06 janeiro, 2010

Trilha do Fã - Depoimento de Cristal Proença (The Rasmus)

Por Luiza Baptista

Ir ao show de um grande ídolo já é um sonho realizado. Imagina, então, conhecer sua banda favorita que veio da Finlândia? Foi o que aconteceu com a estudante de museologia Cristal Proença, fã do The Rasmus.

"Conheci o The Rasmus aos 14 anos. Não sei por que fui gostar de uma banda meio gótica da Finlândia, mas tem coisas na vida que não tem explicação. A primeira vez que ouvi In the Shadows e vi o vocalista da banda – Lauri: um cara baixinho, meio testudo, muito branco e com penas no cabelo – fiquei impressionada de tal maneira que em menos de um ano eu já me considerava fã de carteirinha. Dia e noite eu pensava neles e imaginava um dia poder vê-los ao vivo e casar com o Lauri também, por que não? (Aaah, 14 anos...) Então no ano de 2006 eu finalmente pude provar o gostinho que é ter os ídolos perto. Não mencionei que durante meus anos de obsessão, fiz grandes amizades na internet com meninas tão ou mais loucas que eu no quesito “tiete” e foi justamente com essas amigas que eu pude viver esse momento tão especial. Bom, pra encurtar a história, em novembro de 2006, no alto dos meus 16 anos, fui a dois dos três shows da banda no Brasil: um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Hoje vejo como meus pais foram legais ao me deixarem viajar sozinha de avião (junto com uma amiga da internet) pra São Paulo, voltar e ir a mais um show no Rio, que resultaram em uma semana de pura satisfação The Rasmística.

Acho que esgotei minha cota de sorte nesses dois shows. Em São Paulo uma amiga ganhou uma promoção da MTV para entrar no camarim com direito a cinco acompanhantes: eu e mais quatro fomos as escolhidas pra ir junto. Além do mais, amizades com a dona do site brasileiro sobre a banda sempre garantem alguns pequenos privilégios. No Rio, assistimos o show entre a grade e o palco, ganhei a palheta do guitarrista, tive a impressão que o Lauri olhou pra mim, hahaha. Resumindo: nos dois shows pudemos assistir o ensaio e entrar no camarim. Falar com eles foi emocionante, não parecia real, mas era. Até hoje me lembro dos detalhes da nossa “conversa”, dos abraços, das caras de desespero (tanto nossas quanto deles).

Enfim, gosto de pensar que ser fã do The Rasmus – meu período de obsessão durou até bastante, com 17 anos a coisa foi enfraquecendo e por sorte, eu não perdi muitos amigos – me ajudou a conhecer melhor a mim mesma além de ter me trazido pessoas muito especiais. Hoje sinto como se eles fossem uma pequena parte de mim e tenho um carinho enorme por eles e tudo o que eles representaram na minha adolescência. Até minha primeira decepção amorosa aprendi com o The Rasmus: O Lauri casou e virou pai, ou seja, nosso futuro casamento foi por água abaixo".

Cristal e seu ex-futuro-marido Lauri


3 comentários:

  1. hahaha "Cristal e seu ex-futuro-marido Lauri" tive que rir, sorry.
    que sorte hein dona Cristal...as unicas vezes que os caras vem ao Brasil e vc conhece logo de cara!! rsrss

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