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17 outubro, 2010

Desenhos animados e música clássica

Por Mariana Coutinho

Quando se fala em música clássica o que vem à mente instantaneamente é uma música séria, contida, elitizada, própria para ser ouvida nos grandes teatros ou apreciada em antigas vitrolas. Segundo o Grove Dictionary of Music and Musicians a música clássica é fruto da erudição e não das práticas folclóricas e populares. No entanto, a Disney, a Looney Tunes e a MGM há décadas aproximam a música clássica das crianças por meio de desenhos animados. Quer algo mais popular?

O ratinho mais famoso da Disney dá uma de maestro e apresenta "Storm" da clássica ópera de Gioachino Rossini, William Tell. O Pato Donald tenta entrar na orquestra com sua flauta, mas o condutor Mickey não parece nada disposto a aceitá-lo.


O gato Tom encarna um pianista em "The Cat Concerto", curta que ganhou o Oscar em 1946. No desenho o pianista felino apresenta a Rapsódia húngara nº 2, de Franz Liszt. O ratinho Jerry está dormindo dentro do piano e, acordado pelo concerto de Tom, aproveita para infernizá-lo e roubar a cena tocando também


E nessa seleção não poderia faltar o malandro Pica-pau interpretando o "Barbeiro de Sevilha", obra mais famosa de Gioachino Rossini. Se você não reconhece pelo nome deve se lembrar da parte mais famosa da ária em que a personagem do barbeiro Fígaro repete seu nome sem parar: "Fígaro, Fígaro, Fígaro!". Nesse desenho, Pica-pau incorpora Fígaro e faz a barba de um cliente rabugento enquanto canta.


Mais atual é a trilha sonora do longa da Disney Pixar "Up - Altas Aventuras" que dá uma palhinha da ária Habanera da ópera "Carmem" de Georges Bizet. No filme, o café da manhã de Carl é embalado pela trilha:


Você se lembra de mais desenhos animados com música clássica?

Veja também:

13 outubro, 2010

Viva Castelo Rá-Tim-Bum!

Por Robson Sales

As crianças merecem uma singela homenagem deste blog, e nada melhor do que lembrar dos bons momentos. Não há um jovem com seus 20 anos que não lembre das musiquinhas que coloriam o seriado paulista Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.

Era fantástico quando o ratinho, um dos personagens mais queridos do seriado, feito de massa de modelar azul entrava em cena com seu carro e mergulhava na banheira. Duvido que você não lembre dessa cena.


Sensacional era também como o ratinho ensinava a escovar dentes. Aquelas ameaças pareciam realmente medonhas e, quando era criança, ficava até com vontade de escovas meus dentes, porém a preguiça sempre vencia. Me diz se não é ótimo?!


Outra sessão musical que não poderia ficar de fora desta homenagem é o trio de passarinhos que sempre apresentavam um instrumento diferente. “Passarinho, que som é esse?”


Castelo Rá-Tim-Bum deve ter ensinado muitas crianças a lavarem as mãos. Seja antes de comer, beber, pegar na mamadeira. Seja depois de brincar. Lavar uma mão!


Castelo Rá-Tim-Bum estreou em junho de 1994 e foi considerada um sucesso para a TV Cultura, com uma média de 12 pontos de audiência, índice jamais alcançado por uma série educativa ou por um programa da emissora. Além disso, Castelo Rá-Tim-Bum foi considerado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o melhor programa infantil de 1994. Em 1994 e 1995, recebeu a medalha de prata na categoria melhor programa infantil do Festival de Nova York. Em 1995 ganhou o Prêmio Sharp de Música para o melhor disco infantil.

E vem a afirmativa: não se fazem mais programas como antigamente...