabe.

Você gostava de Spice Girls? Ainda se lembra de algumas coreografias?

Pesquisa: wikipédia

21 junho, 2010

Clipes históricos: Like a Prayer - Madonna


Um dos videoclipes mais populares e polêmicos da carreira de Madonna foi lançado no final dos anos 80: Like a Prayer. Single do álbum homônimo, o vídeo conta o dilema da personagem vivida por Madonna. Testemunha de um assassinato, ela sabe que o rapaz incriminado é inocente e só leva a culpa pelo crime por ser negro. No entanto, Madonna tem medo de contar a verdade, já que foi vista pelos verdadeiros assassinos.

Assustada e confusa a personagem de Madonna procura a solução do seu problema na Igreja, onde se depara com um santo negro que chora lágrimas de sangue. No vídeo, o santo se transforma em humano e beija a mulher. Ela dança e canta em frente a cruzes em chamas. E na cena mais polêmica Madonna corta as mãos, formando estigmas como os de Jesus Cristo na cruz. Imaginem vocês que a Igreja Católica não gostou nada das referências religiosas da cantora pop!

No final do vídeo dirigido por Mary Lambert, Madonna percebe que o melhor a fazer é enfrentar o medo. Depois de cantar com um coral animado na Igreja, ela aparece dando depoimento no tribunal e inocentando o rapaz acusado.

Confira 'Like a Prayer' abaixo:



09 junho, 2010

Clipes Históricos - Everybody (Backstreet Boys)

Por Luiza Baptista

Alguns clipes estouram por que a música é muito boa, ou a música faz sucesso por que o clipe é muito bom? É como perguntar quem veio primeiro: o ovo ou a galinha. Não importa, mas em 1997 um clipe, ou música, fez todas as pré-adolescentes dançarem e suspirarem. Se você tem entre 20 e 25 anos já deve imaginar de quem estou falando. Sim, são eles, os Backstreet Boys com seu dançante Everybody. Eu tinha apenas 8 anos e como uma boa irmã caçula acompanhava minha irmã assistindo os vídeos na MTV. A boyband foi o primeiro amor de muitas meninas, inclusive a minha irmã, e lotou casas de shows pelo mundo. A coreografia de Everybody, inspirada no Thriller de Michael Jackson, foi ensaiada ao redor do globo pelas fãs, e se o You Tube existisse naquele tempo, com certeza estaria recheado de versões.

O clipe se passa em uma mansão assombrada. Em uma sombria noite, entre raios e trovões, o ônibus que levava os garotos a um show quebra, então o motorista insiste que Nick, Kevin, Brian, Howie e AJ passem a noite na assustadora mansão. E entre um dança e outra, os mocinhos revivem os filmes de terror e viram monstros! Brian é um lobisomem, Nick uma múmia, Howie se transforma no Drácula, AJ no Fantasma da Ópera e Kevin no monstro do filme O médico e o Monstro. No final todos acordam e descobrem que foi apenas um pesadelo, ou não foi?

A música entrou na setlist dos meninos e não saiu mais. Foram inúmeros convites para participações em programas, premiações e shows. Depois de tanto sucesso é difícil acreditar, mas a gravadora não apostou na banda e não quis bancar o clipe. Os Backstreet Boys apostaram na idéia que tiveram e fizeram o vídeo com seu próprio dinheiro. Depois que Everybody ficou nos primeiros lugares das paradas pelo mundo todo, a gravadora reembolsou os meninos.

Deu saudade dos tempos de boyband? Assista abaixo o grande sucesso dos Backstreet Boys.





26 maio, 2010

Clipes inesquecíveis - Pork and Beans (Weezer)

Por Luiza Baptista

Hoje para mostrar seu talento e obter os 15 minutos de fama não é necessário aparecer em um programa de TV, ou ter seu sucesso tocado na rádio. Para alguns, basta uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e uma conta no YouTube. As celebridades da web têm milhares, se não milhões, de acessos em seus videos, ganham admiradores em todo mundo e de quebra ainda fazem sucesso no mundo “real”. Como ainda não existem premiações especiais para esses artistas virtuais, que tal um clipe com os melhores?



A banda estadunidense Weezer reuniu algumas celebridades do YouTube no clipe da música Pork and Beans. O legal é que os cenários seguem os originais dos videos de sucesso, a diferença é que dessa vez os famosos da web cantaram/dançaram a música do Weezer. No clipe a banda interage com os artistas da web, além de cantarem e tocarem em meio a uma chuva de Coca-cola light com mentos (lembram daquela experiência com o refrigerante e a bala?).

O clipe lançado no dia 23 de maio de 2008 trouxe nomes conhecidos, principalmente para os apaixonados pelo YouTube. O gordinho que dubla Numa Numa (a versão original de Festa no Apê, do Latino), o garoto que chora e pede que a imprensa deixe a Britney Spears em paz, um cara de meia idade que não para de dançar (Evolution of Dance), aquele garoto que canta com uma voz que nem parece dele e que se afasta do microfone para respirar, e as mãos que formam as palavras da música (um dos meus preferidos, como a pessoa consegue fazer isso tão rápido?).

E, como se isso ainda fizesse diferença, a música é boa! A letra fala sobre fazer o que quiser sem se importar com o que os outros podem pensar, que é exatamente o que esses artistas da internet fazem. Então, se animou para mostrar seus talentos para o mundo?

21 maio, 2010

Clipes Inesquecíveis – Being Boring (The Pet Shop Boys)


Pode uma música fazer pouquíssimo sucesso na paradas, ter seu clipe barrado de várias emissoras de TV (incluindo a MTV Brasil) na época, e mesmo após o aparente fracasso, ser considerado hoje a melhor música da banda por boa parte dos fãs? Pode, pois essa é a história de “Being Boring”, dos Pet Shop Boys, tema do post de hoje.


“Being Boring” foi lançada como segundo single do disco Behaviour em 1990. A faixa, assim como o álbum em geral, significava uma mudança de rumos na carreira dos Pet Shop Boys. O duo formado por Neil Tennant e Chris Lowe entrou nos anos 90 abandonando parte do seu pop dançante da década anterior para transformá-lo em algo mais maduro e sutil. A própria “Being Boring” é um grande exemplo. Em sua letra, Tennant desbrava um novo território tratando de um tema mais pesado: alguém que, entre a nostalgia e a solidão, relembra pequenas cenas que marcaram sua vida. O próprio momento que o compositor vivia pode ter influenciado muito sua escolha: Neil havia acabado de perder um amigo de longa data para a AIDS, e teve a idéia do título após ler em um jornal que os Pet Shop Boys eram chatos...

Pelo lado bom, a matéria negativa do jornal fez Neil se lembrar de uma frase da escritora Zelda Fitzgerald que foi usada em um convite para uma festa na sua juventude, que na abertura do clipe foi resumida para algo como: ela nunca estava entediada porque ela nunca era entediante. Zelda foi casada com F. Scott Fitzgerald, um dos maiores escritores americanos. O relacionamento dos dois o inspirou a escrever Suave é a noite, romance que conta a história de um casal rico e aparentemente feliz. No entanto, assim como Zelda, a esposa do livro sofria de problemas psiquiátricos que assombravam a vida conjugal.

Foi a ligação com o casal Fitzgerald que fez com que o diretor do videoclipe, Bruce Weber, escolhesse uma casa em Long Island, Nova York, para as gravações (é lá que se passa o mais célebre livro de F. Scott Fitzgerald, O grande Gatsby). A concepção de Weber era criar uma grande festa, algo que parecesse uma linda fantasia. Foi o que conseguiu: da primeira vez em que vi o vídeo, a impressão que tive era que aquilo era como se alguém sonhasse com um passado, que talvez nunca tenha realmente existido. A única exigência do tecladista Chris Lowe também foi atendida: de que o clipe fosse sexy. De fato, o vídeo foi eleito pela MTV o segundo clipe mais sexy de todos os tempos, ficando apenas atrás de “I want your sex”, de George Michael.

Exatos vinte anos após sua feitura, a beleza perdida de que fala "Being Boring" permanece um tema popular. A música e o clipe são tão queridos pelos fãs que possui um site exclusivo, que serviu de base para boa parte da pesquisa deste texto.

13 maio, 2010

Clipes históricos: Physical - Olivia Newton-John



Ah, os anos 80! Para os economistas “uma década perdida”. Para o Brasil, os anos da abertura democrática. Para o rock’n’roll, época de uma vertente melancólica com bandas como Joy Division, The Smiths e The Cure. Para o rock alternativo, só o começo. Já para o pop...os anos 80 foram o auge!

Foi na década de 1980 que os videoclipes realmente se popularizaram, principalmente com a criação da MTV. Mas antes de Michael Jackson lançar ‘Thriller’ e Madonna emplacar ‘Like a Virgin’ e ‘Material Girl’, um outro videoclipe deu muito o que falar nos primeiros anos da década: ‘Physical’ da cantora e atriz Olivia Newton-John (aquela que protagonizou ‘Grease’ ao lado de John Travolta, lembra?).

Lançada em 1981, a música ficou dez semanas seguidas no topo da Billboard Hot 100 nos EUA. O videoclipe é bem engraçado, e vendo hoje na ótica de 2010, super brega! A montagem se passa em uma academia, entrando no clima da explosão gym e a preocupação com o corpo que marcou a década. Esse cenário também deixa ambíguo o sentido de “physical” na música (‘Let’s get physical, physical/ I wanna get physical/ Let me hear your body talk, your talk).

No mesmo clima, Olivia Newton-John usa um figurino de malhação da época; calça legging, faixa na cabeça e collant. O clipe começa com homens obesos fazendo ginástica naqueles aparelhos bem arcaicos, e Olivia flerta com eles enquanto dança, como se fosse a professora de ginástica. Depois, como num passe de mágica, os homens ficam músculos e até mais jovens, e ironicamente saem do clipe de mãos dadas, enquanto Newton-John termina o vídeo acompanhada por um aluno ainda gordinho. Assista a ‘Physical’ abaixo:


Na época que foi lançada, a música foi um escândalo. Apesar do sucesso, foi proibida em algumas rádios mais conservadoras pela letra com insinuações sexuais. E o final do clipe era cortado em exibições na TV, já que os mais puritanos não gostavam do final em que os rapazes musculosos se revelavam gays.

No inicio desse ano, a canção de Newton-John liderou a lista das 50 músicas mais sensuais da revista Billboard. E há poucas semanas a atriz Jane Lynch protagonizou uma paródia do clipe, ao lado da própria Olivia, em um episódio do seriado Glee, que falava justamente sobre músicas com má reputação. Mas apesar dessa suposta má reputação, ‘Physical’ foi um videoclipe inovador nos anos 80, e por isso histórico.