A propaganda e a música andam de mãos dadas: quando um jingle pega, a música perde a identidade e fica sendo daquele produto, daquele comercial. Foi o que aconteceu com A Little Less Conversation Remix, uma versão produzida em estúdio para um clássico de Elvis Presley. Ao contrário da lógica, a versão não parou de tocar no rádio depois da veiculação no comercial da marca.
A propaganda de 2002, às vésperas da Copa do Mundo no Japão e Coreia do Sul, mostra os craques patrocinados pela marca duelando numa espécie de ringue futebolístico. Com dribles e jogadas divertidas a campanha fez grande sucesso anos atrás, e deu origem a outras ações.
Originalmente, A Little Less Conversation, que numa tradução livre significa "Um Pouco Menos de Conversa", foi gravada por Elvis Presley em 1968, como lado b do single "Almost in Love". Em 2002 a música foi relançada remixada pelo DJ holandês Tom Holkenborg, conhecido como Junkie XL, ou JXL, transformando-a em um enorme sucesso, graças ao comercial da Nike.
Edson Arantes do Nascimento completa hoje 70 anos. Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, marcou 1284 gols, ganhou dez títulos paulistas e cinco Taças Brasil com o Santos, e foi tricampeão mundial com a Seleção Brasileira. Em 2010 a marca 'Pelé' vale cerca de R$ 600 milhões e cachês acima de R$ 2 milhões.
Parabéns ao Rei do Futebol!
No entanto, para merecer o post neste blog, Pelé teve que fazer mais. É por causa de seu hobby que o Rei está no blog. Pelé gosta de cantar e compor músicas. Já gravou, e desafinou, com Elis Regina, Jair Rodrigues e Gilberto Gil. Porém, a canção mais famosa dele é: "ABC, ABC toda criança tem que ler e escrever."
Veja Pelé com Elis Regina, mas não reparem nas desafinadas. Afinal ele é o rei do futebol...
Quanto a preocupação de Pelé com as crianças brasileiras, o médico e amigo do Rei, Nilson Santos, afirma que não é bravata: "para mim, é rei pelas atitudes como homem. Tem diversos projetos filantrópicos e não fica contando. Sua precupação com as crianças não é discurso do milésimo gol", disse Nilson em entrevista ao jornal O Globo.
Parabéns Edson Arantes do Nascimento e Pelé pelos 70 anos!, número marcante na carreira do jogador.
O que é capaz de unir pessoas de todos os países, raças e credos? Futebol? Música? Ou seriam os dois? Hoje é dia de estreia do Brasil na Copa do Mundo, e como não poderia deixar de ser, o país inteiro para com um objetivo em comum: ver a bola, nesse caso a nossa famigerada, porém amada, Jabulani, rolar. E a cada partida que começa na África do Sul, somente uma música tem tocado: Wavin’ Flag, do cantorK’Naan, canadense de origem somali.
K'naan: multiétnico, o artista teve sua canção selecionada como tema da primeira Copa na África.
Wavin'Flag é uma música animada, que fala de superação e vitória, e foi escolhida pela Coca-Cola como tema promocional para a Copa do Mundo de 2010. Embora a versão original tenha surgido em 2009 no álbum Troubadour, a empresa resolveu relançar a música com uma nova versão, chamada Wavin’ Flag (Celebration Mix). A partir daí, foram produzidos vários remixes com artistas de outros países integrando a faixa. Num exemplo curioso de capitalismo globalizado, tem K’Naan cantando com gente da França, Grécia, Indonésia, Japão, China, Nigéria, Vietnã, Espanha, Tailandia, Haiti e Oriente Médio.
No caso do Brasil, os escolhidos foram os meninos do Skank, a banda mais apaixonada por futebol do país. A participação dos mineiros pode ser conferida no belo comercial que a Coca-Cola veiculou por aqui. A escolha foi certeira. A letra em português trouxe o adorável vocabulário futebolístico que só o brasileiro poderia inventar: Gol de placa/de trivela/no cantinho/pra desempatar/É de letra/de cabeça/bicicleta/pra comemorar. Imaginem o gringo curioso jogando isso no Google Translator. Inevitavelmente, a música lembra outro grande sucesso do Skank: É uma partida de futebol.
Ainda há outras duas versões em inglês. Uma conta com a participação do rapper will.i.am, do Black Eyed Peas, e o produtor francês David Guetta, e foi lançada como B-side do single de Wavin’Flag (Celebration Mix). A participação do americano e do francês não trouxe muito de novo ao hit, e nem mesmo o clipe foi bem aproveitado. A única coisa que vale a pena é rir do desengonçado David Guetta tentando acompanhar a coreografia com os dois rappers.
Já a outra versão é fruto de um projeto canadense, Young Artists for Haiti. A canção foi regravada por vários cantores do país com o objetivo de arrecadar fundos para o terremoto que devastou o país mais pobre das Américas. Mas apesar das boas intenções, os nossos amigos canadenses apenas conseguiram transformar uma música empolgante em um bando de pieguice. Se We are the World já era irritante para você, imagine com Justin Bieber no lugar de Michael Jackson. É tão ruim que não serviria nem como música tema do campeonato mundial de curling. Com um elenco de pentelhos que incluiu ainda Nelly Furtado,Avril Lavigne e mais um bando de gente desconhecida que só vende disco em Vancouver, o Canadá provou que, como cantores, são ótimos jogadores de hóquei.
Com todos os mais variados videoclipes ao redor do mundo, o melhor que pude encontrar de Wavin’ Flag não faz nenhuma referência direta a qualquer empresa ou campanha. Poderia até ter sido feito por apenas um fã de futebol. Com belos momentos dos mundiais anteriores, foi o que melhor soube resumir o espírito da música. Vale a pena conferir, e esperar para que a gente assista espetáculos tão emocionantes quanto nesta edição do melhor evento esportivo do mundo.
Eu sei, este blog é de música e não de futebol. Mas é época de Copa do Mundo, e o torneio de 1970, no México, nunca sairá da lembrança dos brasileiros por dois motivos: futebol e música, ou vice-versa.
Os versos podem não ser perfeitos como a linha de passe entre Jairzinho, Rivelino, Tostão e Pelé que levantou a taça do tri em 70 e trouxe de vez a Jules Rimet para o Brasil. Mas nenhum brasileiro é capaz de esquecer a canção que começa mais ou menos assim... “90 milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”.
A 17 dias da Copa do Mundo da África do Sul, 40 anos depois do Mundial do México e do país ter dobrado sua população, o povo ainda cantarola pelas ruas a música de Miguel Gustavo. Naquela época de ditadura militar, em que os artistas tentavam enfrentar os repressores, a letra de Miguel nada tinha de revolucionária. Mesmo assim entrou para a história.
Noventa milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração/Todos juntos vamos/Pra frente Brasil/Salve a Seleção/De repente é aquela corrente pra frente/Parece que todo o Brasil deu a mão/Todos ligados na mesma emoção/Tudo é um só coração!
Todos juntos vamos
Pra frente Brasil, Brasil
Salve a Seleção
Em 70, música e futebol andavam juntos, e faziam bonito. Os jogadores canarinhos comandados por Zagallo são, até hoje, considerados o melhor time brasileiro que o futebol já pôde ver. Nesse mundial se encontraram o melhor jogador do mundo de todos os tempos e o tema mais inesquecível, para completar a Copa do Mundo mais encantadora da história do futebol.
Nesse domingo os botafoguenses estão em festa. E com razão. Depois de chegar a final e ser derrotado pelo Flamengo por três vezes seguidas nos últimos anos, no quarto confronto finalmente conseguiu o título do Campeonato Carioca. É o 19° Estadual conquistado pelo Botafogo. Mas esse não é um blog esportivo, então vamos voltar à vaca fria...
Enquanto o presidente do Brasil, Rodrigues Alves, corria atrás do povo para vaciná-los contra a febre amarela e a peste bubônica, em 1904 nascia o compositor que o futebol carioca não iria esquecer jamais. Lamartine Azeredo Babo, ou simplesmente Lamartine Babo, compôs todos os hinos dos grandes times do Rio de Janeiro.
Considerado um dos homens mais bem humorados daquele tempo, Lamartine também compôs marchinhas de carnaval históricas, como o “O teu cabelo não nega”. Com o sucesso de suas canções, o advogado acabou conhecido como o Rei do Carnaval.
Mas foi em 1949 que Lamartine Babo virou o motivo para este post. Lamartine compôs os hinos dos 11 participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria. Acabou que o concurso lançou discos de cada um dos clubes.
Em apenas um dia Lamartine Babo compôs os mais famosos hinos dos seis maiores e mais tradicionais times de futebol do Rio de Janeiro daquele começo de século XX. Torcedor do América, compôs a melhor música para seu time do coração. Mas não esqueceu-se dos outros: Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu – que à época era um time grande – ganharam músicas belíssimas. É bom que se lembre que os hinos compostos por Lamartine Babo não são os oficiais, que, aliás, são bem diferentes.
Apesar de compostos pela mesma pessoa, esses hinos são de letras e melodias bem diferentes. Cada um com sua particularidade. Para mim, o mais belo hino dos clubes cariocas é do Fluminense. E sou flamenguista.
22 anos. Ouço MPB, gosto de música pop, adoro musicais e sou viciada em McFly. Se as roupas dizem um pouco do estilo musical, digo que as minhas já foram só pretas. Do grunge ao pop, o guarda-roupa mudou e os CDs também.
22 anos. Assumida elitista musical. Fã de Smiths, Beatles, Dylan e Velvet Underground. Nas horas vagas, faz listas e pesquisa sobre músicos que ainda não conhece - mas precisa conhecer. Identifica-se com os personagens do livro "Alta Fidelidade".
22 anos. Fã dos Beatles, Sinatra, Cazuza, bossa nova e indie rock. Adora musicais. Já tentou aprender violão, hoje prefere só ouvir. Se interessa por cinema, literatura, design gráfico e ferramentas de internet.
23 anos. Adora música popular brasileira. Começou a ouvir por causa do pai, que não a deixava trocar de rádio enquanto viajavam de carro. Hoje, busca principalmente artistas da nova geração da MPB, como Pedro Mariano, Maria Gadú, Roberta Sá e Diogo Nogueira. Também não dispensa surf music e pop rock internacional.
Nesses meus 23 anos de vida já tentei ser jogador de futebol, de tênis e de vôlei. Quis ser geógrafo, mas fui parar no teatro. Me aventurei pela música, mas descobri o jornalismo. Apaixonado por Lenine, por Cuba – música, história e Cuba Libre – e pelos bons ritmos brasileiros.