Mostrando postagens com marcador francesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador francesa. Mostrar todas as postagens

10 maio, 2011

Trilha do Filme - Les chansons d'amour (Canções de Amor)

Por Mariana Coutinho


Les chansons d'amour  Love Songs (2007) (1. De bonnes raisons/ 2. Inventaire/ 3. La Bastille/ 4. Je n’aime que toi / 5. Brooklyn Bridge (Alex Beaupain)/6. Delta Charlie Delta/ 7. Il faut se taire/ 8. As-tu déjà aimé /9. Les yeux au ciel/10. La distance/ 11. Ma memoire sale/12. Au parc /13. Pourquoi viens-tu si tard/ 14. J’ai cru entendre)

Diferente dos musicais hollywoodianos, o francês Les Chansons d'Amour, de Christophe Honoré, não tem figurinos cheios de adereços, centenas de figurantes dançando, nem cenários com luzes piscando. As canções no filme não são apresentadas de nenhuma forma especial, ou diferenciada das demais cenas. A música aparece de forma muito natural. Ela faz parte da narrativa, e é isso que a destaca.

Honoré tirou a ideia da trama de Les Chansons d'Amour do primeiro álbum lançado por Alex Beaupain, Garçon d'honneur. E o cantor e compositor acabou fazendo a trilha do longa-metragem. A história começa com o relacionamento conturbado de Julie (Ludivine Sagnier) e Ismäel (Louis Garrel), que resolveram introduzir um terceiro elemento na relação, Alice (Clotilde Hesme), companheira de trabalho de Ismäel. O filme parece que vai se desenrolar em torno dos conflitos gerados pelo ménage à tróis. Mas, logo no início, um acontecimento inesperado fará com que Ismäel tenha que procurar outra forma de amor, fora desse triângulo.

As canções de Alex Beaupain fazem a passagem das três partes em que o filme se divide. A primeira delas tem canções mais animadas com letras irreverentes, como "Je n'aime que toi", e a primeira música do filme, "De bonnes raisons", que você pode assistir abaixo:






A segunda fase representa a perda, e por isso as letras são mais poéticas e sentidas. A melhor canção dessa fase é "Il faut se taire", que você pode assistir abaixo. Em seguida, a terceira fase do filme é a de uma descoberta. Nessa parte, os destaques vão para "As-tu dejà aimé""Ma memorie sale".





Veja também:
Trilha do Filme - Todos Dizem Eu Te amo
Trilha do Filme - 500 dias com ela
Trilha do Filme - Un Homme et Une Femme

08 janeiro, 2011

A música mais sexy do mundo


O francês Serge Gainsbourg pode não ser o cara mais bonito do mundo. Mesmo com orelhas grandes e olhos esbugalhados, o artista encantou as maiores musas de sua época. Pela cama de Gainsbourg passaram Brigitte Bardot, Jane Barkin, Caterine Deneuve, Isabelle Adjani, France Gall, Françoise Hardy e Vanessa Paradis, isso para ficar nas mais famosas.


Na arte musical, Gainsbourg sempre foi um artista versátil, fazia trilhas para cinema e gravava duetos com suas musas. Seu primeiro disco foi em 1958, ‘Du Chant à la Une!’. Porém, a canção mais famosa do francês foi “Je t’aime moi non plus”, gravada com sua esposa à época, Jane Birkin, somente 11 anos depois do primeiro LP.

“Je t’aime moi non plus” é a música mais sexy do mundo, influenciando outros músicos e sendo lembrada até hoje. Os gemidos sensuais da canção são da própria Birkin. Segundo a lenda, os dois gravaram os gemidos durante uma verdadeira noite de amor.

A imprensa francesa dizia que os gemidos, suspiros e gritinhos de prazer de Jane Birkin davam a impressão de ouvirem duas pessoas fazendo amor. A música, claro, foi taxada de indecente por alguns. A primeira vez Gainsbourg tocou em público foi em um restaurante em Paris, logo depois que lançou o single. Birkin percebeu o sucesso da canção quando os clientes começaram a deixar os garfos e as facas na mesa para prestar atenção na música.

Depois do sucesso de “Je t’aime moi non plus” com a inglesa Birkin, várias outras versões surgiram. Em 1986, o próprio Gainsbourg lançou a música com uma das maiores musas de todos os tempos: Brigitte Bardot. Novamente, diz as fofocas, os gemidos são de uma transa verdadeira.



Veja também:

03 janeiro, 2011

Trilha do Filme - Un Homme et Une Femme (Um Homem, Uma Mulher)

Por Mariana Coutinho


Un Homme et Une Femme (1966) - França

(1.Un Homme et une femme de Francis Lai - Maurice Vender e orquestra/2. Samba Saravah de Baden Powell - Vinicius de Moraes - Pierre Barouh/ 3.Aujoud'hui c'est toi por Nicole Croisille/4. Un Homme et une femme por Nicole Croisille e Pierre Barouh/ 5.Plus fort que nous de Francis Lai - Ivan Julien e orquestra/ 6. Aujoud'hui c'est toi de Francis Lai - Ivan Julien e orquestra/ 7.A L'ombre de nous por Pierre Barouh/ 8.Plus fort que nous por Nicole Croisille e Pierre Barouh/ 3. A 200 a L'heure de Francis Lai - Maurice Vender e orquestra)

Para que um filme seja charmoso é preciso boa fotografia, bons diálogos, bons atores e, é claro, uma boa trilha sonora. Pois o charmoso filme francês "Um Homem, Uma Mulher", de 1966, tem todos esses ingredientes. A história se passa em Paris. O piloto de corridas Jean-Louis Duroc conhece a jovem viúva Anne Gauthier em uma das visitas semanais a seus respectivos filhos, que estudam no mesmo colégio interno. Também viúvo, Jean-Louis tenta se recuperar do suicídio da mulher. Apesar de muitas dúvidas durante todo o filme, os dois acabam se apaixonando. "Um Homem, Uma Mulher" tem direção de Claude Lelouch, e é estrelado por Anouk Aimeé e Jean-Louis Trintignant.

A história do filme é tocante, mas o que nos interessa mesmo é a trilha sonora: uma seleção cuidadosa de músicas, coordenada por Francis Lai, entremeando música instrumental e canções interpretadas por Pierre Barouh e Nicole Croisille. A canção título desse filme (A Man and a Woman) é uma das mais conhecidas do cinema e chegou a ser indicada ao Globo de Ouro de melhor canção, no ano de 1967. Outra bela música interpretada por Nicole Croisille é Aujoud'hui c'est toi.

Uma das canções que mais chamam a atenção no filme é a versão francesa de Samba da Benção de Baden Powell e Vinicius de Moraes - Samba Saravah - que é cantada por Pierre Barouh em uma cena do filme. Pierre faz o papel do marido de Anne. Em um flashback, a personagem lembra da semana que o marido passou obcecado pelo Brasil e pelo samba. No filme, a personagem de Barouh pede a benção de todos os mestres brasileiros, entre eles Pixinguinha, João Gilberto, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Dolores Duran, Vinicius de Moraes e Baden Powell. Saravá!

Assista abaixo ao francês Pierre Barouh soltando a voz no Samba Saravah:


Leia também:

05 novembro, 2010

A quoi ça sert l'amour - Édith Piaf

Por Luiza Baptista

Não é dia dos namorados ou qualquer data especial, mas o post de hoje tem um clima apaixonado. E como Paris é a capital do amor, nada melhor que uma música em francês para colocar romance no ar. Estou falando da bela “A quoi ça sert l’amour” de Michel Emer, brilhantemente interpretada por Édith Piaf (já conhece a história da cantora? Clique aqui e descubra) e Théo Sarapo.



A apresentação do dueto aconteceu em 1962 no Olympia e foi a última aparição da cantora no local. No mesmo ano, no dia 9 de outubro, o casal selou a união. Piaf queria ajudar a lançar a carreira do amado e chegou a fazer declarações de amor a ele: “Sarapo, a única palavra grega que eu conheço, significa eu te amo”.

A canção serviu de inspiração para a criação de uma engraçada e romântica animação. O diretor e ilustrador Louis Clichy fez uma história de amor entre dois jovens a partir da música. Ele mostra os encontros e descontros dos namorados, com direito a muitas brigas, reconciliações, ciúmes, e, é claro, cenas fofas e beijos.

Assista ao vídeo e entre no clima do romance!


06 fevereiro, 2010

Trilha do Artista - Édith Piaf


No dia 19 de dezembro de 1915 nascia em Paris, Édith Piaf. Uma lenda conta que a cantora Annetta deu a luz à pequena Édith na calçada da Rue de Belleville. Uma lenda, como eu disse, já que a certidão de nascimento da menina citava o Hospital Tenon. Seja como for, Édith Giovanna Gassion não nasceu em um ambiente familiar convencional. Muito pelo contrário! Sua mãe era uma cantora frustrada; cantava por vezes em um Café e por outras na rua em troca de esmolas. Seu pai Louis-Alphonse, um acrobata de rua normando,também não lhe dava muita atenção.

Ainda muito criança, Édith foi deixada aos cuidados da avó paterna que simplesmente...era dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos Édith ficou cega por conta de uma inflamação na córnea. Reza mais uma lenda que a menina só ficou curada depois que as prostitutas da casa em que morava a levaram para pedir graças a Santa Terezinha. O fato é que Édith, a partir daí, ficou devota da santa e sempre lhe pedia graças.

Por volta de 1922, o pai foi buscá-la na casa da avó e levou-a com ele para suas apresentações em circos itinerantes e mais tarde em shows de rua. Aos 15 anos, Édith deixou o pai e juntou-se a uma amiga para cantar nos subúrbios de Paris. Ainda adolescente, experimentou a primeira paixão, pelo entregador Louis Dupont. Desse namoro nasceu Marcelle, única filha de Édith, que morreu aos 2 anos de meningite.

Quando tinha 20 anos, a cantora de rua conheceu Louis Leplée, dono de um cabaré na Champs Élysées. Foi ele que a batizou de “La Môme Piaf” e a iniciou na vida artística. ‘Piaf’ quer dizer algo como ‘pardal’, e ‘la môme’ (criança, pequena) se referia aos 1,42m de altura da moça. No ano seguinte Piaf já assinaria um contrato de gravação com a Polydor e lançaria ‘Les Mômes de La Cloche’, um sucesso imediato.


No final da Segunda Guerra Mundial, Piaf já era internacionalmente conhecida. Em 1945 compôs sua mais célebre canção: La vie en rose. Três anos depois, durante sua estadia nos Estados Unidos, ela conheceu o amor de sua vida; o pugilista Marcel Cerdan que, apesar de casado, iniciou um intenso romance com Piaf. No ano seguinte, Édith mergulhou em um mar de sofrimento; Marcel morreu em um acidente de avião. Nessa época Piaf começa a tomar altas doses de morfina todos os dias para aliviar a poliartrite aguda e a depressão pela perda do amante.

Daí para frente, Édith casou-se mais de uma vez, teve alguns romances não-oficializados, fez filmes e gravou muitas canções como Hymme à l’amur, Mon Dieu e Millord, mas não era mais a mesma. Um acidente de carro e as injeções de morfina combinados com um estilo de vida regado a exageros deterioraram ainda mais a sua saúde frágil. E aos 47 anos (1963), Édith Piaf morreu, já em coma, em conseqüência de uma hemorragia interna.

Apesar de uma vida sofrida, Piaf não era uma mulher infeliz e não se queixava do destino; como canta na música Non Je Ne Regrette Rien (Non! Je ne regrette rien/ C'est payé, balayé, oublié/Je m'en fous du passé – Não! Eu não lamento nada/Está pago, varrido, esquecido/ Não me importa o passado) que você pode assistir abaixo:



Em 2007 foi lançado um filme biográfico de Édith Piaf: ‘La Môme’, que em português se chama ‘Piaf – Um hino ao amor’ com uma interpretação maravilhosa de Marion Cotillard que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz. Para ver o trailer do filme clique aqui.

Pesquisa: Wikipedia, Terra, Filme 'La Môme' (2007)