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03 abril, 2011

Parabéns a você: a música mais tocada no mundo


A música mais conhecida do mundo rende todo ano cerca de U$ 2 milhões em direitos autorais, isso porque a canção já beira um século de idade. Pode parecer ridículo para muita gente, mas está música se chama Parabéns pra Você, de Patrícia e Mildred Smith Hill.

A melodia da música tem origem na canção Good Morning to All, das irmãs e professoras norte-americanas do Kentucky. As duas resolveram fazer uma melodia para as crianças cantarem na entrada da escola – nem poderiam imaginar o fim que isso teria.

Obrigatória em todo aniversário, e considere que todo mundo faz um por ano, Parabéns pra Você tem certamente a letra mais conhecida do mundo. Porém, a música só chegou por aqui em 1942 quando a letra foi adaptada no Brasil por Bertha Celeste.

Almirante, apresentador da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, organizou em 1942 um concurso para escolher a letra que melhor se casasse com a melodia da versão original Happy Birthday To You. Foram mais de 5 mil participantes. Venceu Bertha Celeste Homem de Mello, paulista de Pindamonhangaba.

Parabêns a você,
nesta data querida,
muita felicidade,
muitos anos de vida

hoje é dia de festa
vivam as nossas almas
para o/a menino(a) ...
uma salva de palmas,

Tenha tudo de bom
do que a vida contém,
tenha muita saúde
e os amigos também".

Hoje o/a faz anos
Porque Deus assim quis
O que mais desejamos
É que seja feliz!

Atualmente, todas as execuções da música em rádios, televisão e cinema têm de pagar os direitos autorais à Warner. No Brasil, Bertha, até sua morte, em 1999, fazia questão de que as pessoas cantassem a letra do jeito que ela escreveu: Parabéns a Você, e não pra você.

13 janeiro, 2011

Amy Winehouse pela primeira vez no Rio

Uma cobertura especial, por José Alan Ribeiro


Ela disse que era problema. Depois não venha reclamar do show curtinho, da voz vacilante, das letras esquecidas em pleno palco. Eram 22h30 quando Amy Winehouse abriu sua primeira apresentação em solo carioca, na segunda-feira, 10.

Vestida de tigresa, acompanhada de uma banda com motivos tribais do tipo não-existe-pecado-ao-sul-do-Equador, eles celebravam, com uma alegria que pareceu genuína, a relativa rehab da moça nesse cantinho tropical do globo.

A música escolhida para abrir os trabalhos, Just Friends, foi como uma espécie de cartão de visitas para o roteiro que a apresentação seguiria dali para a frente: nada de muita intimidade, embora Amy sorvesse com satisfação explícita os aplausos efusivos que a plateia lhe dedicava a cada gesto (sobretudo se esse gesto fosse o gargarejo, algo recorrente, no líquido de uma caneca branca postada aos seus pés).

Apesar da relativa frieza, a sequência de Back to Black com Tears Dry on their Own foi capaz de manter alvoroçado um público que, de resto, já estava ganho desde o início da apresentação.

Dureza foi ver Amy abandonar o palco com menos de meia hora, deixando o show por cerca de 15 minutos a cargo de sua banda — que, embora excelente, não era a atração da noite.

O jeito foi aproveitar o intervalo forçado para dar uma escapulida no bar, onde era possível conseguir, a certo custo, um chope quente (R$ 5) ou uma caipirinha congelada (R$ 10).

O programa já se desenhava uma furada completa quando a sacana voltou munida de cerveja (consumida em um trago só) e de um medley matador: Rehab, You Know I’m No Good e Valerie. Desse jeito, deu até pra reconsiderar e curtir Love is a Losing Game.

Mas era só. Em You're Wondering Now, o palco já era, novamente, exclusivo da banda de apoio. Winehouse se fora sem nem um tchau protocolar. E, às 23h30, caiu a ficha: aquela tigresa improvável nos contou só parte — e sem certeza, ao que parece — de tudo o que viveu.

José Alan Ribeiro é jornalista