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04 junho, 2011

Jingles inesquecíveis - Aquarela, de Toquinho pra Faber Castell


Eu quando era criança adorava pintar os meus livros, que ficavam mais rabiscados a cada aula. Principalmente se o dia era de matemática. As vezes a ponta do lápis de cor acabava, mas aí era só fazer ponta com o apontador. Simples. Dificil era quando o hidrocor, ou canetinha, parava de funcionar. A técnica era colocar álcool dentro do tubo, porém, invariavelmente a canetinha vazava e borrava tudo. Uma bagunça!

Bem, to contando essa história toda porque escutei ‘Aquerela’, na voz de Toquinho, e me lembrei do comercial da Faber Castell. Uma ótima propaganda criada em 1983 por Christina Carvalho Pinto, que atualmente é a presidente do Grupo Full Jazz. O comercial foi veiculado por anos, em especial na época de volta às aulas, nos programas infantis dos anos 80 (e até meados dos anos 90 do século passado).

A música de Toquinho, Vinício de Moraes, Guido Morra e Maurizio Fabrizio, segundo os próprios compositores, é "uma metáfora entre a vida, do nascimento à morte, e uma pintura de aquarela que, com o tempo, descolore." O comercial simples, mas muito bem acabado e emocionante, virou um clássico da publicidade brasileira mereceu um remake em 2001. 



15 maio, 2011

Jingles inesquecíveis - A Little Less Conversation Remix


A propaganda e a música andam de mãos dadas: quando um jingle pega, a música perde a identidade e fica sendo daquele produto, daquele comercial. Foi o que aconteceu com A Little Less Conversation Remix, uma versão produzida em estúdio para um clássico de Elvis Presley. Ao contrário da lógica, a versão não parou de tocar no rádio depois da veiculação no comercial da marca.

A propaganda de 2002, às vésperas da Copa do Mundo no Japão e Coreia do Sul, mostra os craques patrocinados pela marca duelando numa espécie de ringue futebolístico. Com dribles e jogadas divertidas a campanha fez grande sucesso anos atrás, e deu origem a outras ações.

Originalmente, A Little Less Conversation, que numa tradução livre significa "Um Pouco Menos de Conversa", foi gravada por Elvis Presley em 1968, como lado b do single "Almost in Love". Em 2002 a música foi relançada remixada pelo DJ holandês Tom Holkenborg, conhecido como Junkie XL, ou JXL, transformando-a em um enorme sucesso, graças ao comercial da Nike.


30 abril, 2011

Por onde anda o Bonde do Tigrão?


“Quer dançar, quer dançar? O Tigrão vai te ensinar. Eu vou passar cerol na mão, assim, assim. Vou cortar você na mão, vou sim, vou sim. Vou aparar pela rabiola, assim, assim. E vou trazer você pra mim, vou sim, vou sim. Eu vou cortar você na mão, vou mostrar que eu sou tigrão, vou te dar muita pressão. Então martela, martela, martela o martelão. Levante a mãozinha, na palma da mão: É o Bonde do Tigrão.”

Lembra? Foi com essa música que o agora não mais famoso Bonde do Tigrão se apresentou e levou o funk carioca para todo Brasil, quiçá para o mundo. Com este único sucesso a trupe vendeu mais de 250 mil cópias e abocanhou um disco de platina. 

Lembra de 'Vem tchuchuka?' e da grudenta 'Só as cachorras, as preparadas, o baile todo'? Pois é, eles dominaram o cenário naquela época, e as lembranças da minha infância, as vezes, escolhem como trilha sonora esses barulhos.

Se você se lembrou de outras músicas do bonde, pode ter certeza: é um funkeiro.

Pode parecer estranho, mas os comentários em italiano no Youtube estão lá: tem gente que gosta, e muito. No início deste século o Bonde do Tigrão não parava de tocar e as popozudas de todas as idades não paravam de requebrar ao som do grupo. 

Mas agora, felizmente, o Bonde do Tigrão não existe mais. Apenas expressões como cachorras, popuzudas, passar cerol na mão...


Eu fiquei na dúvida se deveria cometer a indelicadeza de anexar o vídeo, não me julguem por favor.

17 abril, 2011

Capas de discos históricos - Sepultura, Arise (1991)



Para a maioria dos fãs, o melhor álbum da carreira do Sepultura. Para a indústria fonográfica, a marca de 1 milhão de discos vendidos no mundo. Arise é o quarto álbum de estúdio desses metaleiros de Minas Gerais, lançado em 1991 pela Roadrunner Records. Aos ouvidos, significa a saída do som amador de banda adolescente para o heavy metal que marcaria a banda.

Para a gravação de Arise, a gravadora liberou cerca de U$ 40 mil _ o que permitiu extravagância como passar uma semana no estúdio apenas testando afinações da bateria. Era a primeira vez que o Sepultura estava em casa, na Flórida, para gravar um disco com todas as regalias: um estúdio devidamente equipado para gravar o seu estilo de música.

A capa do disco mostra um pouco do macabro que é o som death/thrash deste disco do Sepultura. A turnê Arise passou por 39 países entre 1990 e 1992, se apresentando em mais de 220 shows. Neste período a banda ganhou disco de ouro na Indonésia, sua primeira certificação internacional. Arise recebeu críticas positivas de revistas do universo metal como a Hard Rock, Kerrang! e Metal Forces.

Veja o clipe da música que dá nome ao disco:

10 abril, 2011

Trilha Antiga - Rock Around the Clock


Rock Around the Clock não foi nem a música mais tocada da época e nem o primeiro rock’n roll. Aliás, era uma canção do lado B do disco de Bill Haley & His Comets - uma banda nascida na Pensilvânia dos anos 50.

A música passava despercebida, até que foi escolhida para a abertura do filme Blackboard Jungle, estourou nas rádios e acabou se tornando a responsável pela popularização do rock no mundo - ela ainda daria título e faria parte do filme Ao Balanço das Horas (Rock Around the Clock). Depois disso, nunca mais os Dj’s nas pistas de dança deixaram de tocar Rock Around the Clock - e todo mundo dança muito quando isso acontece!

O rock’n roll, você já sabe, e esta canção em particular ajudaram a mudar comportamentos, influenciar gerações e lançar um importante capítulo na história da música. A canção, composta em 1954, foi considerada pela revista especializada Rolling Stones como uma das 500 mais marcantes da história da música: 158° lugar na lista.


Veja também:
Viva o Rock'n Roll
Love me Tender - Elvis Presley

03 abril, 2011

Parabéns a você: a música mais tocada no mundo


A música mais conhecida do mundo rende todo ano cerca de U$ 2 milhões em direitos autorais, isso porque a canção já beira um século de idade. Pode parecer ridículo para muita gente, mas está música se chama Parabéns pra Você, de Patrícia e Mildred Smith Hill.

A melodia da música tem origem na canção Good Morning to All, das irmãs e professoras norte-americanas do Kentucky. As duas resolveram fazer uma melodia para as crianças cantarem na entrada da escola – nem poderiam imaginar o fim que isso teria.

Obrigatória em todo aniversário, e considere que todo mundo faz um por ano, Parabéns pra Você tem certamente a letra mais conhecida do mundo. Porém, a música só chegou por aqui em 1942 quando a letra foi adaptada no Brasil por Bertha Celeste.

Almirante, apresentador da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, organizou em 1942 um concurso para escolher a letra que melhor se casasse com a melodia da versão original Happy Birthday To You. Foram mais de 5 mil participantes. Venceu Bertha Celeste Homem de Mello, paulista de Pindamonhangaba.

Parabêns a você,
nesta data querida,
muita felicidade,
muitos anos de vida

hoje é dia de festa
vivam as nossas almas
para o/a menino(a) ...
uma salva de palmas,

Tenha tudo de bom
do que a vida contém,
tenha muita saúde
e os amigos também".

Hoje o/a faz anos
Porque Deus assim quis
O que mais desejamos
É que seja feliz!

Atualmente, todas as execuções da música em rádios, televisão e cinema têm de pagar os direitos autorais à Warner. No Brasil, Bertha, até sua morte, em 1999, fazia questão de que as pessoas cantassem a letra do jeito que ela escreveu: Parabéns a Você, e não pra você.

26 março, 2011

Trilha Antiga - Greensleeves


Durante a Idade Média, os trovadores se declaravam a sua amada através de músicas ou poesias. Greensleeves foi composta nesse período e com essa intenção. Não se sabe ao certo o autor desta música, porém a lenda conta que a canção é de autoria de Henrique VIII em homenagem a sua então amante Ana Bolena – que viria a ser a rainha Ana Bolena. Outra versão diz que a música foi composta pelo indiscutível Mozart.

No entanto, a verdade é que há registros de que Greensleeves já existia cerca de 200 anos antes de o compositor austríaco ter nascido, em 1756, e sua origem real é desconhecida. O fato é que muitos músicos começam a ler partituras através desta música, como eu comecei.

Na versão histórica mais divulgada, Ana teria rejeitado as tentativas do rei de seduzi-la e esta rejeição é aparentemente a que se refere a composição. No entanto, Henrique VIII não escreveu "Greensleeves", que provavelmente é do período Isabelino e é baseado num estilo italiano, cuja composição não chegou a Inglaterra até depois da sua morte:

Alas my loue, ye do me wrong,
to cast me off discurteously:
And I haue loued you so long
Delighting in your companie.
Greensleeues was all my ioy,
Greensleeues was my delight:
Greensleeues was my heart of gold,
And who but Ladie Greensleeues.

Greensleeves entrou para história, mesmo com sua origem incerta, servindo de inpiração para várias gerações de artistas, de todos os campos da cultura, através da história. A música foi inspiração para Shakespeare, e é citada na comédia As alegres comadres de Windsor, também foi tema de quadro de Rosseti, artista do século XIX e aparece até na ópera Turandot (séc. XX), de Ferruccio Busoni.


16 março, 2011

Por onde anda Byafra?


Seu nome, registrado na certidão de nascimento, é Maurício Pinheiro Reis. Nascido em Niterói, cidade da Região metropolitana do Rio de Janeiro, em 1957. Segundo sua página no Wikipédia este cantor possuí vários sucessos, que lhe renderam, inclusive, dois discos de ouro. Porém, a verdade é que quando pensamos em Byafra lembramos apenas de “Sonho de Ícaro” uma canção que diz mais ou menos assim... 

Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor...


Lembrou?

Depois da banda O Circo, que Byafra participou na adolescência, o cantor gravou algumas músicas que terminaram em trilhas sonoras de novelas globais, mas nada que marcasse sua carreira. Em 1998, antes do lançamento do álbum Ícaro, trocou o "i" pelo "y" em seu nome artístico (de Biafra para Byafra) para evitar aparecer na mesma página da guerra civil nigeriana. Alguns anos depois matriculou-se na UNIRIO e passou a cursar música na universidade.

Atualmente os shows são mais raros para Byafra, que, agora, só aparece na televisão quando imprevistos acontecem durante seu trabalho: o cantor gravava um vídeo, com seu maior sucesso dos anos 80 - e da vida - no Rio de Janeiro e quase voou, voou, subiu, subiu com o parapente que vinha por trás. 


Veja também:
Por onde anda Ritchie?
Por onde anda aquele artista de apenas um sucesso? Estrelando Vanessa Rangel

09 março, 2011

A Melô do homem cachorrinho


O carnaval acabou e o Dia Internacional da Mulher já passou. Porém, esse início de ano deixa como legado a canção do homem cachorrinho: “Vou não, quero não, posso não minha mulher não deixa, não. Não vou não, quero não.” Agora é a mulher quem manda. (Será?)

O hit de autoria do grupo Aviões do Forró em parceria com o compositor Reginho tomou conta dos trios elétricos de norte a sul do país. Em Salvador, Ivete Sangalo brincou com a música em pleno dia da mulher: "Homem que é homem mesmo obedece a mulher. Você diz não vai, ele não vai. Você diz finge de morto, ele finge. Porque lá em casa é o seguinte, a última palavra é minha: 'Sim, senhor’”, disse Ivete no alto do trio, vestindo um biquíni de oncinha, para os milhares de foliões.


Mas a resposta veio rápido, com o mesmo tom e ritmo de gosto duvidoso, porque o homem não poderia aguentar tanta repressão nessa história da mulher ciumenta. Uma versão de autoria desconhecida da música repetiu o sucesso, dando a resposta: “Sim, eu vou sim, minha mulher não manda em mim”.

E agora, no mundo moderno de direitos iguais, quem manda em quem? Aqui em casa a última palavra é minha.


23 fevereiro, 2011

Grooveshark: milhares de músicas sem baixar e nem pagar



São milhares de músicas disponíveis num só site. Músicas completas, com boa qualidade. E não é só isso: no Grooveshark você escuta milhares de canções sem pagar e sem precisar baixar! O Grooveshark é um aplicativo online em que os usuários postam suas músicas e as compartilham para criar a biblioteca do site.

Usar este programa é simples. Para montar sua playlist digite no campo de busca o artista, a música ou o álbum de sua preferência. Depois basta clicar no sinal de + que ela será incluída na barra inferior do programa: assim você irá formando sua playlist.

Assim como, se quiser excluir alguma canção da lista, clique no X. Para executar toda a sua playlist sem intervalos escolha Play All. O único detalhe é que é preciso uma boa conexão, caso contrário as músicas ficam travando durante a execução.


Não é preciso fazer uma conta no site para utilizá-lo. Mas o Grooveshark oferece vários aplicativos para os usuários que são cadastrados. Com login, você pode enviar sua músicas pelo Twitter ou Facebook. Ainda tem a opção de escolher suas músicas favoritas, o que facilita o serviço quando quiser escutá-las novamente.

Na parte de cima do menu, o aplicativo discrimina a procura em sons, artistas, álbuns, playlists e usuários. Selecionando a busca que deseja fazer, é possível encontrar o álbum completo do seu artista favorito. Se der sorte, aquele disco que você não tem e nunca conseguiu baixar.

Veja também:

16 fevereiro, 2011

Trilha Antiga - New York, New York (Frank Sinatra)


Quando o preto e branco ainda não era charmoso e nem Cult. No tempo em que a fumaça do cigarro era sinal de elegância. Naquela época, o maior prédio da cidade era o Empire States. A canção New York, New York representa mais que a cidade famosa dos Estados Unidos. A música é o retrato do período mais glorioso daquele país.

New York, New York é a música tema do filme "New York, New York" do ano de 1977, dirigido por Martin Scorsese. A canção foi composta por John Kander e Fred Ebb para a atriz Liza Minnelli e imortalizada na voz de Frank Sinatra. Mas quem se lembra do filme?

A verdade é que o filme foi um fracasso e a canção ficou esquecida pelo público. Até que Frank Sinatra a cantou pela primeira vez em um show. O espetáculo aconteceu no Radio City Music Hall, em outubro de 1978. Rapidamente o single atingiu a trigésima posição dos mais vendidos nos Estados Unidos.

O jazz de Frank Sinatra, cantado num microfone decorado com motivos dourados, era o que melhor representava os Estados Unidos nos anos 60 e 70. Os filmes que chegavam ao Brasil, invariavelmente, contavam com o cantor de descendência italiana na trilha sonora. Assim nosso imaginário liga imediatamente a cidade de Nova Iorque a Sinatra. É por isso que New York, New York é a música do auge de uma cidade.


Veja também:

06 fevereiro, 2011

Capas de disco históricas: Cabeça Dinossauro (Titãs)

Por Robson Sales


Esqueça a Monalisa, esqueça a Última Ceia. Nenhuma dessas obras de Leonardo da Vinci marcaram tanto o rock brasileiro quanto A expressão de um homem urrando. Este esboço de pintura do italiano é a figura escolhida para ser a capa do terceiro, e mais marcante, disco do Titãs, lançado no fim de 1986: Cabeça Dinossauro. Na contra-capa do disco um outro desenho de Da Vinci, Cabeça Grotesca.

Esse Long Play marcou a estreia da banda com o produtor Liminha e o encontro com uma identidade sonora, neste caso uma música mais pesada. Cabeça Dinossauro apresenta clássicos como "Polícia", "Família" e "Homem Primata". Há quem diga que a prisão de Arnaldo Antunes e de Tony Bellotto, em 1985, por porte de heroína, influenciaram a mudança estética que a banda tomou neste LP.

Além das fronteiras do rock’n roll, os pagodeiros do Molejo adaptaram a canção "Família" para um samba de qualidade duvidosa. A versão foi lançada em 1998. A introdução de teclados da versão original foi utilizada na faixa, com a permissão dos Titãs.

Em 1997, a revista Bizz elegeu Cabeça Dinossauro como sendo o melhor álbum de poprock nacional. Como sucesso do álbum, das 13 faixas, 11 foram executadas em rádios. As únicas exceções foram "A Face do Destruidor" e "Dívidas".

25 janeiro, 2011

A música como forma de abordar tabu


Os jornais evitam publicar e ninguém sabe ao certo onde, quando e como as pessoas se suicidam. O suicídio é um assunto tabu entre os brasileiros, quando não é motivo de chacota.

Por isso, o novo single da cantora Pink, "Fucking Perfect", tem causado polêmica na rede. O clipe da música mostra cenas de uma jovem que tenta suicídio dentro de uma banheira. Mas no fim das contas ela se dá bem: casada e aparentemente feliz.

Porém, a polêmica do clipe está em quanto a música poderia influenciar no suicídio. Pink se defende e diz que não incentiva o suicídio ou a automutilação. Em nota publicada em seu blog, a cantora completa: “Eu dou força para as crianças lá fora, que se sentem tão desesperadas e impotentes que se sentem invisíveis e sem voz. Eu quero que elas saibam que eu estou ciente. Eu estive lá. Eu os vejo”.

Mas um clipe teria a capacidade de influenciar na morte de uma pessoa? Para Pink “ignorar o problema e, portanto, ignorar o vídeo, não vai fazer isso ir embora”. E para você?

08 janeiro, 2011

A música mais sexy do mundo


O francês Serge Gainsbourg pode não ser o cara mais bonito do mundo. Mesmo com orelhas grandes e olhos esbugalhados, o artista encantou as maiores musas de sua época. Pela cama de Gainsbourg passaram Brigitte Bardot, Jane Barkin, Caterine Deneuve, Isabelle Adjani, France Gall, Françoise Hardy e Vanessa Paradis, isso para ficar nas mais famosas.


Na arte musical, Gainsbourg sempre foi um artista versátil, fazia trilhas para cinema e gravava duetos com suas musas. Seu primeiro disco foi em 1958, ‘Du Chant à la Une!’. Porém, a canção mais famosa do francês foi “Je t’aime moi non plus”, gravada com sua esposa à época, Jane Birkin, somente 11 anos depois do primeiro LP.

“Je t’aime moi non plus” é a música mais sexy do mundo, influenciando outros músicos e sendo lembrada até hoje. Os gemidos sensuais da canção são da própria Birkin. Segundo a lenda, os dois gravaram os gemidos durante uma verdadeira noite de amor.

A imprensa francesa dizia que os gemidos, suspiros e gritinhos de prazer de Jane Birkin davam a impressão de ouvirem duas pessoas fazendo amor. A música, claro, foi taxada de indecente por alguns. A primeira vez Gainsbourg tocou em público foi em um restaurante em Paris, logo depois que lançou o single. Birkin percebeu o sucesso da canção quando os clientes começaram a deixar os garfos e as facas na mesa para prestar atenção na música.

Depois do sucesso de “Je t’aime moi non plus” com a inglesa Birkin, várias outras versões surgiram. Em 1986, o próprio Gainsbourg lançou a música com uma das maiores musas de todos os tempos: Brigitte Bardot. Novamente, diz as fofocas, os gemidos são de uma transa verdadeira.



Veja também:

17 dezembro, 2010

They don’t care about us (Michael Jackson)

Por Robson Sales

“Michael, eles não ligam pra gente”. Em 1996, o dia 11 de fevereiro poderia ser apenas mais um domingo do ano, mas não no morro Santa Marta. A data ficou marcada, afinal, um convidado ilustre fez uma visita musical. Michael Jackson gravou o clipe They Don’t Care About Us no morro carioca, e revelou a beleza do lugar para o mundo.

Alguns moradores ficaram responsáveis por fazer a segurança de Michael e ajudar na organização. Nada melhor que as pessoas que conhecem as ruelas para carregar equipamentos e indicar os melhores pontos de filmagem.

O clipe teve a direção de Spike Lee, e foi gravado também no Pelourinho, em Salvador. O vídeo teve inclusive a participação do grupo Olodum, dando um tom mais brasileiro à música. A grande polêmica acerca da produção é que o diretor negociou não só com as autoridades, mas também com os traficantes, para garantir a integridade do cantor no Santa Marta.

Na época, os jornais O Dia, O Globo e Jornal do Brasil publicaram, inclusive, uma entrevista com o traficante Marcinho VP, o “dono” do morro, confirmando a negociação para a gravação do clipe. A Secretaria de Segurança do Estado não gostou nada da revelação, e logo depois da filmagem a favela foi cercada e o traficante preso.

Mesmo após tantos anos, a visita de Michael ainda é lembrada com carinho pelos moradores. Este ano foi inaugurada uma estátua em homenagem ao cantor na laje onde ele se apresentou, além de um mosaico feito pelo artista plástico Romero Britto. Vale a pena assistir ao clipe novamente e ouvir com atenção o protesto musical do cantor.



29 novembro, 2010

A canção que apresentou o reggae


Até ali a Jamaica era apenas uma ilha paradisíaca no mar do Caribe. Em 1974 Bob Marley já havia gravado dois discos, porém o mundo ainda desconhecia o Reggae. Quando Eric Clapton gravou “I shot the Sheriff” foi dada a largada para a procura do ritmo que caracteriza o país caribenho.

A versão de Clapton para a composição de Bob Marley chegou ao primeiro lugar nas paradas da Billboard e apresentou o artista jamaicano para o mundo. Bob Marley seria o primeiro pop star do terceiro mundo. Depois disso o reggae passou a ser gravado por outras bandas de sucesso, como o Led Zepellin, que fizeram Dyer Maker.


“I shot the shefiff” conta a história de um homem que é acusado de atirar no delegado da cidade, mas é erradamente condenado pela morte do xerife que se chamaria John Brown. Marley diz que algumas partes da música são verdadeiras, mas nem todas. Depois do sucesso, Bob Marley escreveu “Mr. Brown”, provavelmente sobre o mesmo caso. Esse personagem é recorrente nas letras do cantor. Brown também aparece na música “Bad Boys”, de 1987.

“I shot the Sheriff” já fez parte da trilha de um episódio de Os Simpsons, da série Supernatural, Um maluco no pedaço (com Will Smith), e jogos de vídeo game como Warcraft. Enfim, esta é a canção que apresentou o reggae ao mundo e transformou Bob Marley num pop star.


19 novembro, 2010

Especial "1 ano A Trilha Sonora": 100 anos de Noel Rosa

Por Robson Sales

'A Trilha Sonora' comemora o primeiro aniversário lembrando outras datas comemoradas em 2010. No primeiro dia de especiais, apresentamos o hotsite sobre os 20 anos sem Cazuza. Hoje é a vez de lembrar dos 100 anos de Noel Rosa, o poeta da Vila e um dos maiores sambistas de todos os tempos. Clique na figura para ver o especial sobre Noel Rosa:

03 novembro, 2010

O jingle político mais famoso


Este blog não tem nenhuma conotação eleitoral, mas a festa da democracia não poderia passar em branco. São várias músicas e jingles que fizeram e fazem sucesso há vários pleitos. Mas um é inconfundível.

Em 1985, Eymael foi candidato a prefeito de São Paulo, mas não se elegeu, ficando nas últimas posições. Mas seu jingle de campanha, cujo refrão dizia "Ey Ey Eymael, um democrata cristão", ficou bastante popular.

Criado por um militante do partido, e hoje um de seus dirigentes, José Raimundo de Castro, o jingle tornou-se referência na história política recente do país e é considerado um case de comunicação.

O jingle original dizia: "para prefeito em 15 de Novembro é Eymael, o candidato da Renovação". Em 1986 foi modificado em: "Pra deputado federal queremos Eymael, a voz do povo na Constituição". Em 1998 foi modificado para: "pra presidente do Brasil queremos Eymael, pela família e pela nação". Na eleição de 2006, foi modificado para: "pra presidente é José Maria Eymael, pela família e pela nação". Em 2010, novamente modificado: "pra presidente é 27, o nome é Eymael, pela família e pela nação".

Em homenagem, apresentamos o jingle nas mais variadas versões.


Veja tocada no piano:



Até o Tim Maia, depois de tomar uma dose de uísque (?), se deixou levar pelo jingle mais famoso de todos:


29 outubro, 2010

Os discos brasileiros mais vendidos no país


Foi surpreendente para mim quando descobri que a Xuxa tinha quatro entre os dez discos brasileiros mais vendidos do país. Apesar do sucesso da Rainha dos Baixinhos, eu não esperava tanta vendagem. Porém, a loira não ocupa a primeira posição.

Garanto que você não vai adivinhar qual é o disco mais vendido, e quando descobrir ficará se perguntando como isso aconteceu. Mas antes, vejamos o ranking dos dez discos mais vendidos do Brasil.

Em 10°
Terra Samba

Liderada por um tampinha, a banda de axé chegou nos primeiros lugares das paradas de sucesso em 1997 e estourou com a música “Liberar Geral”, que tinha um refrão grudento que se repetia várias vezes: Nada mal/ Curtir o Terra Samba não é nada mal/ Que legal/ É só entrar no clima e liberaaaar geral.

Em 9°
Mamonas Assassinas

O álbum de estreia dos Mamonas Assassinas vendeu mais de 2,4 milhões de cópias em 1995. No ano seguinte os integrantes da banda morreram num acidente de avião.

Em 8°
Xou da Xuxa

O terceiro disco da Xuxa já chegou causando: ela aparece na capa com uma blusa semitransparente, o que criou polêmica na época. O disco vendeu 2.689.000, em 1986.

Em 7°
Leandro e Leonardo (Um sonhador)

Talvez por ter sido lançado no ano em que Leandro morreu de câncer, o disco “Um sonhador” vendeu quase 3 milhões de cópias. O álbum tem os maiores sucessos da dupla.

Em 6°
Xegundo Xou da Xuxa

Sim, tudo tinha que ser com X. Àquela época as crianças sabiam de cor todas as músicas do programa da Rainha dos Baixinhos. Por isso o disco vendeu tanto em 1987...

Em 5°
Xou da Xuxa 4

... Mas no dois anos depois as onomatopei as do terceiro disco renderam a Xuxa o quinto lugar nesta lista. O refrão “Eu quero ver/ Tindolelê/ Nheco nheco/ Xique xique/ Balancê”, vendeu 2,9 milhões de cópias.

Em 4°
Só Pra Contrariar

Com o sucesso “Mineirinho”, o grupo de Uberlandia vendeu 2.984.384 no Brasil e mais 700 mil cópias nos países Latinos, depois de serem convidados a gravar o disco em espanhol

Em 3°
Leandro e Leonardo

O quarto disco da dupla, em 1990, tem o clássico “Pensa em Mim”. Com esse sucesso Leandro e Leonardo venderam 3.145.814

Em 2°
Xou da Xuxa 3

Depois do mega sucesso e das polêmicas do “Xegundo Xou da Xuxa”, a Rainha dos Baixinhos chegou ao auge da carreira e vendeu 3.216.000. O hit “Ilariê” ficou em 1º lugar por 12 semanas nas paradas brasileiras, e você até hoje é obrigado a escutar a música em festas infantis.

O mais vendido!
Padre Marcelo Rossi

Com o álbum “Músicas para louvar o Senhor”, o primeiro da carreira de Marcelo Rossi, o padre do movimento Renovação Carismática Católica passou a frequentar religiosamente os programas de auditório para cantar seus sucessos e mostrar coreografias. Foram 3.228.468 de cópias vendidas e a primeira posição no ranking dos discos brasileiros mais vendidos no país.

23 outubro, 2010

Pelé 70!

Por Robson Sales

Edson Arantes do Nascimento completa hoje 70 anos. Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, marcou 1284 gols, ganhou dez títulos paulistas e cinco Taças Brasil com o Santos, e foi tricampeão mundial com a Seleção Brasileira. Em 2010 a marca 'Pelé' vale cerca de R$ 600 milhões e cachês acima de R$ 2 milhões.

Parabéns ao Rei do Futebol!

No entanto, para merecer o post neste blog, Pelé teve que fazer mais. É por causa de seu hobby que o Rei está no blog. Pelé gosta de cantar e compor músicas. Já gravou, e desafinou, com Elis Regina, Jair Rodrigues e Gilberto Gil. Porém, a canção mais famosa dele é: "ABC, ABC toda criança tem que ler e escrever."


Veja Pelé com Elis Regina, mas não reparem nas desafinadas. Afinal ele é o rei do futebol...


Quanto a preocupação de Pelé com as crianças brasileiras, o médico e amigo do Rei, Nilson Santos, afirma que não é bravata: "para mim, é rei pelas atitudes como homem. Tem diversos projetos filantrópicos e não fica contando. Sua precupação com as crianças não é discurso do milésimo gol", disse Nilson em entrevista ao jornal O Globo.


Parabéns Edson Arantes do Nascimento e Pelé pelos 70 anos!, número marcante na carreira do jogador.