Mostrando postagens com marcador Elton John. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elton John. Mostrar todas as postagens

09 fevereiro, 2011

Trilhacast #1 - Rock in Rio 2011

As atrações anunciadas para o Rock in Rio 2011 são o tema do primeiro episódio do nosso podcast. Os blogueiros Luiza Baptista, Luiza Barros, Mariana Coutinho e Robson Sales batem um papo informal sobre suas expectativas para o festival. Os quatro comentam suas impressões sobre os artistas já confirmados no evento, discutem a infraestrutura do Rock in Rio e comparam a outros festivais e shows . Com muito humor e uma pitada de sarcasmo, A Trilha Sonora estreia seu programa de rádio convidando você a comentar e a palpitar sobre o nosso próximo tema.

Obs: O Arcade Fire ainda não foi confirmado no Rock in Rio, por isso não foi debatida sua participação no festival nesse programa. No entanto, fontes de confiança já deram a banda como certa. Resta esperar e torcer!


Veja também:

14 maio, 2010

A Realeza do Rock



CBE: a medalha que David Gilmour, Mick Jagger e Elton John receberam do Império Britânico

Houve um tempo em que reis e rainhas reinaram soberanos sobre a Terra. Mas isso foi há bastante tempo mesmo. Hoje, a nobreza européia se contenta em viver sob o regime da monarquia institucional, no qual quem manda mesmo é um chefe de estado eleito pelo povo. É o caso do Reino Unido, que acabou de eleger como primeiro-ministro o conservador David Cameron.

E enquanto os jornais internacionais voltam os olhos às medidas do governo e do parlamento, o que a casa dos Windsor (ou seja, a Rainha Elizabeth e sua prole) faz para continuar relevante? A resposta é muito simples: dá títulos de nobreza a astros do rock!

Como se faz isso? Concedendo a ordem do império britânico a quem a realeza considerar merecedor de tal honra. Como todas as tradições, a coisa é tão complicada quanto parece: existem várias classes da honraria, em ordem decrescente: Cavaleiro ou Dama da Grã-Cruz (GBE); Cavaleiro ou Dama Comandante (KBE/DBE), Comandante do Império Britânico (CBE); Oficial do Império Britânico (OBE); e finalmente, Membro do Império Britânico (MBE).



Entre as celebridades, os Beatles foram um dos primeiros a ganhar uma ordem do tipo, em 1965, no auge da beatlemania. É bem verdade que a honraria concedida foi a mais baixa, a MBE. Mesmo assim, o suficiente para causar alvoroço. Muita gente que havia sido condecorada com o MBE escreveu ao palácio e à imprensa, ameaçando até devolver a medalha. Os Beatles pensaram em recusar a oferta, mas o empresário Brian Epstein os dissuadiu da idéia. Quatro anos depois, John Lennon a devolveria, em protesto à política britânica. Abaixo, você pode ver ele anunciando sua decisão:


A rainha parece ter encarado a desfeita da seguinte maneira: se não temos mais John Lennon, vamos ter Mick Jagger (CBE). E David Gilmour (CBE). E Jimmy Page (OBE). E até Elton John (CBE), porque os ternos dele são tão bacanas. E assim foi formado um verdadeiro dream team do rock’n’roll. Se você sabe que não vai ver Sir Michael Philip Jagger, Sir David Gilmour, Sir James Patrick Page e Sir Elton John juntos num palco, pelo menos é legal pensar que todos podem um dia se reunir para um pacato chá no palácio de Buckingham.

E quanto às damas? Bem, parece que se a monarquia gosta de caras que fazem barulho, a coisa não é de bom tom para as moças. Do universo da música pop, só Shriley Bassey, intérprete consagrada de músicas-tema da franquia 007, foi agraciada com o DBE. DE outras cantoras, só as líricas Joan Sutherland, Gwyneth Jones e Kiri Te Kamawa. Spice Girls? Nem pensar. Mas torcemos por Amy Winehouse numa ocasião próxima.

Agora, não precisa ficar triste. Se você jogou muito RPG na adolescência e ainda sonha em servir ao reino de Arthur, fique sabendo que não é impossível. Quem não é britânico pode receber o título de Cavalheiro ou Dama Honorável. E já teve até um brasileiro que conseguiu essa façanha: Edison Arantes do Nascimento pode não ser rei de verdade, mas alguma coisa ele é!


Pesquisa: The Beatles - a Biografia, de Bob Spitz; Wikipédia; Directgov

06 fevereiro, 2010

Trilha do Filme - Quase Famosos


Quase Famosos (Almost Famous)
2000
EUA
122 min
Direção e Roteiro: Cameron Crowe
Elenco: Patrick Fugit,Philip Seymour Hoffman, Frances McDormand, Kate Hudson, Zooey Deschanel, Billy Crudup, Anna Paquin
Fonte: IMDb


Não seria exagero dizer que a música é a verdadeira protagonista em “Quase Famosos”. Afinal, se não fosse por ela não haveria roteiro nessa pequena jóia semi-autobiográfica do ótimo diretor Cameron Crowe. Nos anos 70, o menino William Miller (Patrick Fugit) se sente deslocado dos colegas. Seu único conforto é a amizade da mãe, Elaine (a excelente Frances McDormand), até que sua irmã mais velha (Zooey Deschanel, a queridinha dos indies em uma de suas primeiras aparições) sai de casa ao som de “America”, de Simon & Garfunkel e lhe deixa de presente uma maravilhosa coleção de discos (entre eles, “Pet Sounds”, “Tommy” e “Blonde on Blonde”).

Contagiado pelo rock'n'roll, William sonha em escrever sobre os seus ídolos, como tantos outros. Mas o garoto é ajudado pela sorte - conhece o jornalista de rock Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman) e consegue (pelo telefone, claro) convencer o editor da Rolling Stone a lhe contratar para escrever um artigo sobre a turnê banda fictícia Stillwater. Se no filme o feito de William parece inacreditável, fica mais ainda na realidade, quando sabemos que o Cameron Crowe adolescente acompanhou de perto as turnês de Lynyrd Skynyrd, The Eagles e The Allmans Brothers Band e dos titãs do Led Zeppelin.

Além de ser uma cândida homenagem às bandas que fizeram parte da vida de Crowe, “Quase Famosos” é uma metáfora sobre o amadurecimento. William, como tantos outros, é um adolescente faminto por novas experiências, mas também um filho responsável que não quer decepcionar a família. Se em parte ele se deixa embebedar pelo estilo de vida de seus ídolos, ele também aprende que está ali meramente para observar - afinal, ele é um jornalista. Ainda, ele percebe que nem sempre os caras que são capazes de compor suas músicas favoritas vão agir da melhor maneira. E entre as pessoas mais especiais que William conhece em sua jornada, está a então estreante Kate Hudson, como a roadie “Penny Lane” (mais uma referência cultural, claro).

Uma das cenas mais icônicas do filme é quando todos no ônibus do Stillwater começam a cantar “Tiny Dancer”, uma das melhores canções de Elton John. Você confere ela aqui, enquanto não vai à locadora mais próxima pegar “Quase Famosos” para ver.


08 janeiro, 2010

Trilha do Filme – Moulin Rouge


Moulin Rouge - amor em vermelho (Moulin Rouge!)
2001
Austrália/EUA
127 min
Direção: Baz Luhmann
Roteiro: Baz Luhmann e Graig Pearce
Elenco: Nicole Kidman, Ewan McGregor, John Leguizamo, Jim Boradbent, Richard Roxburgh.
Fonte: IMDb

“The greatest thing that you'll ever learn is just to love and be loved in return”. Algo como “a coisa mais importante que você vai aprender é amar e ser amado”. Os versos da canção “Nature Boy”, de Eden Ahbez, abre as cortinas do filme Moulin Rouge!, de 2001. Não restam dúvidas, este é um filme sobre o amor. Mas acima de tudo, é uma grande homenagem a todos que se aventuraram a falar sobre o tema através da arte.

Assisti o filme pela primeira vez aos quatorze, três anos depois de seu lançamento. Pessoalmente, achei muito melhor do que se tivesse assistido na época certa, no cinema. Moulin Rouge tem tudo a ver com os arroubos apaixonados dos adolescentes. Na minha escola era o favorito de muita gente, e lembro que cheguei a assistir a um grupinho de góticos representando El Tango de Roxanne com perfeição em plena aula de Educação Física. Não é a toa que todo adulto que o assiste parece se sentir jovem de novo – afinal, apesar de ser completamente surreal, o filme faz com que voltemos a acreditar no amor.


Inspirado no mito de Orfeu e na ópera de Verdi La Traviata, o filme conta a história de Christian (Ewan McGregor em sua melhor perfomance desde “Transpotting”), um jovem escritor que se muda para uma colorida Paris em plena efervescência cultural na virada para o século XX. Lá ele conhece um grupo de boêmios, liderado pelo pintor Toulouse-Lautrec (John Leguizamo), que pretende vender uma peça ao dono do Moulin Rouge, Harold Zidler (Jim Broadbent). É quando Christian e seus amigos vão visitá-lo que o jovem conhece a estrela do cabaré, Satine (Nicole Kidman), e se apaixona, como era de se esperar.

Como se pode ver, a ideia principal é simples. Mas o que torna Moulin Rouge especial é como a velha história do amor proibido é recontada pelo diretor australiano Baz Luhrmann, que também fez Romeu+Julieta. Não seria exagero dizer que o filme renovou o gênero musical, que andava sumido das grandes produções. Clássicos da cultura pop foram inseridos e reinventadas conforme a criatividade da produção permitia. Os cavalheiros que frequentam o Moulin Rouge cantam Nirvana, dois homens (o Duque e Zidler) fazem um dueto de “Like a Virgin”, e Ewan McGregor mostra um outro talento seu até então desconhecido, a sua ótima voz. O ponto alto da parte musical é quando Christian conquista Satine cantando “Your Song”, a canção que rendeu a Elton John o estrelato.


Se em seus primeiros momentos o filme é movimentado e tende para a comédia, a tensão aumenta constantemente conforme vão surgindo os obstáculos ao romance de Christian e Satine. Além do Duque (Richard Roxburgh), que deseja Satine e por isso pressiona Zidler, ainda há o mal do século que acomete a protagonista. Um dos melhores momentos dessa parte do filme é justamente a performance de Roxanne, do Police, em uma sombria versão, muitíssimo superior à original. E tem ainda a música tema do casal, “Come What May”, que acabou ficando de fora do Oscar por ter sido escrita primeiramente para Romeu+Julieta, mesmo que acabasse não sendo usada. Moulin Rouge, aliás, foi completamente desprezado pela Academia. Apesar das oito indicações, incluindo Melhor Filme, levou apenas dois Oscars menores, Direção de Arte e Figurino. Hollywood já foi mais romântica.

Veja também: