31 agosto, 2010

Lado B - Casais Musicais


Não só de shows, CDs e clipes vive o mundo da música. A intimidade dos cantores ganha até mais capas de revista que o lançamento de álbuns, principalmente quando a fofoca envolve relacionamentos amorosos. São muitos casos de amor, traição, brigas e beijos, que chegam a virar fonte de inspiração para as canções.

Muitos casais apaixonados aproveitam tanto amor para engordar a conta bancária. Beyoncé e Jay-Z, por exemplo, já trabalharam juntos em algumas músicas, aumentando a renda para os futuros herdeiros. Já o casal divorciado Meg White e Jack White, que forma a banda The White Stripes, aproveitou a relação para montar uma banda. Os dois mantiveram o divórcio em segredo por muito tempo, fugindo das investidas dos paparazzi. Existia até a suspeita de que os dois eram irmãos.

Mas nem sempre os namoros trazem sucesso para o artista. No caso de John Lennon e Yoko Ono, o relacionamento acabou interferindo na carreira. Muitos fãs acusam Yoko de ser responsável pelo fim dos Beatles.

Os artistas ainda aproveitam as dores da separação para escrever. Taylor Swift e Joe Jonas, do grupo Jonas Brothers, compuseram músicas sobre o fim do breve relacionamento (Much Better, de autoria dele, e Forever and Always, dela). Dizem as más línguas, que o cantor terminou o namoro em uma ligação de 27 segundos.

Mas a canções também servem para reconciliar. Existe melhor pedido de desculpa que um clipe romântico transmitido pelo mundo inteiro? Bono Vox, do U2, esqueceu o aniversário da esposa, e dividiu o erro com milhares de fãs para se desculpar. O clipe é The sweetst thing, que você pode assistir abaixo.


Lembra de mais alguns casais musicais? Conte para gente!
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29 agosto, 2010

Trilha do Filme: The Wonders - O Sonho Não Acabou

Por Mariana Coutinho


That Thing You Do! (1996)
Direção e Roteiro: Tom Hanks

(1.Lovin' You Lots and Lots/2. That Thing You Do!/ 3. Little Wild One/4. Dance With Me Tonight/ 5. All My Only Dreams/6. I Need You (That Thing You Do!)/7. She Knows It/ 8. Mr. Downtown/ 9. Hold My Hand, Hold My Heart/ 10. Voyage Around the Moon/ 11. My World Is Over/ 12. Drive Faster/ 13. Shrimp Shack/ 14. Time to Blow/ 15. That Thing You Do! (Live at the Hollywood Television Showcase)

O filme "The Wonders - O Sonho Não Acabou" de 1996, conta a história de uma banda-de-apenas-um-sucesso que estoura nas paradas norte-americanas com a canção That Thing You Do! na década de 1960. A história e o som do The Wonders parece familiar, não? Mas a banda, ao contrário do que muitos pensam, é fictícia, uma criação de Tom Hanks.

As referências à primeira fase dos Beatles ficam bem evidentes na banda inventada. Primeiro com a troca do baterista antes do sucesso: os Beatles trocam Pete Best por Ringo Starr, os Wonders substituiriam Chad por Guy. Outra referência aparece no filme quando a banda se apresenta na televisão e a legenda "Careful Girls. He's Engaged" (Cuidado Garotas. Ele é Noivo) aparece no close do líder da banda, Jimmy. Quando John Lennon aparecia no programa de Ed Sullivan as palavras eram "Sorry Girls. He's married" (Desculpe Garotas. Ele é casado). Além disso, a aparência de bons moços de terno não poderia lembrar mais os garotos de Liverpool. A própria canção That Thing You Do! lembra as primeiras canções dos Beatles, principalmente Please Please Me. Mas, ao contrário dos Fab Four, os Wonders não passaram de uma música de sucesso.

O grande hit dos rapazes do filme foi escrito, na verdade, por Adam Schlesinger, especialmente para o longa, e chegou a concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original. Outras canções do filme foram compostas pelo próprio Tom Hanks como 'Lovin' You Lots and Lots' atribuída a outra banda fictícia, Norm Wooster Singers. A trilha sonora original do filme traz outras boas baladas bem anos 60, como "All My Only Dreams" e "Dance With Me Tonight"

Os Wonders nunca existiram, mas seu "principal sucesso", That Thing You Do!, é realmente bom e vale a pena ser ouvido muitas vezes:



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28 agosto, 2010

Clipes Inesquecíveis - Smooth Criminal (Michael Jackson)


Num sábado à noite você pode fazer várias coisas, inclusive navegar pela internet. Eu escolhi viajar pelos blogs, tentando achar alguma coisa interessante. Programa de nerd, mas dei sorte hoje. Na lista de parceiros do ‘A Trilha’, há o bom clipestesia. E a editora-chefe, Ariane Holzbach, deu uma ótima dica ao responder uma pergunta em seu perfil: qual é seu clipe favorito? Ariane respondeu Smooth Criminal, do Rei do Pop e inesquecível Michael Jackson. E ela tem certa razão.

Smooth Criminal foi o sétimo single de Michael e foi desenvolvida para o musical Moonwalker. Lançada em 1987, a canção fazia parte do álbum Bad. Porém, o clipe só foi ao ar no ano seguinte, em um filme de 9 minutos e 21 segundos. Smooth Criminal é a conjugação perfeita entre enredo, música e coreografia. A tradução do estilo preconizado pelo Rei do Pop, com Thriller. Nas palavras de Ariane: “um videoclipe que transforma até briga e apostas em passos empolgantes de dança não deve NUNCA ser esquecido!”

Nó sétimo minuto do clipe, Michael Jackson mostra, mais uma vez, sua criatividade. Nesse momento, o corpo do cantor e dos bailarinos fica a 45° do chão, sem tirar os pés da terra. É um truque simples, com cordas, imãs e um sapato especial: o Sapato Lean, como batizou o próprio Michael.

Os adereços necessários para que o sapato produza o efeito "The Lean" foi patenteado nos Estados Unidos em 1993. “O efeito consiste em estacas que se elevam do chão no momento em que Michael enrosca seu sapato e com o auxílio de uma tornozeleira, empurra seu corpo para frente e apoia seu peso nos calcanhares”, como descreve o Wikipédia.

Smooth Criminal liderou as paradas de sucesso nos Estados Unidos, Brasil e mais cinco países em 1988. E foi considerado pela Billboard, revista especializado no mundo do show biz, um dos 100 melhores clipes de todos os tempos.



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Trilha Antiga – Heaven or Las Vegas (Cocteau Twins)

Por Luiza Barros

1990
36'36
Selo: 4AD
Produção: Cocteau Twins
Projeto Gráfico: Paul West

(1. Cherry-Coulored Funk - 2. Pitch The Baby - 3. Iceblink Luck - 4. Fifty-Fifty Clown - 5. Heaven or Las Vegas - 6. I Wear Your Ring - 7. Fotzepolitic - 8. Wolf In The Breast - 9. Road, River and Rail - 10. Frou-Frou Foxes In Midsummer Fires)



Mais de dez anos separam o surgimento do Cocteau Twins até o lançamento de seu melhor e mais bem-sucedido disco, objeto desta resenha. Foi o tempo necessário para o trio britânico encontrar seu caminho, em uma passagem do pós-punk do Joy Division e o gótico de Siouxsie and The Banshees para o gênero do rock alternativo no qual eles seriam uma referência, o dream pop.

Heaven or Las Vegas prova que um freio no experimentalismo pode ser uma boa medida às vezes. As composições mais melodiosas foram um presente para o talento da vocalista Elizabeth Fraser. A voz hipnótica da escocesa, unida à guitarra de Robin Guthrie e ao baixo de Simon Raymonde, constrói paisagens oníricas através do som. Parte dessa impressão de que a música do Cocteau Twins vem de outro mundo deve-se também não só à voz de Fraser propriamente dita, mas ao estilo de canto que ela desenvolveu. As modulações ficam mais interessantes diante da forma que a cantora pronuncia cada palavra, em muitas ocasiões beirando o incompreensível.

A faixa-título do álbum é um dos melhores exemplos. Nesta faixa, assim como em outras do álbum, o conteúdo das letras é menos misterioso do que nos trabalhos anteriores de Fraser. Uma das causas dessa mudança foi o nascimento da filha da vocalista com o guitarrista Robin Guthrie. Apesar de nunca terem se casado, os dois mantinham um relacionamento um tanto quanto afetado pelo uso de drogas e álcool do músico.

Foram essas questões pessoais que levaram ao desmantelamento do grupo em 1998. Mas isso é irrelevante em relação à beleza deste trabalho. Com faixas irresistíveis como “Cherry-Coloured Funk” e “Iceblink Luck”, entre outras, Heaven or Las Vegas merece ser mais escutado (e lembrado) do que atualmente é.


27 agosto, 2010

Maria Gadú em: Dona Cila

Por Raiane Nogueira

Um grande talento e um interessante contraste. Essa é Maria Gadú, novo nome da MPB, que vem conquistando o país desde o ano passado. Despojada, com um estilo que a princípio pode remeter a uma música mais agressiva, a cantora surpreende por sua delicadeza, expressa na voz, letras e melodias.

Depois do lançamento do CD Maria Gadú (2009), um álbum essencialmente autoral, a paulistana gravou recentemente seu primeiro clipe, da música Dona Cila. O vídeo foi exibido no último domingo (22/08) pelo programa Fantástico, quando Zeca Camargo conversou com a cantora sobre a produção:

Maria Gadú compõe música para homenagear a avó

A música escolhida foi composta em homenagem a sua avó, que morreu há três anos, para quem o disco é dedicado. Dona Cila era cantora lírica e perdeu a voz após o uso de um produto químico. Segundo Maria Gadú, o clipe retrata dois grandes sonhos da avó: se apresentar em um teatro municipal e desfilar como baiana na Marquês de Sapucaí.

Para a “realização” desses sonhos, serviram de cenário o tradicional Teatro Municipal de Niterói e o sambódromo do Rio. O vídeo ainda conta com a participação da atriz Neuza Borges, representando Dona Cila. O resultado é emocionante:



“De todo o amor que eu tenho / Metade foi tu que me deu / Salvando minh`alma da vida / Sorrindo e fazendo o meu eu / Se queres partir ir embora / Me olha da onde estiver / Que eu vou te mostrar que eu to pronta / Me colha madura do pé”

É uma bonita homenagem. De forma singela, Maria Gadú comove com a letra e o clipe de Dona Cila, sem muito apelo. Faz a gente lembrar da infância e de como é bom mimar e ser mimado pelos nossos avós. Que saudade...

25 agosto, 2010

Trilha Nova - Teenage Dream (Katy Perry)

(1. Teenage Dream 2. Last Friday Night (t.g.i.f.) 3. California Gurls – Feat. Snoop Dogg 4. Firework 5. Peacock 6. Circle the Drain 7. The One That Got Away 8. E.t. 9. Who Am I Living For? 10. Pearl 11. Hummingbird Heartbeat 12. Not Like the Movies)

Depois do grande hit “I Kissed a Girl”, Katy Perry tenta voltar ao topo das paradas com o CD Teenage Dream, lançado ontem (24 de agosto). Com dois singles de sucesso, o segundo álbum promete mostrar que a cantora veio para ficar.

California Gurls, em parceria com Snoop Doog, foi a primeira música de trabalho. A canção foi a mais tocada no verão dos Estados Unidos, e, muito provavelmente, será a mais tocada por aqui também. Com um ritmo pop dançante, Katy conseguiu emplacar o hit em todas as rádios e programas de TV, além de alcançar as paradas de sucesso. O clipe, com muitos doces, chicletes e balas, já foi citado por aqui antes (veja aqui).

Além dessa, Teenage Dream, que dá nome ao álbum, também já ganhou um clipe. Com muita agarração e momentos de pouca roupa, o vídeo traz Katy Perry e o modelo Josh Kloss como um casal de apaixonados. Com um pop mais meloso, a música tem um refrão marcante e um tanto quanto chiclete. Assista abaixo.


Katy Perry se assume como cantora pop, e seu álbum não foge do estilo em nenhum momento, mas a mistura com ritmos eletrônicos, dançantes e até hip-hop mostra um trabalho diferente. A cantora traz algumas letras mais polêmicas, como Peacock, e não deixa de se divertir em California Gurls. Destaque também para Last Friday Night e Firework, segunda e quarta no álbum, que são ótimas baladas pops. E vale a pena ouvir The one that got away e Circle the Drain, que pode ser o próximo single do álbum.

É um CD muito dançante, que vai entrar na setlist de muitos DJs por aí.

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23 agosto, 2010

5 Cinebiografias da Música (Parte I)

Por Mariana Coutinho

Hollywood tem investido cada vez mais nas cinebiografias, principalmente de cantores ou bandas. Prova disso é o recente “The Runaways”, que conta a história da banda feminina homônima dos anos 70. Cinebiografias de músicos não faltam. Hoje vamos enumerar cinco delas:

Ray (2004)


O filme, que conta a história do lendário cantor de rhythm and blues e soul Ray Charles, foi um sucesso de crítica. Os maiores elogios foram à atuação de Jamie Foxx no papel principal. Elogios esses que lhe renderam o Oscar de Melhor Ator. O longa perpassa a vida de Ray Charles, desde a cegueira adquirida aos 7 anos de idade, até seu sucesso como cantor e seu vício em heroína.






Cazuza - O Tempo não Pára (2004)


Mas não é só Hollywood que produz cinebiografias de grandes nomes da música. O filme nacional “Cazuza – O Tempo não Pára” conta a história de um dos maiores cantores, compositores e (por quê não?) poetas brasileiros: Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. O filme trata da família, da carreira, sexualidade e da Aids na vida do artista. Uma bela atuação de Daniel de Oliveira, vale a pena conferir.





Johnny & June (2005)


“Walk the line”, no título original, conta a história do cantor Johnny Cash (Joaquin Phoenix) e de seu relacionamento com a cantora country June Carter, interpretada pela namoradinha da América, Reese Witherspoon. O filme fala da vida de Cash, desde sua juventude em uma fazenda de algodão, até o sucesso em Memphis, o segundo casamento com June Carter e um de seus trabalhos mais emblemáticos, o disco ao vivo gravado na prisão Folsom. Pelo filme, Reese Witherspoon ganhou o Oscar de Melhor Atriz.



Piaf - Um Hino ao Amor (2007)


“La Môme” no título original fala da vida da cantora francesa Édith Piaf. Marion Cotillard ganhou muitos admiradores por sua atuação nesse filme, incluindo a Academia de Artes e Ciências Cinematográfica que lhe concedeu o prêmio de Melhor Atriz. O longa conta a saga de Piaf – e acredite, “saga” é a palavra certa. Ela foi criada pela avó em um bordel e ficou cega dos 3 aos 7 anos. Na adolescência cantava nas ruas em troca de esmolas. Engravidou cedo e perdeu a filha de dois anos para a meningite. Mais madura, apaixonou-se perdidamente pelo pugilista Marcel Cerdan que acaba morrendo logo em seguida em um acidente de avião. (Confira a história completa de Édith Piaf).

Nowhere Boy (2009)


“Nowhere Boy” fala sobre a adolescência de John Lennon. Apesar de esperar mais do filme, ainda acho que vale a pena assistir; nem que seja pelo cenário da Liverpool dos anos 50 e 60 e por algumas boas músicas que estão na trilha, como “I Put a Spell on You” de Screamin' Jay Hawkins, além de artistas como Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry e Buddy Holly. O foco central do filme está na relação de John com sua mãe Julia, e a tia Mimi. “Nowhere Boy” mostra também a amizade de John com Paul McCartney, sua época de escola e a primeira formação da primeira banda, os “Quarry Men”


Lembra de mais cinebiografias? Conte pra gente!

22 agosto, 2010

O que quer dizer a cantiga 'escravos de jó'?

Por Robson Sales

Hoje, 22 de agosto, é o dia do folclore, data criada através de um decreto federal em 1965. Espalhado pelas cinco regiões, o riquíssimo folclore brasileiro cultiva lendas e músicas que são passadas de geração a geração. Algumas inexplicáveis, como a brincadeira ‘escravos de Jó’. Quem era Jó? Que escravos eram esses? Aliás, Jó tinha escravos? Que jogo é caxangá?


Veja a letra da canção:

Escravos de Jó, jogavam caxangá

Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar...
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá...”

Jó era um servo bom e fiel a Deus. Porém, um belo dia o Diabo lançou um desafio, dizendo que se Deus tirasse tudo que Jó tinha ele não continuaria sendo fiel. Deus aceitou o desafio e deixou que o Diabo tirasse tudo de Jó, menos a vida. Contudo, o servo continuou sendo fiel a Deus. E ele nunca teve escravos!

E mesmo se tivesse, os escravos não poderiam jogar caxangá. Esse jogo não existe. Caxangá pode ter vários significados, mas nada a ver com jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caá-çangá, que significa ‘mata extensa’. Para o Dicionário do Folclore Brasileiro, é um adereço muito usado pela mulheres do estado de Alagoas

O etimologista Cláudio Moreno, em declaração a revista Mundo Estranho, disse não acreditar na existência do jogo Caxangá: "Se esse jogo existisse, seria quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam nossas tradições populares."

O que pode ter ocorrido é uma espécie de telefone sem fio. Se originalmente o verso fosse 'juntavam caxangá' ao invés de 'jogavam', poderíamos pensar em escravos pegando siris em vez de em um jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como 'a tonga da mironga do kabuletê', da canção de Toquinho e Vinícius - as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o significado que elas têm na música.


A verdade é que a cantiga vem sofrendo modificações em seus versos de estado para estado. Aliás, o que você acha, o correto seria deixarmos o Zambelê ou o Zé Pereira ficar?

21 agosto, 2010

Trilha do Filme – Six Feet Under OST Volume 2 - “Everthing Ends”

Por Luiza Barros

Six Feet Under, Vol. 2 - Everthing Ends
2005
Astralwerks

(1. Feeling Good - Nina Simone; 2. Amazing Life - Jem; 3. Everthing Is Everthing - Phoenix; 4. A Rush Of Blood To The Head - Coldplay; 5. Breath Me - Sia; 6. Lucky - Radiohead; 7. Time Is On My Side - Irma Thomas; 8. Aganjú - Bebel Gilberto (The Latin Project Remix); 9. Direction - Interpol; 10. (Don't Fear) The Reaper - Caesars; 11. Transatlanticism - Death Cab For Cutie; 12. Cold Wind - Arcade Fire; 13. I'm a Lonely Little Petunia (In an Onion Patch) - Imogen Heap)

“Ok, mas…” - você vai dizer – “Six Feet Under é uma série, e não um filme." Sim, mas como “trilha do audiovisual” seria um nome muito ruim para uma seção, e além do mais, este disco também é uma trilha sonora, faz sentido ele ficar nesta categoria do nosso blog. E, como quem acompanhou a série da HBO de 2001 a 2005 está cansado de saber, os episódios de Six Feet Under colocam muito filme no chinelo, para usar uma expressão vulgar.

Para quem não sabe disso ainda, eu sugiro que corra atrás dos DVDs das cinco temporadas deixadas para a posteridade. E depois de acompanhar todos os dilemas desta complicada família de agentes funerários de Los Angeles, vale a pena também procurar a ótima trilha sonora, em especial deste segundo volume, lançado junto com a última temporada.

O disco em questão não é apenas um emaranhado de faixas aleatórias, e sim uma seleção cuidadosa dos sons que embalam tantos episódios. A coletânea já vem com um ótimo cartão de visitas: “Feeling Good”, da inclassificável Nina Simone. A música da diva foi utilizada na promo da quarta temporada, em que os Fishers aparecem em uma macabra e sensual dança em pleno supermercado.



Além de Simone, outra representante da música negra americana é a menos conhecida Irma Thomas, com “Time is on my side”. A música, que foi regravada pelos Stones, é um bom motivo para pesquisar sobre essa cantora de Nova Orleans. A mistura harmoniosa entre nomes consagrados e outros mais “underground”, inclusive, é a levada do disco. Se de um lado há as famosas “A rush of blood to the head”, do Coldplay, e “Lucky”, do Radiohead, do outro há os suecos do Caesars e o indie do Death Cab For Cutie, os últimos na faixa mais longa do álbum: “Transatlanticism”.

Contando ainda com nomes como Arcade Fire e Phoenix, a maior parte do disco oscila entre o indie-rock e a música eletrônica. A surpresa é então encontrar uma música em português, da mais internacional das nossas cantoras: Bebel Gilberto. A faixa, é verdade, vem em uma roupagem moderninha, com o remix do Latin Project. Mas o grande destaque do disco fica por conta de uma australiana, conhecida simplesmente como Sia. É ela que canta “Breath me”, música que toca nos memoráveis minutos finais da série. Possivelmente a melhor coisa que você já pôde ver na TV. Dá para conferir o famoso desfecho no vídeo abaixo. Se você nunca viu, logo aviso que está, claro, repleto de spoilers.


Red Hot Chili Peppers em: Dani California

Por Raiane Nogueira

Quem gosta de Red Hot Chili Peppers certamente se lembra do seu último grande hit, que tomou conta das rádios mundiais em 2006: Dani California. Primeiro single do álbum Stadium Arcadium, a música rendeu à banda dois Grammys, nas categorias "Melhor Performance de Rock em Dupla ou Grupo" e "Melhor Canção de Rock", além de chegar ao "Top 10" da revista americana Billboard:



Mas afinal, de onde surgiu essa mulher que trouxe tanto sucesso? A personagem Dani California foi inventada pelo vocalista Anthony Kiedis e, curiosamente, acompanha o Red Hot desde 1999. Sua primeira menção foi em Californication, em um trecho que fala de uma adolescente grávida:

“Marry me girl be my fairy to the world / Be my very own constellation / A teenage bride with a baby inside / Getting high on information / And buy me a star on the boulevard / It's Californication”

Em 2002, a personagem voltou a aparecer na música By The Way, dessa vez já chamada pelo nome:

“Standing in line / To see the show tonight / And there's a light on / Heavy glow / By the way I tried to say / I'd be there... waiting for / Dani the girl / is singing songs to me / Beneath the marquee... overload”

Mas só conheceríamos de fato Dani California em 2006. Na última música, é apresentada uma espécie de biografia da personagem, uma pobre jovem nascida no Mississipi, filha de uma hippie e um tira, que parece morrer no final da história:

“California rest in peace / Simultaneous release / California show your teeth / She's my priestess, I'm your priest / Yeah, yeah”

Além da originalidade da letra, a música Dani California chama atenção pelo seu clipe. Dirigido por Tony Kaye, ele traz o Red Hot caracterizado como outros artistas do rock americano. São lembrados, entre outros, Elvis Presley, Beatles, Sex Pistols, Misfits e Nirvana. As performances são muito legais. O vídeo traça uma espécie de trajetória de grandes nomes do gênero, desde os anos 50. E o último deles, claro, é o próprio Red Hot Chili Peppers.


19 agosto, 2010

Trilha do Fã: Depoimento de Luana Bernardes

Por Mariana CoutinhoA Trilha do Fã apresenta hoje o depoimento de Luana Bernardes, fã da banda Engenheiros do Hawaii. Esse texto foi publicado originalmente no blog de Luana, o Quinto Take. Segue o texto:

"Ela não se recorda exatamente da ordem dos fatos, sua memória com o passar do tempo, tem preenchido as lacunas com um bocado de imaginação. Portanto, ela imagina que as coisas tenham se passado quase assim:

"Em uma manhã sem importância em uma semana sem importância, no final dos anos 90, ouviu no rádio da sala dos sofás vermelhos algo completamente distoante do que havia ouvido até então. Era um ritmo pulsante, vibrante, alegremente triste - mágico instante."

"Longe Demais das Capitais":

Tratava-se de uma banda gaúcha nascida no início do anos 80 onde toda a rebeldia juvenil ganhara fôlego nas influências entrangeiras que gritavam de forma intensa no peito de quem queria ser ouvido. Era o Rock'n'Roll confirmando as suas raízes em solo tupiniquim, incentivado pelos ensandecidos e pelos cansados de idolatrar os mesmo ídolos que seus pais.

Essa banda continha músicas repletas de ironias, críticas e analogias inspiradas em Filosofia, História, Política, Folk, The Police, Rush e Pink Floyd - coisas que ela só descobriria mais tarde, naquele primeiro momento, bastava o fascínio exercido pela melodia e pelo timbre dos vocais. De qualquer forma, gravou a poesia das letras na memória e quando a sua própria revolta juvenil se tornou mais evidente essas canções estavam todas lá.

Essa mesma banda foi o caminho para todas as outras, de décadas anteriores ou posteriores, todas estavam de alguma forma conectadas a essa que muito antes já exercia nela fascínio ímpar.


"Simples de Coração":

Quase uma década mais tarde dessa descoberta fortuíta, ela encontrou aquele a quem ousou chamar de "A Lenda". O coração entrou em disparo acelerado, as mãos tremiam, a garganta secou e tudo o que conseguia racionar naquele breve momento não passava de "Ele existe!" Desaprovou o moicano exagerado e o dente de ouro que ele agora exibia, e dessa forma aquele instante ficou registrado numa capa autografada de cd e numa fotografia onde a sua tensão ficou visível pelos lábios que não conseguiu parar de morder até sangrá-los (hábito que ela ainda repete masoquistamente até hoje).

"Somos Quem Podemos Ser":

Muitas histórias suas foram cantadas por essa banda, de "Terra de Gigantes" à "Refrão de um Bolero" passando por "Eu Que Não Amo Você", "No Inverno Fica Tarde Mais Cedo" e "Simples de Coração", todas essas e muitas outras se tornaram parte da sua trilha sonora particular, resultando hoje em um misto de admiração e nostalgia, fascínio e saudade.

"Lado a Lado"

"A Lenda" ainda existe, sua banda já não mais. Talvez voltem ou talvez façam apresentações isoladas, seja como for, a gratidão por ter injetado o primeiro acorde vibrante em suas veias ainda existe, e assim sempre será.

"Novos Horizontes" (se não for isso, o que será?):

Atualmente, Humberto Gessinger não está mais a frente dos Engenheiros do Hawaii e roda o país com o Pouca Vogal, sua dupla com Duca Leindecker (Cidadão Quem).

Enquanto isso, a dona dessa história expandiu ainda mais seus horizontes musicais e hoje é viciada em bandas independentes, nacionais ou não."

Também é muito fã de algum artista ou banda? Então mande seu depoimento para atrilhasonora@gmail.com que ele pode ser publicado aqui no blog

18 agosto, 2010

Músicos que se aventuram na política

Por Luiza Baptista

Chegamos ao ano eleitoral. Em outubro vamos escolher presidente, senadores e deputados. Ontem (terça-feira) começou o horário eleitoral gratuito. Em clima de eleição, o post de hoje vai falar de alguns nomes inusitados, outros nem tanto, que concorrem a cargos políticos este ano. São alguns cantores brasileiros, que descobriram o amor pela vida pública e vão subir em palanques nessa eleição.

Candidato pela segunda vez, o cantor Frank Aguiar tenta a reeleição como deputado federal. Mas o “cãozinho dos teclados” não abandonou os palcos, continua fazendo shows pelo Brasil. Aliás, os candidatos/cantores foram autorizados a continuar com suas turnês pelo país, apesar da proibição dos showmícios. Isso porque, como qualquer outro político, eles podem continuar a exercer seus ofícios, claro, sem fazer propaganda durante as apresentações. Os fãs agradecem.

E são os votos desses fãs que os novos políticos esperam receber. O cantor/humorista Tiririca também tenta um cargo como deputado federal, e pede votos caracterizado como o personagem que o deixou famoso. A música Florentina foi escolhida para o jingle da campanha, que tem como slogan “Vote Tiririca, pior que tá não fica”.

Intérprete do grande sucesso brega “Garçom”, Reginaldo Rossi é candidato a deputado estadual em Pernambuco. Além dele, teremos nas urnas Agnaldo Timóteo, os irmãos Kiko e Leandro do grupo KLB, Tati Quebra Barraco, Netinho de Paula e Simony.

Assista abaixo alguns desses candidatos no horário eleitoral gratuito.



Só espero que os políticos não comecem a fazer shows por aí.

Fonte de Pesquisa:
O Globo
Vote Brasil

Apenas alguns ataques de ego na música


Quando um artista chega ao topo das paradas de sucesso e sente-se a ‘última bolacha do pacote’, ou simplesmente seu ego supera qualquer bom senso o resultado é um piti à menor faísca.

O mundo artístico é tão imprevisível e cheio de malas que é impossível, num só post, descobrir todos os chiliques do show business. Mas vamos começar com um internacional.

O que deveria ser um elogio do rapper Kanye West para a popstar Beyoncé, no VMA do ano passado, acabou se transformando, graças a arrogância do artista que roubou o microfone da premiada durante seu discurso, num dos maiores micos da música americana. Kanye West foi obrigado a pedir desculpas, depois de ser muito criticado pela imprensa, e entrou nesta lista.


Lobão roubou a cena do rock nos anos 80. Naquela época era inimaginável um espetáculo como o Rock in Rio sem Lobão. Mas o descontrole e a violência do público levaram o roqueiro à loucura, parando o show e mostrando como se deve dar uma bronca.


Para encerrar esta breve lista, ninguém melhor que Caetano Veloso e seu mais famoso piti: no VMB de 2004. Neste prêmio, segundo o cantor, a qualidade do som estava terrível, o que impraticava sua bela arte. Sem perder tempo Caetano exigiu: MTV, bota essa porra pra funcionar!


E você, lembra de algum piti da música mundial?

16 agosto, 2010

Trilha do artista – Neil Young (Parte II)

Por Luiza Barros


Depois de exorcizar os demônios que o assombravam com a “trilogia da fossa”, (ler a primeira parte) o cantor e compositor Neil Young resolveu retomar a sua banda, o Crazy Horse, substituindo o falecido guitarrista Danny Whitten por Frank Sampedro. A nova formação apareceu pela primeira vez no álbum Zuma, de 1975. Outra parceria retomada foi com o amigo Stephen Stills, com quem compôs o disco de 76 Long May You Run creditado à The Stills-Young Band. No mesmo ano, Young ainda participou do famoso show do grupo The Band, The last waltz. Considerado uma das maiores apresentações de todos os tempos, o evento contou não só com a participação de Young, como de outras estrelas como Eric Clapton, Bob Dylan, Neil Diamond, Muddy Waters e Ronnie Wood. O show deu origem a um documentário de Martin Scorsece, e entre uma das polêmicas, estava o uso de drogas. Uma das cenas, que revela restos de cocaína no nariz de Young, foi editada durante a pós-produção.

Mas as drogas não impediram que a produção do compositor continuasse prolífica. Em 1978, o disco solo Comes a time marcou o antes tão evitado retorno ao folk de Harvest. Com o Crazy Horse, veio Rust never sleeps, de 79. O álbum, majoritariamente ao vivo, trazia canções acústicas no lado A e com instrumentos elétricos no lado B. O elogiado trabalho ainda rendeu um filme, dirigido pelo próprio Young. Não foi a única vez que o músico se interessou pelo cinema: em 1982 foi lançado o raro Human Highway, em que Young, além de atuar, assina a co-direção. Estrelado por Russ Tamblyn e Dennis Hopper, a comédia contava ainda com a banda new-wave Devo.

Fazer um filme com o Devo pode parecer estranho para um cantor de folk-rock, e de fato, os anos 80 foram um tanto quanto caóticos para Neil Young. Emocionalmente, o cantor se encontrava preocupado com o nascimento de seu segundo filho com deficiência mental, apesar das diferentes mães. Mais tarde, o cantor ainda descobriria que sua terceira filha também sofria de uma desordem grave, a epilepsia. No campo musical, Young experimentava cada vez mais, o que o levou a inevitáveis discordâncias com a sua gravadora. Mas se as músicas estavam cada vez mais diferentes das de outrora, os fãs saudosistas puderam matar as saudades em 1985, com a reunião do Crosby, Stills, Nash & Young no Live-Aid, após dez anos sem tocar junto. Depois disso, os quatro ainda resolveram lançar um disco de inéditas, em 88. Infelizmente, American Dream ficou muito abaixo das expectativas, sendo completamente rejeitado pela crítica.

A década seguinte seria mais tranqüila para Neil Young; a chegada dos astros do grunge teve como efeito colateral um aumento do prestígio de Young, depois de ele ter sido citado como influência de Kurt Cobain e Eddie Vedder. Essa nova era foi iniciada logo em 1989, com o lançamento de Freedom. Contando com a faixa “Rockin’ in the free world” como carro-chefe, o álbum já demonstrava o engajamento e a crítica social que marcaria os atos seguintes de Young. Em 1992, o bem recebido Harvest Moon traria mais uma vez a sonoridade de Harvest à tona, como já indica o próprio nome. A época também foi marcada por sua dupla consagração no Hall da Fama do Rock’n’Roll: primeiro em 1995, pela obra solo, e depois em 1997, como membro do Buffalo Springfield.

As provocações políticas de Young aumentaram ainda mais com a chegada do ano 2000 e a ascensão de George W. Bush no governo dos Estados Unidos. Se em Freedom o alvo era Bush pai, o álbum de 2006 Living with war fazia um ataque virulento ao filho, com a faixa de protesto “Let’s impeach the president”. Um pouco antes, em 2003, Young já falava de preocupações típicas do mundo pós 11 de setembro, no conceitual Greendale. O álbum, feito com o Crazy Horse, narrava uma história em uma cidade fictícia da California, e chegou a virar filme e história em quadrinhos. Depois de uma carreira tão frutífera, resta a nós acompanhar os próximos passos e correr atrás da vasta obra deste grande compositor do rock.



14 agosto, 2010

Trilha Nova - Música de Brinquedo (Pato Fu)

Por Mariana Coutinho

Música de Brinquedo - Pato Fu (2010)

(1. Primavera (Vai Chuva)/ 2. Sonífera Ilha/ 3. Rock and Rol Lullaby/ 4. Frevo Mulher/ 5. Ovelha Negra/ 6. Todos Estão Surdos/ 7. Live and Let Die/ 8. Pelo Interfone/ 9. Twiggy Twiggy/ 10. My Girl/ 11. Ska/ 12. Love Me Tender)

Apitos, xilofones, cornetas, pianinho, guitarra de brinquedo, cavaquinho fazendo o papel de baixo. Duas crianças fazendo o backing vocal. Mas "Música de brinquedo", o novo álbum do Pato Fu, não pode ser considerado um álbum infatil, ou exclusivamente para crianças. O novo projeto da banda traz músicas super conhecidas do grande público, aquelas com arranjos marcantes, executadas não com instrumentos normais, mas com brinquedos.

O grande problema da ideia foi afinar, ou tentar afinar, os brinquedos para serem usados como instrumentos. "São instrumentos sem qualidade sonora e nem são bons de tocar, mas neles sobra personalidade", contou John Ulhoa ao G1. A afinação pode não ter ficado perfeita, mas o Pato Fu executa um trabalho brilhante nesse álbum. As crianças, Nina Ulhoa, filha de Fernanda Takai e Ulhoa, e o amiguinho Matheus D'Alessandro fazem o coro, mas não como um coral de crianças, e sim como um menino e uma menina cantando e se divertindo. E desafinando de vez em quando, qual o problema?

O álbum é perfeito para se ouvir em família. A música de abertura é "Primavera (Vai Chuva)" do Tim Maia. A voz doce de Takai e as crianças acompanhando - "- Hoje o céu está tão lindo - Vai Chuva!" - não me deixam descrever essa canção de outra forma que não seja "uma gracinha". Abaixo você pode ver a gravação da música - a primeira experimentação do Pato Fu com os instrumentos de brinquedo:





A ideia do cd era mesmo pegar músicas conhecidas do público, com arranjos marcantes, e reproduzir esses arranjos originais com os brinquedos. Certamente as gravações não teriam o mesmo impacto com músicas inéditas. Era preciso conhecer as notas da canção para apreciar essas novas versões. Além de "Primavera" temos as ótimas "Ovelha Negra" de Rita Lee, e "Sonífera Ilha" dos Titãs, além de "Love Me Tender" com introdução de caixinha de música, e "My Girl". Outros destaques são "Todos Estão Surdos" de Roberto e Erasmo Carlos e "Live and Let Die" de Paul e Linda McCartney com as crianças gritando como verdadeiros rockeiros.


Nesse mês o Pato Fu estreou uma turnê para promover o novo álbum. Os primeiros shows aconteceram na Caixa Cultural aqui no Rio de Janeiro. Em setembro a banda passa por Minas Gerais e São Paulo.


Pesquisa: Pato Fu Oficial


Trilha Antiga - The Best of Sixpence None The Richer

Por Raiane Nogueira

2004
Squint Entertainment

1. Loser Like Me / 2. Us / 3. Too Far Gone / 4. The Ground You Shook / 5. Kiss Me / 6. Breathe Your Name / 7. Melody of You / 8. Dancing Queen / 9. Don't Dream It's Over / 10. There She Goes / 11. I Need Love / 12. I Just Wasn't Made for These Times / 13. Breathe / 14. Brighten My Heart / 15. Angeltread / 16. Within a Room Somewhere / 17. Trust / 18. Kiss Me (Versão Japonesa)



Tirei as férias para organizar minha biblioteca de música e, entre milhões de pastas perdidas, achei um CD que ganhei de um amigo: The Best of Sixpence None The Richer. Foi uma ótima redescoberta, que precisava dividir com os leitores de A Trilha Sonora. Tinha esquecido como o disco é bom!

“The Best of Sixpence None The Richer” é o quinto álbum da banda de pop rock americana, lançado em 2004. O CD reúne as melhores canções do grupo, que, apesar de caracterizar-se como cristão, apresenta em suas letras uma temática essencialmente romântica.

Entre os sucessos do Sixpence, o disco conta com a famosa Kiss Me (inclusive com uma versão em japonês), trilha de casais apaixonados do cinema e da TV, como nos filmes “Ela é demais” e “Como perder um homem em dez dias?” e nas séries “Smallville” e “Dawson’s Creek”:



A coletânea também inclui outras músicas conhecidas do grupo, como There She Goes e Melody of You, além das versões de Dancing Queen, do ABBA, e Don’t Dream It’s Over, da banda Crowded House.

Desde que achei o CD, não paro de ouvir. É muito bom! Para quem gosta de baladas românticas, acho que vale a pena procurar.

12 agosto, 2010

Clipes Inesquecíveis – Wannabe (Spice Girls)

Por Luiza Baptista

Em 1996 os versos “If you wanna be my lover, you gotta get with my friends / Make it last forever friendship never ends” dominaram todas as paradas de sucesso. Era o começo do fenômeno Spice Girls. Com a primeira música de trabalho, Wannabe, as inglesas Emma, Geri, Melanie B, Melanie C e Victoria conheceram a fama mundial, vendendo algo em torno de 6 milhões de cópias do single.

No post de hoje vamos falar de um clipe inesquecível das meninas britânicas. É claro que o clipe em questão é Wannabe, o grande responsável pelo sucesso do grupo. Assista abaixo.


Spice Girls - Wannabe
Enviado por starboymcfly. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

O clipe alcançou o estrelato antes mesmo do lançamento do single, em 8 de julho de 1996. Graças ao representante do canal The Box, Vincent Monsey, que descobriu as Spice Girls e resolveu lançar Wannabe. O canal, rival da MTV no Reino Unido, recebeu milhares de telefonemas logo após a exibição do vídeo, as pessoas queriam conhecer o grupo de meninas. A emissora se viu ‘obrigada’ a reprisar o clipe de hora em hora em sua programação.

Wannabe mostra as cinco meninas cantando, dançando, fazendo um pouco de bagunça em um hotel e depois fugindo. Essa história não foi simplesmente um roteiro inventado. Na verdade, as Spice Girls tinham um contrato assinado com uma gravadora e chegaram a morar em um hotel. Divergências fizeram as moças ‘fugirem’, e estabelecerem moradia nos subúrbios londrinos.

As Spice Girls serviram de modelo para muitas Girls Bands que apareceram desde então, como Girls Aloud. Suas músicas e coreografias conquistaram adolescentes pelo mundo todo e deram força ao movimento Girl Power, slogan, inclusive, de seu single Wannabe.

Você gostava de Spice Girls? Ainda se lembra de algumas coreografias?

Pesquisa: wikipédia

11 agosto, 2010

Lady Gaga em números



Lady Gaga está U$ 24 milhões mais rica, depois de uma turnê de 47 shows pela Europa, assistida por mais de 400 mil pessoas, segundo a revista Billboard. A cantora pousou em Los Angeles, nos Estados Unidos, para mais duas apresentações no Staples Center, ainda esta semana, e o jornal Los Angeles Times publicou hoje alguns números obtidos por Gaga em breves dois anos de carreira.

São apenas dois discos, ‘The Fame’ e ‘The Fame Monster’, mas Lady Gaga já é alvo de três biografias que serão lançadas ainda este mês. Esses livros tentam explicar o motivo de tanto sucesso pelo mundo e se a música feita pela americana é mesmo revolucionária. Gaga trata logo de admitir, em entrevista para um jornal escocês, que suas ideias sobre fama e arte não são novas, e completa: “algumas pessoas dizem que tudo (na música e na moda)já foi feita antes, e, até certo ponto, elas estão certas. Acho que o truque é honrar sua visão e juntar elementos que nunca foram colocados juntos antes.”

Se não é a revolução da música pop, Lady Gaga eleva a enésima potência a excentricidade de suas referências e as revelas em clipes que já foram vistos, até 1º de agosto, mais de 667 milhões de vezes no canal oficial da cantora no youtube.

Aliás, a internet é o território de Lady Gaga. Até 1º de agosto 18,1 milhões de músicas digitais vendidas, em maio a cantora foi a primeira a chegar a 1 bilhão de exibições e se transformou referência em como se promover pela web, para as empresas de marketing. Lady Gaga é um produto da convergência de mídias. Em entrevista ao Globo.com, o professor de filosofia Henrique Antoun, da Escola de Comunicação da UFRJ, disse que Gaga sabe usar as ferramentas o que a internet oferece e completa:

“Ela sabe usar os grupos de discussão e os instrumentos que eles oferecem, criando perfis em redes sociais, blogs onde você amarra tudo isso e até vídeos que você sobe para o YouTube e liga ao seu perfil. Misturando todos estes canais e se movimentando bem neles, você pode começar um movimento de sucesso”, disse o professor Antoun.

Em unidades palpáveis Lady Gaga já vendeu mais de 3,6 milhões de discos, desde o lançamento de The Fame em agosto de 2008. Somente este ano foram 1,3 milhões de cópias vendidas pelo mundo, segundo o jornal Los Angeles Times. Uma prova que o mundo virtual, psicodélico e fantástico de Lady Gaga extrapola todos os limites territoriais.

Trilha do Artista - Neil Young (Parte I)

Um artista que produz incansavelmente desde os anos 60 e que já esteve presente em grupos tão importantes quanto o seu próprio nome. Este é o canadense Neil Young, e reduzir toda a sua obra no espaço tolerável para um post é um inútil exercício contra a superficialidade. Por isso, logo aviso que não será possível aqui contar a trajetória completa deste artista; vou me estender apenas até o ano de 1975, e pontuar alguns dos eventos mais importantes, que não são poucos. Os anos posteriores ficam para uma próxima ocasião.



Nascido em 1945 em Toronto, Neil Young se encantou pelo rock’n’roll bem cedo, durante a infância nos anos 50, quando ouvia clássicos como Chuck Berry, Little Richard e Elvis Presley pela rádio. O divórcio dos pais, quando tinha 12 anos, fez com que ele se mudasse para a casa da família em Winninpeg. Foi quando ainda estudava lá que começou a formar as primeiras bandas. Não chegou a completar o ensino médio, e logo em seguida conheceu Stephen Stills, que viria a ser seu parceiro em diversos trabalhos. Outra pessoa importante que conheceu logo nos primeiros anos de atividade foi a cantora Joni Mitchell.

Embora tenha chegado a fazer turnês solo antes disso, a carreira de Young só deslanchou para valer em 1966, quando formou o Buffalo Springfield, ao lado de Richie Furay, Dewey Martin e o já citado Stephen Stills. Logo no ano seguinte da formação, a banda já havia lançado dois discos clássicos, o homônimo Buffalo Springfield e Buffalo Springfield Again (nomes criativos não eram uma especialidade deles). A banda não durou muito, terminando no simbólico maio de 1968. Em novembro do mesmo ano, Young já estava lançando um disco solo.

Mas a grande sacada veio no álbum seguinte, quando o compositor resolveu recrutar três músicos para o acompanharem. Os escolhidos foram Danny Whitten (guitarra), Bill Talbot (baixo) e Ralph Molina (bateria). Egressos de uma banda chamada The Rockets, o trio assumiu o nome de Crazy Horse, em alusão ao líder da tribo de nativos americanos Oglala Lakota, que lutou contra o governo dos EUA no século XIX. O primeiro fruto da parceria foi o eletrizante Everbody know this is nowhere, disco que contava, entre outras jóias, com “Cowgirl in the sand”.

Logo em seguida, mas uma reviravolta: depois de terem lançado o primeiro disco, David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash ofereceram a Young a chance de colaborar com o supergrupo que haviam acabado de formar, o Crosby, Stills & Nash. O convite foi aceito por Young, com a condição de que ele se tornasse fixo. E assim os três mosqueteiros viraram quatro: Crosby, Stills, Nash & Young. Juntos, lançaram o celebrado Déjà Vú e tocaram no festival de Woodstock. Um de seus grandes sucessos foi justamente a versão para a música de Joni Mitchell, então namorada de Nash, sobre o evento.

Engolidos pela própria grandeza, o grupo se dispersou após a turnê de 1970, e cada integrante foi se dedicar a trabalhos solo. No caso de Neil Young, este trabalho foi After the gold rush, que contou com a participação de Stills e do baixista do CSNY, Greg Reeves. Os elogios conquistados entre a crítica com este disco foi seguido pelo sucesso comercial da obra seguinte, Harvest, de 71. Gravado em Nashville, no Tennessee, a Meca da música country, “Harvest” contém a clássica “Heart of gold”, que alcançou o topo das paradas, e a dolorosa “Needle and the damage is done”, que lamenta o vício em heroína de Danny Whitten, Um ano depois do lançamento do disco, o integrante do Crazy Horse veio a morrer em decorrência de uma overdose.

Abalado pela morte de Whitten e de outro colega, o roadie Bruce Berry, o que Young produziu em seguida foi muito diferente do que se poderia esperar. Ao invés de tentar criar um novo “Harvest”, a depressão do cantor teve como resultado a chamada “ditch trilogy”, algo como “a trilogia da sarjeta”. Apesar do nome, ela inclui três dos mais finos trabalhos do compositor. O primeiro é Times fades away, disco ao vivo de 73. Embora tenha sido bem recebido pela crítica, “Times...” é o único álbum de toda a discografia de Young que até hoje não foi lançado em CD. O motivo principal são as memórias negativas da turnê. Resultado: a obra ganhou o status de raridade, e suas cópias em vinil são extremamente disputadas.

Em seguida veio On the beach, álbum de estúdio de 74. Um dos meus favoritos pessoais, o disco pode ser entendido como uma grande ressaca dos anos 60. Uma das melhores faixas, “Revolution Blues”, é também uma das mais polêmicas que Young já compôs: a música faz referência ao assassino Charles Manson, que o cantor chegou a conhecer pessoalmente. Da mesma forma que “Times...”, “On the beach” também já foi uma raridade, até seu relançamento em 2003, após muita reclamação dos fãs.

Finalmente, temos Tonight’s the night, em cuja capa vemos o rosto do cavernoso Neil Young daquela época na capa. Gravado em 1973, o álbum só foi lançado em 75. A razão do atraso era a esperança da gravadora de que Young produzisse algo mais comercial enquanto isso. Mas, como já vimos, não foi o que aconteceu. As letras de “Tonight...” foram compostas apenas alguns meses após as mortes de Whitten e Berry. Entre os destaques, está “Tired Eyes”, que mais uma vez volta a falar do embate de Whitten com as drogas. A dor ainda é tão presente quanto em “Times...”, mas para a nossa sorte, o talento também.