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07 dezembro, 2010

Trilha Antiga – Ao Vivo MTV Jota Quest

Por Raiane Nogueira

2003
Sony / BMG


1. Introdução / 2. Na moral / 3. As dores do mundo / 4. Encontrar alguém / 5. Do seu lado / 6. Sempre assim / 7. Dias melhores / 8. Vou pra aí / 9. Mais uma vez / 10. Tanto faz / 11. O que eu também não entendo / 12. O vento / 13. Amor maior / 14. Só hoje / 15. Fácil / 16. Tudo é você/Hangin in the hood / 17. Por mim e por você / 18. De volta ao planeta dos macacos



Quando você pensa em Jota Quest, de que música se lembra? Posso até estar enganada, mas acho que sua memória vai levá-lo a uma das faixas do álbum Ao Vivo MTV. Gravado em 2003, na Praça do Papa, em Belo Horizonte (MG), o projeto contou com um público de mais de 80 mil pessoas e marcou a carreira do grupo mineiro.

O CD/DVD reúne os maiores sucessos da banda, fica até difícil falar de canções principais. Em um disco de 18 faixas, diria que apenas quatro músicas não “pegaram” tanto. São elas: Vou pra aí, Tanto faz (gravada com Arnaldo Antunes), Tudo é você e Por mim e por você (com participação de Thaíde).

Na época, fui a um dos shows da turnê e achei o máximo, tanto em relação à produção do espetáculo (som, iluminação, etc.), quanto à qualidade da banda. Além disso, era uma energia contagiante. As pessoas cantavam junto todas as músicas e respondiam extremamente empolgadas quando o Rogério Flausino gritava “everybody say yeah”, em Sempre assim.

Hoje, sete anos depois, o Jota Quest já lançou mais quatro CDs (inclusive um em espanhol, na Argentina), todos com músicas estourando nas rádios, como a versão de Além do horizonte, O sol e, mais recentemente, La plata e Vem andar comigo. Mas – talvez seja um pouco de saudosismo meu – acho que nada se compara às canções mais antigas. Há duas semanas, voltei a assistir a um show da banda e, não adianta, pra mim a melhor parte continua sendo a destinada ao repertório do Ao Vivo MTV.

Já que é assim, vamos relembrar um dos sucessos do álbum de 2003? O que eu também não entendo, uma das minhas músicas preferidas da banda:


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Trilha Antiga - Ao Vivo MTV Skank - Ouro Preto

07 novembro, 2010

Clipes Inesquecíveis – Take On Me (a-ha)


Qual fã de quadrinhos nunca pensou em conhecer seu personagem favorito na vida real? Pois é o que acontece no clipe de 1985 do a-ha, "Take on me". Em quase quatro minutos, o filme conta a história de uma moça que entra dentro de uma revista em quadrinhos e lá dentro conhece o mocinho, interpretado pelo vocalista Morten Harket. Os dois enfrentam vilões e, no fim, conseguem escapar ilesos. A história bonitinha, acompanhada por um dos maiores hits da banda norueguesa, fez com que o clipe ganhasse seis prêmios no MTV Video Music Awards de 1986, incluindo melhor conceito de vídeo, vídeo mais experimental e escolha do público.


"Take on me" foi dirigido por Steve Barron, o mesmo homem responsável pelo clipe de "Billie Jean", de Michael Jackson. Para unir desenho e live-action, o diretor optou por uma ténica conhecida como rotoscopia. Nela, um dispositivo chamado rotoscópio permite que quadros de filmagens sejam redesenhados para serem utilizados em uma animação. Quase 3 mil quadros passaram pelo processo, que durou 16 semanas. Portanto, não é a toa que os personagens desenhados de Harket e da atriz Bunty Bailey sejam tão parecidos com as suas versões de carne e osso. O romance entre os dois, inclusive, não ficou apenas nos quadrinhos: a atriz e o vocalista engataram um namoro após se conhecerem no set de filmagens. Ela chegou a participar também do clipe de "The sun aways shine on TV", antes de trocar Harket por outro ícone dos anos oitenta: o cantor Billy Idol.

É claro que o clipe romântico e bem feito ajudou "Take on me" a explodir nas paradas no mundo inteiro, mas a música tem seu valor por si só. Até hoje tocada com frequência nas rádios, a música é um dos grandes clássicos dos anos 80 e conta com instrumentos que marcaram a música pop daquela década: sintetizadores e teclados. Não importa qual o motivo, o clipe merece ser assistido até hoje.

15 setembro, 2010

Lado B – Veggies vs. Gaga

Por Luiza Barros

Nesses últimos tempos, falar “Lady Gaga chocou” parece até pleonasmo. Mas a cantora mais bizarra desses tempos conseguiu provocar de verdade no último Video Music Awards (VMA), da MTV. Vencedora de oito prêmios na ocasião, Gaga causou com seu vestido exagerado até para os padrões “gagaísticos”: a peça era toda feita de carne crua, com direito a bolsinha do mesmo material para acompanhar.

Demorou apenas o primeiro flash das câmeras para surgirem os protestos. Uma das organizações defensoras dos direitos dos animais mais conhecidas no mundo, a PETA se disse ofendida em seu blog e condenou a postura da artista.

Alguns colegas da autora de “Poker Face” devem ter ficado igualmente insatisfeitos. O mundo da música é repleto de vegetarianos, dos mais extremistas aos recém-convertidos. O ex-vocalista dos Smiths Morrissey, do qual Gaga é fã assumida, é um dos vegetarianos mais radicais, daqueles que não hesitam em condenar quem consome carne. Para se ter ideia, um dos discos dos Smiths se chama Meat is muder (“Carne é assassinato”). Bem sutil o cara, não? Tão “over the top” quanto Lady Gaga, em 2009 Moz chegou a interromper seu show no festival Coachella por causa do cheiro de carne assada que sentiu na platéia.

Mais moderado, Sir Paul McCartney também milita há anos pela causa. Participante ativo da PETA, Macca abandonou uma vida de hambúrgueres e rosbifes em 1975, devido à influência da esposa. Ambientalista, Linda McCartney chegou a escrever livros de receitas “meat-free”. O ativismo do casal fez com que os dois participassem, em 1995, do episódio dos Simpsons Lisa, a vegetariana.

Rival de Gaga na luta pelo público adolescente, Avril Lavigne é outra que você jamais vai ver na fila do Porcão. A cantora canadense atuou no filme Fast-food nation, de 2006. Em tom de denúncia, o longa de Richard Linklater condena a indústria americana de fast-food. O filme é inspirado no livro homônimo de Eric Schlosser, leitura de cabeceira de Avril.

Talvez com medo de perder a popularidade entre o público e os colegas, Gaga já se defendeu das críticas. Segundo a cantora, o look tinha como objetivo destacar a luta pelos direitos humanos. A declaração foi dada no programa da apresentadora Ellen DeGeneres, outra vegetariana. A estrela pop ainda crê que o vestido é uma maneira de afirmar que “ela não é apenas um pedaço de carne.”

E você, o que acha do modelito de Gaga?

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