01 dezembro, 2009

Trilha do Fã - Depoimento de Lucilia Bortone (parte 2)

Por Luiza Baptista

Agora você vai poder saber o resto da história da Louci. Ontem, postamos a “Saga do encontro- parte 1”. Hoje você vai ler sobre como foi o segundo encontro da Louci com seus ídolos. A saga do encontro- parte 2:

Março

Shows confirmados. Só faltava o início da vendas dos ingressos. Luiz já tinha dito no ano anterior que quando precisasse era só falar. E eu falei. Pedi um ingresso para mim. Dessa vez ele tinha prometido ir junto e levar a filha dele.

Maio (duas semanas antes do show)

A tensão ia subindo a cada dia. Não tinha notícias do ingresso. Recebo um e-mail do Luiz dizendo que o contato dele estava demorando para arrumar os ingressos. Já fiquei um pouco apreensiva.

26 de maio de 2009 (quatro dias antes do show)

Luiz me manda outro e-mail. E a felicidade. Um ingresso. Pista Vip.

Mais um momento daqueles em que você fica tão feliz que não consegue parar de sorrir.

30 de maio de 2009

Já estava no Rio com meus pais. Fomos até a casa da madrinha da minha mãe (mãe do Luiz). Estávamos esperando. O horário marcado por ele era 19h. Chegamos às 18h30.

Ele vinha da barra com a filha. Era o que eu sabia até então.

E mais uma vez os atrasos. Chega a ser engraçado contando, mas eu não conseguia esconder a preocupação. Queria chegar e arrumar um lugar bom e encontrar a Laura.

Por volta das 20h Luiz chega. No carro, ele, a filha, a namorada e mais três amigos da filha. Carro cheio, certo?! Errado. Nunca subestime o espaço interno de um carro. Nunca! Só naquela hora fui entender porque ele demorou para conseguir os ingressos. Ele tinha pedido seis! E para não perder o hábito: levou o dvd do Radio:Active pra mim.

E fomos para o Vivo Rio. Éramos agora sete dentro do carro. Minha mãe resolveu ir junto. No caminho, rádio no talo e pé afundado no acelerador. E eu nervosa.

E mais uma vez não sabia que entraria no camarim. Era pra eu ter a esperança, lógico. Mas fui feliz por ter conseguido isso das outra vez.

Chegamos no Vivo Rio em cima da hora. É quase que uma repetição da história. Minha mãe e a namorada do Luiz entraram com os amigos da filha dele. Eu, Luiz e ela fomos para os fundos da casa de shows. Luiz procurando o amigo dele que nos levaria ao camarim. Nada do cara aparecer. Finalmente Luiz consegue falar com ele no telefone. E entramos.

Acho que se tivéssemos atrasados mais não teríamos entrado no camarim. Disse que não sabia, certo? Mas de certa forma tinha esperança. Escrevi uma carta horas antes. Lembro da minha mão tremer e eu ter que reescrever tudo e em inglês. Ali coloquei um pouco do que eles representam para mim. Como eles estavam presentes na minha vida, principalmente nos momentos difíceis que tinha passado nos últimos anos e em especial nos últimos meses.

Na fila me dei conta que não tinha levado nada para ser autografado. Saquei meu comprovante de matrícula da faculdade. E assim foi. Entrei no camarim. Dougie não estava lá. Estava doente e por precaução ele não foi receber os fãs – naquela época o assunto do momento era a gripe suína. Cumprimentei Harry e Tom. E entreguei a ele a minha carta. Pedi os autógrafos. Fotos tiradas e Danny diz: “Alguém ta passando a mão na minha bunda”. Risada coletiva. Mais importante foi depois ver que Tom (aquele que não gosta dos dentes e evita sorrir nas fotos) saiu rindo numa das fotos. Antes de pegar minha câmera com um dos seguranças, finalmente fui falar com Danny. Ele me olhou um pouco assustado. Pedi um autógrafo. Ele sorriu. E, sinceramente, não lembro de mais nada. É como se o tempo passasse de um jeito e você perdesse uns pedaços.”

Para quem gosta de McFly, a banda ganhou a primeira enquete do blog. Então, amanhã teremos a biografia do McFly, aguardem.

Um comentário:

  1. Eu também não me lembraria de nada com o Danny olhando pra mim...

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